This post has already been read 3633 times!

Recentemente, a revista Ultimate Guitar teve a chance de falar com Ben Young, que refletiu sobre seu trabalho com o Linkin Park e Fall Out Boy. Veja na entrevista abaixo.

Como você se tornou um técnico de guitarra?

Estudei produção musical na universidade Middle Tennessee State. Depois de me formar, me mudei para Los Angeles, em 2003, para trabalhar em estúdios de gravação e consegui um emprego na Henson. Sempre quis fazer uma turnê e enquanto trabalhava lá, conheci uma banda chamada Steriogram, que estava fazendo seu álbum de estreia para a gravadora Capitol. Eles entrariam em turnê assim que terminassem o álbum e precisavam de um empresário de turnê e técnico de guitarra. Fui doido o suficiente para pensar que sabia o que estava fazendo e convenci eles a me contratar para fazer as duas coisas. Agora, 17 anos depois, acho que realmente eu sabia o que estava fazendo. E aprendi muito ao longo do caminho.

Para quais bandas você já trabalhou?

Os destaques no meu currículo são: Linkin Park, Fall Out Boy e Deftones. Além de uma ou duas bandas pop que eu não posso mencionar por causa de acordo sigiloso. Mas também fiz algumas passagens com bandas como Stone Temple Pilots, Pharrell Williams, Sublime with Rome, OKGo, Sugar Ray e a banda que realmente me deu início, The Matches.

Qual foi a turnê mais divertida de fazer parte até agora?

Eu realmente não penso nisso. Todas elas tem seus dias bons e dias ruins e, afinal, é um trabalho. Mas posso dizer que os três anos que passei com o Linkin Park foram especiais. Aquela banda era tão grande e tão amada ao redor do mundo que eu não pude deixar de sentir que era parte de algo maior, especialmente nos países europeus ou na América do Sul.

Como você começou a trabalhar com o Linkin Park e qual é a sua melhor lembrança de Chester Bennington?

Consegui o trabalho com o Linkin Park porque um dos meus amigos era um dos engenheiros de estúdio deles. Desde 2007, ele me chamava ocasionalmente para fazer ajustes de guitarra enquanto eles estavam gravando. Com isso, fiquei amigo de um de seus técnicos, Warren Johnson. Em 2014, eles precisavam de uma técnico de guitarra de turnê e Warren me indicou ao gerente de produção porque eu já era um rosto familiar. Funcionou perfeitamente e eu e o guitarrista Brad Delson nos demos muito bem. No início, eu estava nervoso porque achei que ele poderia ser difícil, mas na verdade ele era muito fácil de lidar, ele só precisava de alguém que prestasse atenção aos detalhes e nas coisas pequenas.

Uma das minhas memórias preferidas de Chester é quando estávamos ensaiando um dia e Brad não estava lá, então eu estava cobrindo suas partes na guitarra. Terminamos de tocar uma música mais nova que meio que tinha uma guitarra forte no final, depois que a música acabou Chester gritou “Você tocou esse som todo com essa guitarra?!.” Aquilo foi muito bom. Uma das melhores coisas sobre Chester é que dia após dia ele sempre dava 100%. Eu nunca vi um show em que ele não estivesse empolgado. Ele sempre deu o melhor de si.

Qual foi o momento que você mais se orgulha da sua carreira até agora?

É insano a quantidade de oportunidades estranhas que esse trabalho me trouxe. Em 2015, fiz três shows como guitarrista principal do Linkin Park quando Brad Delson não estava disponível. Eu sabia que potencialmente isso poderia acontecer algum dia, então eu aprendi tudo sobre o set meses antes. Um dia voamos para o Brasil para dois shows e quando pousamos, descobri que Brad não iria aparecer e que eu iria tocar. O Linkin Park não era uma banda com faixas pré preparadas caso um músico ficasse ausente e também não era algo que eles estavam dispostos a explorar. E é incrível que eles confiaram em mim para executar as partes do Brad. Eu nunca tinha tocado na frente de tantas pessoas antes e eu poderia surtar e arruinar o show deles. Mike Shinoda me deixou à vontade quando disse para mim “Existem outras cinco pessoas nesta banda e todos nós erramos às vezes, então não se preocupe se isso acontecer.” Tudo correu muito bem. Acabei fazendo outro show para eles mais tarde quando a esposa de Brad estava tendo um filho. Depois daquele show no Rock on the Range em Columbus, Ohio, Chester disse: “O show foi incrível, parecia um show das antigas do Linkin Park.”

Alguns anos depois, quando eu trabalhei para o Fall Out Boy e acabei substituindo Joe Trohman por 7 shows na Europa, quando ele estava tendo seu segundo filho.

Tocar esses shows também me deram confiança para começar a escrever músicas e agora estou orgulhoso de ter a minha banda Knifes, que formei com dois outros Roadies, Warren Johnson do Linkin Park e Brian Diaz com quem trabalhei no Fall Out Boy. Acabamos de lançar o nosso primeiro EP, “Proof of Concept” que parece uma combinação de todas as bandas com as quais já trabalhei nos últimos 17 anos.

Fonte: Ultimate-Guitar

© 2021, www.linkinparkbrasil.com. O melhor portal de notícias do Linkin park no Brasil

Deixe seu comentário sobre essa Notícia

comentários