This post has already been read 309 times!

Entrevista do Mike Shinoda para a revista Rolling Stone, onde ele fala do processo de criação do álbum juntamente com uma análise das músicas que estão por vir.

sim

Um dia quando o multi-instrumentista Mike Shinoda estava trabalhando em suas gravações para a sequência do álbum Living Things de 2012 – um álbum que tem uma sensibilidade pop, posteriormente esse álbum ganhou disco de Ouro e foi o 4º álbum do Linkin park a emplacar um 1º lugar na Billboard 200 – ele teve uma revelação pessoal  “Cara, o que eu estou fazendo?” e se perguntou “Eu estou fazendo a mesma coisa!”  e agora ele resolveu escrever música pesada.

Esse álbum precisava ser visceral” diz Mike com uma risada “precisamos eliminar um monte de emos suaves em nossa música, precisamos afastar  os que se sentem agressivos por algo agressivo. Nós não somos adolescentes de 18 anos fazendo um som, somos adultos de 37  anos fazendo musica de qualidade, o que nos deixa irritados com 37 anos é diferente do que já nos deixou irritados um dia“.

Essa mentalidade permeia as 5 faixas do novo álbum do Linkin Park, que Mike nos mostrou em uma seção em Nova York. Faixas com Riffs pesados e um metal presente são encontrados em Keys to the Kingdom. O punk vem junto com a faixa All for Nothing, ela soa como um Linkin Park mais irritado e com  mais adrenalina.

Until It’s Gone, essa música começa com um tipo de efeito melódico sintetizado, que é parecido com efeitos do seu álbum e estréia em 2000, mas ela constrói uma linhagem meio melancólica quando Chester começa a dizer “[you] don’t know what you’ve got until it’s gone” (Você não sabe o que você tem até perder). Wastelands of Today, que é produzida por Rob Cavallo, possui uma mensagem semelhante a faixa Rebelion e mais um grande Riff de rock. A última faixa que ouvimos, a Rebellion, ela tem um Riff bem mais rápido e se diverge em Hard rock e música Disco. O álbum  ao todo terá 12 faixas mas ainda não esta totalmente pronto, e Mike disse que vai lançá-lo no dia de 17 de junho.

Mike começou em uma nova direção com o grupo, quando ele começou a escrever All for Nothing, ele começou a pensar que o que ele estava fazendo antes dela não seria o que ele queria fazer, então ele pensou ” Merda! As rádio de rock não vão tocar isso!“. Então ele entrou em contato com o  gerente e um representante de rádio e eles confirmaram os seus receios. Eles falaram “essa música vai ter dificuldade nas rádios” mas o Mike falou “Mas eu estou sempre pronto para um desafio . Além disso, eu acredito na música”.

A inspiração por trás disso para fazer o The Hunting Party foi um mal-estar  do Mike em relação à música indie “Eu estava tentando encontrar algo para ouvir um dia, e ela não estava lá e isso meio que me irritou. Gosto de música indie. Gosto de pop indie. Mas em um certo ponto, eu sinto que algo tinha que ser examinado e ativado novamente.

Mike ressaltou que ele gosta de grupos como Chvrches, Vampire Weekend e Arctic Monkeys e seu comentário não é para ser irônico. Mas o que ele queria ouvir naquele momento eram sons que o inspiraram antes do Linkin Park, grupos como Refused, Helmet e At The Drive-In – e alguns que antecederam esse momento, como Inside Out e Gorilla Biscuits. “Eu estava pensando, quais álbum antecederam o nu-metal” diz ele. “Sem esses álbuns não teria existido o Linkin Park.

Para melhorar as duas inspirações, o Linkin Park convidou alguns desses artistas para tocar em  The Hunting Party. O vocalista e guitarrista Page Hamilton da banda Helmet que canta em All for Nothing, e o guitarrista do System of a Down, Daron Malakian, que  aparece em Rebellion e por último o ícone do rap, Rakim, que aparece em Guilty All the Same, uma música que já está disponível para se ouvida.

Segundo Mike, todos os caras da banda pegaram a filosofia de se inspirarem em bandas que eles gostavam, em  Keys to the Kingdom se pode ouvir na intro uma voz robótica e sonoridade afetada pelo grito e então consegue se ouvir alguns riffs desconexos. “Eu queria que isso fosse chocante ou perturbador” completa Mike Shinoda.

Este álbum foi especialmente difícil para o baterista Rob Bourdon, que tentou constantemente se manter  em equilíbrio com as músicas. “É provavelmente a coisa mais difícil que ele já tocou em  nossos álbuns” diz Shinoda “Ele teve que trabalhar fisicamente, correr, levantar pesos, treinar com um personal“. Em seguida, com uma risada, diz Shinoda “ele acabou indo para um quiroprata , porque ele tocou  muita bateria. Eu não quero colocar o cara no hospital, mas foi divertido para nós dois, para fazer algo que era um desafio para ele. E ele definitivamente se sente que ao final do dia ele é um baterista melhor que já foi um dia“.

O que eles querem com isso, relata Mike, é ter o álbum mais pesado até agora. E fala isso, ele também percebe as implicações de tal afirmação. “Nós não fizemos a gravação mais pesada de todos os tempos” diz ele “estou muito consciente de que existem bandas super-pesadas por aí, e que fazem a música que é muito, muito deformada” ele ri  “não fizemos um álbum ‘deformado’. Nós não iríamos fazer uma música tipo o Meshuggah. Fizemos um álbum muito alto e agressivo para o Linkin Park, talvez o mais pesado que fizemos“.

Fonte: RollingStones

© 2014, https:. O melhor portal de notícias do Linkin park no Brasil

Deixe seu comentário sobre essa Notícia

comentários