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Brad Delson cedeu uma entrevista ao site Virgula para falar sobre o novo álbum e as expectativas do show do Brasil 

Neste sábado, 13, rola a 2ª edição do Maximus Festival que levará ao Autódromo de Interlagos, em São Paulo, grandes nomes do heavy, trash metal e hardcore, como Slayer, Rob Zombie, Five Finger Death Punch, Pennywise, Hatebreed e o headliner Linkin Park, que na opinião de muitos distancia destes gêneros musicais peso-pesado. Em papo exclusivo com o Virgula, o guitarrista Brad Delson explicaSempre vamos ser uma banda pesada. O que acontece é que não nos encaixamos em um único gênero, pois temos muitas influências diferentes. Acabamos sobrevivendo por conseguir inserir vários estilos ‘da moda’ em nosso som, mas sem deixar de ser quem somos”.

 

Essas influências diversas podem ser sentidas no novo álbum One More Light, a ser lançado em 19 de maio. Os três singles divulgados, Heavy (com participação da cantora Kiiara), Good Goodbye (com os rappers Pusha T e Stormzy) e Invisible causaram um certo estranhamento nos fãs pelo direcionamento pop ‘radiofônico’ e de ‘fórmula de sucesso’ feita na atualidade, flertando com o future beats, estilo que une elementos da eletrônica e do hip-hop, usando sintetizadores, grave forte e som metálico. “A primeira coisa que você precisa saber antes de escutar o novo álbum é que ele é muito, mas muito diferente das influências que tínhamos no começo de nossa carreira. Sabendo disso, você está pronto para ouvi-lo“, avisa Delson.

Dessa nova fase do Linkin Park, o músico conta que aquele rótulo de nu-metal ficou lá no passado e o que interessa é o presente: “Todo mundo muda na vida. Nós mudamos e a maioria dos nossos fãs mudaram e nos acompanharam nessas mudanças. Quando lançamos o ‘Hybrid Theory’, no início dos anos 2000, nossos fãs tinham a nossa idade, tinham outros empregos, levavam outras vidas. Hoje eles precisam de algo novo. Todo mundo precisa de algo novo”.

Uma outra questão é: será que ao vivo as canções de One More Light vão combinar com os antigos hits e agradar aos fãs? “Tocamos as novas músicas pela primeira vez nos shows da Argentina e Chile e foi incrível, as pessoas enlouqueceram, cantavam as letras bem alto. Músicas como ‘Goog Goodbye’ e ‘Heavy’ têm transitado muito bem com as músicas antigas. Elas ganham uma outra força ao vivo”, conta Delson, preparando o público brasileiro para a apresentação do Maximus.

Do processo de gravação do álbum, o guitarrista, que é conhecido pelos riffs e distorção marcante dos clássicos da banda, precisou abrir mão de seu instrumento em certos momentos. “Se você escutar as canções com atenção, você verá que têm guitarras. Mas, na hora de compor pensamos da seguinte forma: ‘Se a música funcionar com a guitarra mais à frente, ok. Se caso não, vai funcionar do mesmo jeito. Então, quem nos guiou foram as canções. Elas nos falavam se entrava guitarra, quando entrava, ou não entrava. E usei bastante violão também”.

Sabendo que no domingo, 14, após o show no festival será Dia das Mães no Brasil, Delson aproveita e diz que a música Sharp Edges, que encerra o novo trabalho, caberia perfeitamente na ocasião, em homenagem às mamães. “A letra fala sobre crescer e precisar fazer coisas que você não tem escolha. Sobre fazer coisas de adulto, coisas difíceis e sozinho”, dando a entender a falta que a presença materna  faz nesses momentos. “E também é a minha preferida do disco, pois adoro o trabalho acústico dela”, finaliza.

 

 

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