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Talinda Bennington disse que foi completamente inesperado o falecimento do seu marido, Chester Bennington e explicou que ela achava que a morte de Chris Cornell, apenas dois meses antes, tinha desencorajado o cantor do Linkin Park a cometer suicídio.

Depois que Chris Cornell morreu em maio de 2017, como resultado do suícidio cometido em um hotel em Detroit, Chester escreveu uma carta agracedendo por inspirá-lo e que ele estava esperando pelo dia que eles se encontrariam na “próxima vida”.

Na quarta-feira, dia 31 de Janeiro, Talinda Benington, Anna Shinoda [esposa de Mike Shinoda] e Jim Digby [Gerente de produção do Linkin Park], participaram de um painel no Canadian Event Safety Summit. O evento tem como tema principal a doença mental na indústria da música, mas grande parte da discussão do painel foi focado na vida após a morte de Chester.

Talinda, que se casou com Chester em 2005, teve 3 filhos com o cantor, e disse “[Chester e eu] éramos, ambos, não muito saudáveis emocionamente, mas nas nossas próprias formas, e com o passar dos anos juntos – a gente estava junto por 12 anos e meio – nós dois crescemos. Ele lutava contra o vício e a depressão, duas coisas que eu nunca tive que lutar contra. Apesar de eu ter meus próprios demônios, eu tive dificuldades quando estava crescendo, nós dois lidávamos de forma muito diferente. Então, eu comecei de um ponto completamente diferente – por falta de um termo melhor – era ignorante sobre a situação dele. Mas com o passar dos anos, eu aprendi que cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar da saúde física.

De acordo com Talinda, a morte do Chester “foi completamente inesperada” para ela. “Meu marido tinha um passado… no passado, ele tentou se suicidar, mas eu pensei ‘era porque ele estava complemente bêbado. Ou era por isso ou por aquilo.’ Então, [antes] dele morrer, eu pensei de forma muito ingênua, que ele estava tranquilo.“.

Nós tínhamos uma amigo muito, muito próximo, o Chris Cornell, que tirou a sua vida. E eu pensei ‘Ok, o Chester vê como a Vicky [esposa do Chris] e as crianças [deles] – nós somos padrinhos dos filhos deles – ‘como todos estão sofrendo e que isso nunca acontecerá.’

Talinda disse que Chester estava ‘cheio de vida’ quando eles e seus filhos foram em uma viagem de família para Sedona, no Arizona, em Julho. “Ele teve que voltar para casa mais cedo para trabalhar” ela relembra. “Ele estava muito animado em promover o novo álbum do Linkin Park e fazer as suas coisas. Ele estava feliz. Ele me deu um beijo de despedida, deu um beijo nas crianças e eu nunca mais vi ele.

O telefonema que recebi na manhã seguinte mudou o curso da vida.” ela disse. “A vida dos meus filhos foi alterada para sempre. E o tempo da viagem, foi uma eternidade, sair de Sedona até chegar em casa, e eu sabia que eu teria que entrar na casa onde meu marido tirou sua vida e eu teria que normalizar isso para meus filhos, porque eles responderiam de acordo com a minha reação. Eu entrei na casa, fui até o quarto onde aconteceu, e fiz as pazes com isso e então tentei lidar da forma mais normal possível. E esse foi o começo da minha jornada para fazer o que eu puder fazer para tornar normal a saúde mental.

Talinda também se abriu sobre a luta do seu marido contra o vício, dizendo que antes da manhã que ele cometeu suicídio, “ele estava sóbrio por quase 6 meses, o que era maravilhoso para ele. Ele tinha muita vergonha no passado quando ele tinha recaídas – vergonhas que ele estava apenas começando a compartilhar comigo meses antes da sua morte, vergonhas que eu nem sabia que uma pessoa poderia ter.” ela disse. “Então quando ele morreu, eu fiquei sabendo que tinham duas garrafas de cerveja vazias no quarto, então eu sabia que ele tinha tido uma recaída, mas eu também sabia que ele não estava intoxicado o suficiente para tirar a própria vida como eu estava imaginando. Eu sabia instantaneamente que aquela bebida tinha provocado a vergonha, e desencadeou toda uma vida de caminhos difíceis não saudáveis.

Talinda também acrescentou que Chester “sofreu depressão quando criança, e não foi tratado. Ele teve muitos traumas ao longo da sua infância, que muitos de nós temos – eu tenho.” admitiu. “Mas a maneira como seus caminhos continuaram, apenas o levaram em direção ao desastre. E quando ele morreu, ele estava trabalhando tanto nisso – eu acredito que o Mike Shinoda tenha dito isso – era tanto trabalho para ele fazer as coisas normais, ser feliz.

Talinda acredita que a morte de Chester, foi, um resultado de uma doença mental, que é complicada, e que precisava ser tratada durante toda a vida.

Como esposa do Chester, claro, vocês podem imaginar as coisas que passaram na minha cabeça: ‘O que eu não percebi? O que eu poderia ter feito?’ disse ela. “Apesar das redes sociais serem um grande apoio para mim, eu vejo de vez em quando pessoas me culpando – me culpando de forma direta – por sua morte, por eu não salvá-lo, por maltratá-lo. Porque essas pessoas, por trás de seus dispositivos, estão dizendo essas coisas horríveis e cruéis para mim? Mas, eu sei, é uma facada no meu coração, mas eu tenho que me lembrar que não é culpa minha, não é culpa dos meus filhos, não é culpa da banda – não é culpa de ninguém. Não é questão de culpar. São anos de saúde mental não tratada, que levaram ao abuso de substâncias, que levaram a relacionamentos não saudáveis. Quando eu o conheci, ele estava pronto para ser mais saudável.

Desde o falecimento do seu marido, Talinda tem usado as hashstags #FuckDepression e #MakeChesterProud para criar ua comunidade online para o suporte de pessoas com depressão, e pessoas que foram afetadas pelo suicídio de um ente querido.

Strike A Chord – Looking After Each Other

Publicado por Canadian Event Safety em Quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Fonte: Babblermouth

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About The Author

Fã em tempo integral e criadora de conteúdo nas horas vagas, meu hobby preferido é escrever sobre Linkin Park e conhecer novos fãs. Tive a oportunidade de ir em 10 shows do Linkin Park, sendo o primeiro em 2004 no Morumbi e tive a oportunidade de ir em 3 do Mike Shinoda, na turnê do Post Traumatic.