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Em entrevista com a SongFacts, o baterista do Stone Temple Pilots, Eric Kretz, falou sobre o novo e o velho STP. Ele insiste que o STP com Chester Bennington irá lançar um álbum completo no próximo ano durante a turnê de divulgação do novo álbum do Linkin Park.

O quão diferente é, para a banda, criar música com o Chester Bennington, comparado com o Scott Weiland? É diferente agora?

Com certeza é diferente. É mais parecido com o que era em 92, onde havia entusiasmo e empolgação de todo mundo para participar criativamente, artisticamente. Esse é o momento mais divertido, quando todo mundo tem as mesmas ideias e todos tem os mesmos objetivos. Infelizmente, com Scott, chegou a um ponto extremo onde o último álbum, auto-entitulado Stone Temple Pilots (2010), Scott apareceu no meu estúdio acho que duas vezes

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apenas. Basicamente, ele estava apenas telefonando, e esse não é o caminho para se fazer um álbum e também não era como costumávamos fazer a 20 anos atrás. O que estamos fazendo agora com o Chester é voltar a esse nível energético, animador. Vamos todos participar. É uma maneira muito natural de se fazer grandes álbuns.

Está parecendo mais uma democracia…

A banda sempre foi muito democrática. Quando você tem um ditador, as coisas se movem muito rápido, não? Mas nós sempre continuamos a democracia e os votos sempre contam, por mais difícil que seja. Eu prefiro que seja, mas é como o nosso país sendo uma democracia: É muito disfuncional, como é no momento, mas ainda é a melhor maneira de executar as coisas.

Seu ponto de vista é diferente, por ser um bateria. Você provavelmente curte certas músicas mais do que os outros membros da banda. Suponho que quando vocês vão se apresentar agora vocês tem que tocar vários hits. Quais músicas você gosta mais de tocar?

Ao apresentar ao vivo, as músicas ainda me empolgam. Músicas como Big Bang Baby e Sexy Type Thing. Fizemos uma música chamada Hollywood Bitch. Essas músicas seguem um padrão de ritmo “em linha reta”, geralmente o público pula bastante, por causa do ritmo que é basicamente 2 e 4 – é bem simples. Especialmente quando você está se apresentando na América do Sul. Quero dizer, cara, aqueles fãs são fantásticos! Quando eles estão pulando todos sincronizados, mesmo em festivais ao ar livre, o palco começa a tremer. Eles fazem o chão tremer. Você tem 40 ou 50 mil pessoas fazendo a mesma coisa. Se você tocar músicas que tem ritmos mais complexos, o público foca-se mais na melodia e nas harmonias, e cantam juntos, o que é ótimo também. É ótimo ter uma banda que pode contribuir para diferentes estilos: ritmo, harmonia e melodia. Coloque tudo junto e com isso se faz um grande show.

Mas para responder a sua pergunta, esse tipo de músicas saltantes são emocionantes, do ponto de vista do baterista, porque você vai animar o público e participar mais.

Vocês estão trabalhando com uma espécie de EP, certo? Não é um álbum completo. Isto é apenas uma das amostras do que está por vir?

Sim, exatamente isso. Tivemos muito pouco tempo, a partir do momento em que Chester entrou para a banda. Tivemos a primeira música Out of Time, que apresentamos no KROQ Weenie Roast – onde fomos convidados surpresa do festival. Queríamos lançar a música na rádio, naquela noite. Neste ponto estamos tipo “OK, nós precisamos tentar fazer um álbum”, mas Chester estava indo em turnê com oLinkin Park para a Ásia no mês de Junho. Por isso foi “Tudo bem, nós temos muito pouco tempo aqui”.

Assim, devido a restrições de tempo, nós concordamos em fazer um EP de 5 músicas. Nós fizemos uma turnê que durou um mês, em Setembro, então tivemos bastante trabalho para deixar tudo no lugar, para ter tempo no estúdio, todos juntos. Chester também estava trabalhando com o Linkin Park no período da manhã e, em seguinda, na parte da tarde, ele vinha e cantava com a gente durante toda a noite, e nunca reclamou. Ele nunca esgotou a sua voz. Ele é um profissional completo.

Nós definitivamente vamos ter um álbum, e nós vamos sair em turnê agora. O plano é ir para a turnê Soundwave com o Green Day pela Austrália, em Fevereiro. O Linkin Park vai sair em turnê em algum ponto do próximo ano, e eu diria que nós vamos terminar o nosso álbum completo enquanto o Linkin Park estiver em turnê, divulgando o novo álbum deles que eles estão trabalhando no momento.

Vocês tinham um relacionamento com o Linkin Park antes disso? Como tudo isso aconteceu?

Eu acho que foi em 2000 ou 2001, nós estavamos fazendo a turnê Family Values com o Linkin Park e o Chester veio para cantar Dead & Bloated com a gente naquela noite. As vezes a gente faz apresentações acústicas para estações de rádios antes do show e naquele dia o Chester veio e cantou alguns vocais de apoio com a gente, então nós já tínhamos um pouco de relacionamento com ele.

Em diferentes cerimônias de premiações, nós vimos o Chester e os outros caras do Linkin Park, então era uma relação bem cordial naquela época. Quando aconteceu de chamarmos um novo vocalista, o nome do Chester apareceu e não havia mais ninguém em nossas cabeças. E o fato de que ele disse sim rápido foi uma bênção, pudemos terminar o EP e sair em turnê.

Se ele esgotasse e perdesse a sua voz, vocês se sentiriam culpados, não é?

Sim, eu li uma entrevista muito engraçada, na semana passada, onde alguém perguntou se poderia haver uma turnê com Stone Temple Pilots e Linkin Park e o Chester riu e disse “Sim, essa é a noite que eu morreria no palco depois de cantar”. Uma hora com STP e duas horas com o Linkin Park, ele teria um colapso e morreria. Isso todos nós queremos ver! Talvez nós poderia ter um pay-per-view para algo tão emocionante assim.

O EP chama-se High Rise. Tem algumas músicas que você gosta mais?

Black Heart, que é o single que temos agora nas rádios. Quando o Robert estava mostrando ela na guitarra, eu comecei tipo a bater o pé no chão. Todos nós sentimos onde aquele groove estava indo. Eu fui para trás da bateria e comecei com uma batida bem direta, apenas para pegar aquela energia. Então foi apenas questão de ver para onde levá-la, especialmente pela ponte e final da música. Esse começo foi bem emocionante, e dai deu bastante trabalho para fazer parecer perfeita assim.

Enquanto em Same On The Inside, Dean estava dedilhando algo na guitarra e então falei “Ah, vamos tocar isso aí!”. Então nós sentamos e começamos a ir através dos acordes e progressões. Chester entrou e então começamos a gravar as melodias estalando os dedos tipo bam!bam!bam!. Isso foi tão emocionante na medida que íamos juntando a música. Dentro de algumas horas nós estávamos com a música, com exceção da letra. O que o Chester fazia era cantar a “letra da banana”, onde ele apenas canta “bananananana”. Essas são as palavras dele, não minhas! Quando ele não tem letra específica para a música. Depois ele sentou no seu computador e comentou a cantar as vogais. É realmente muito emocionante estar no estúdio trabalhando com a banda, quando as coisas vão assim rápidas.

Fonte: ChesterBNetwork

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