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Enquanto o Linkin Park tem seu próprio diretor, Joe Hahn, para seus próprios vídeos, ocasionalmente eles trazem uma visão de fora. Desta vez, eles trouxeram Mark Pellington para dar vida ao Final Masquerade, do seu último álbum, The Hunting Party. Mark Pellington tem em seu currículo músicas como Jeremy do Pearl Jam, One do U2 e Best Of You do Foo Fighters. O diretor conversou com o membros do fã clube do Linkin Park, o LPUnderground, que fizeram as mais variadas perguntas. Confira também, logo após as perguntas feitas pelos fãs, uma entrevista feita pelo site LPAssociation e fique sabendo tudo sobre a Final Masquerade.

Caso ainda não tenha visto, assista antes de entrar na sessão de perguntas e respostas com o diretor:

 

dianaciobotea: Aquele casal subindo as escadas é para ser Adão e Eva, certo?
markp: Tinha símbolos como anjos, demônios, Adão e Eva. O anjo era também uma mãe e um demônio.

garotalp1: Qual parte você achou mais difícil de produzir?
markp: Não teve nada difícil, porque eu confio nos meus instintos. Eu não penso muito, então eu me divirto. Fisicamente as filmagens foram desafiadoras. Eu estava exausto depois do primeiro dia de filmagens.

pricishinizzleblackbird: Eu não entendi a história por trás do bebê no vídeo. Qual é a história do bebê?
markp: O bebê representa a inocência e está diretamente apropriado do filme Under the Skin do Jonathan
Glazer. Embora eu tenha certeza que não é primeira vez que alguém filma uma criança chorando – que é tão poderoso e vulnerável.

laura: O vídeo fala do apocalipse?
markp: Honestamente, eu tenho lido essa palavra, mas ela não aparece em nenhuma das minhas 10 páginas de roteiro. Acho que por causa da localização, os escombros, o graffiti, podem levar a pensar no apocalipse. Se um shopping abandonado em Hawthorne, CA for a versão americana do apocalipse…

dianaciobotea: Teve algum momento engraçado ou bizarro enquanto filmavam?
markp: Não, eu estava muito focado.

heloisasimon: E o garoto do vídeo? Qual é a história dele?
markp: O garoto – todos os personagens representam certos sentimentos – e o garoto queria o conforto da sua mãe e ficar em paz com o seu pai, apesar do difícil relacionamento com ambos.

elifonay: O que significa as pessoas de roupas brancas pulando do precipício?Bt5Tf59CMAA0cIn
markp: As pessoas de roupas brancas pulando do precipício representa a rendição, deixar ir. Um alicerce muito sutil do 11 de Setembro que saiu de mim neste local. Nós tínhamos Adão e Eva sentados no set, então tinham muitas emoções sobre pecado e rendição. Vários significados figurados que dava pra brincar abstratamente e permitir que as pessoas encontrem seus próprios significados.

eduardoalmeida: O clipe Final Masquerade está sendo muito aceito entre os fãs brasileiros, o que você acha dos  fãs brasileiros da banda?
markp: EU AMO O BRASIL. Eu adoraria ir para o Brasil e filmar mais vídeos.

redchichiedotabledarkness: Esse vídeo é mais uma colagem ou todas as cenas trabalham juntas como uma única história?
markp: Existe um começo, meio e fim para todos os personagens.

kaimdl: O quanto estava a banda envolvida no processo criativo do vídeo?
markp: Mike e Joe deram uma entrevista muito boa sobre isso na MTV, depois eu posto o link no meu twitter. (clique aqui para ver a entrevista).

deadzeezorn: Tinha um avião voando, foi coincidência?
markp: Nós estávamos filmando perto do aeroporto, mas a nossa editora Jackie London, que é genial, trabalhou nisso de uma forma linda – Trouxe muitas emoções sobre o 11 de Setembro.

heloisasimon: O que mudou ao longo dos anos, como diretor? Quero dizer, agora os vídeos estão nas redes sociais, e
antes eles estavam somente nos canais de TV.
markp: As telas mudaram, a forma de distribuição mudou, mas como diretor o processo continuou o mesmo. Apesar de que é chato pensar que o seu trabalho vai ser visto em uma tela de celular ao invés de uma TV grande.

dianaciobotea: Como você veio com essa ideia incrível? O que inspirou você?
markp: Eu apenas ouço a música e deixo a minha mente aberta, é um estado de espírito diferente. Eu fecho meus olhos, ouço a música e deixo-a entrar. Eu anoto umas 50 imagens mais ou menos em 3 horas. Imagens que surgem com sentimento enquanto estou conectado à música.

michellev: Alguma dica para quem quer ser diretor?
markp: Esteja sempre fazendo coisas, descubra novas ideias, assista filmes, assista vídeos, faça perguntas, estude formas de artes. Filme o visual, escreva, se expresse criativamente. Não deixe ninguém dizer não para você. lipark-mask

txfireeyes: Quanto tempo levou para filmar e editar o vídeo?
markp: As filmagens duraram dois dias! A edição demorou 10 dias, Jackie London é uma ótima editora. Tenho que dar muitos créditos à ela. Ela é INCRÍVEL.

jenniferhardy1: Quem te influenciou para se tornar um diretor de vídeo? Foi alguém que você admirava na adolescência?
markp: William Burroughs. Eu comecei há muito, muito tempo, antes da maioria de vocês nascerem. Eu sou um cara velho. Quando eu comecei, os vídeos estavam apenas começando. Eu fiz meu primeiro vídeo em 1986.

dianaciobotea: Existe uma mensagem global que você quer transmitir no vídeo?
markp: O fato de eu estar falando com as pessoas ao redor do mundo, eu estou vendo aquelas músicas e a imagem transcende qualquer barreira.

elifonay: Tem algum novo vídeo por vir?
markp: Sim, dois – Estarei filmando “Cool Kinds” do Echosmith na próxima
semana e um muito, muito, muito legal do Cage The Elephant “Ciagrette Daydreams” que será em breve.

linkinparkfob: O quão profissionais são os caras do Linkin Park?
markp: Extremamente profissionais.

E ele encerrou o chat se despedindo “Está tarde aqui onde estou. Obrigado a todos por bater um papo comigo, foi uma experiência incrível” e completou “Eu acho que a música é muito sobre escapar e esquivar e essa música é muito sincera e séria. Acho que as pessoas respondem a isso. Esse é o tipo de energia que o mundo necessita.


Confira abaixo outra entrevista feita pelo site LPAssociation. O Derek do LPAssociation teve a chance de falar com Mark Pellington, não só sobre seu trabalho com o Linkin Park, mas também sobre sua impressionante carreira, e os desafios que surgem ao dirigir vídeos musicais.

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Mas não são só vídeoclipes que estão na filmografia de Mark. O cineasta de Los Angeles teve seu início na MTV antes de fazer o seu caminho para o negócio de vídeoclipes. Depois de trabalhar com nomes tipo Springsteen, Public Enemy e Alice in Chains, Mark seguiu uma série de outros projetos, que vão desde trabalhos visuais em apresentações ao vivo até filmes. Em 1997, ele fez sua estréia no cinema, com Going All the Way, que recebeu críticas positivas e finalmente que o levaria a fazer mais filmes.

LPA: Você já teve a oportunidade de trabalhar com tantas bandas com músicas legendárias. Qual vídeo da sua carreira você se sente mais orgulhoso? Por quê?
Mark Pellington: Orgulhoso é uma palavra interessante. Eu diria que “Jeremy” do Pearl Jam se tornou tão icônica e tão atemporal, que o impacto foi tão profundo que continuou por 22 anos. Isso aí é que o diferencia das demais, pois, se tem um vídeo que ao longo dos anos as pessoas vão dizer “Oh meu deus”, o vídeo é esse. Então, isso é uma prova do espírito da música naquela época, e minha gratidão de ser capaz de interpretá-la. Então, eu diria que é a “Jeremy” do Pearl Jam.

Quais são os desafios de dirigir um videoclipe em comparação com qualquer outro filme? Você gosta mais de dirigir videoclipes do que trabalhar em curtas-metragens e televisão?
Eu amo videoclipes. Eu acho que eles são a minha forma favorita de trabalhar, porque eu sou um grande fã de música, por causa da emoção que vem da música e da liberdade que os videoclipes dão em explorar o subconsciente. E você pode contar histórias, mas você não está limitado a uma narrativa ou enredo convencional. Por isso os videoclipes são meu favorito de trabalhar. Cada tipo… seja um episódio de televisão, um filme de longa metragem, um documentário, um comercial ou um vídeo…cada tipo é único entre si. Da mesma forma que um poema é diferente de um romance, que é diferente de uma narrativa… cada forma literária é diferente. Cada forma visual é diferente, e cada forma artística tem sua própria influência. Então, eu gosto de todos os tipos, por razões diferentes, mas vídeoclipes de músicas são meus favoritos.

Nos últimos anos, canais como MTV e VH1 mudaram muito a abordagem da programação. Devido ao seu trabalho na MTV, você acha que vídeoclipes são relevantes ainda hoje, embora os canais estejam mais voltados para apresentar realitys shows?
Bem, você sabe, a MTV não reproduz mais vídeo de músicas como principal conteúdo da sua programação… isso já aconteceu há muitos anos, então não é uma tendência recente – fato. Eu acho que o fim dos videoclipes [na MTV] como principal conteúdo – foi de uma cerca forma a mesma transição que fez  internet expandir com serviços como o Netflix. Os videoclipes apareceram de novo com a expansão da internet. Quando você faz um vídeo e você vê que ele tem milhões de visualizações e vê os comentários e o retorno disso, isso é ótimo.

Certamente, a economia do negócio de videoclipes mudou. O negócio da música mudou, o download digital e o mundo digital mudaram, levando a indústria da música para um outro nível financeiro. O orçamento e o uso de videoclipes como ferramenta de marketing mudou, e eu acho que na verdade, ganhou um ressurgimento nos últimos anos. Porque músicos e a relação entre música e imagem têm uma história rica e sempre existe uma história, são só as fontes e as telas que estão mudando. Então, isso vai desde o monopólio da MTV, que realmente era poderosa e que decidia o rumo da música a uns 20-25 anos atrás, e agora… os artistas estão controlando mais a criação e distribuição de música e, portanto, eles estão controlando a criação e a distribuição de sua imagem, o que cria grandes oportunidades para além de videoclipes para juntar imagem, música e história.

O videoclipe Final Masquerade é algo mais voltado para a performance ou segue uma história com diferentes personagens?
Como em Best of You do Foo Fighters, é uma colagem. É uma colagem onde a banda está tocando em uma metade do vídeo e na outra metade há imagens que tem histórias, mas não é uma narrativa linear. É um monte de subconscientes associativos a pequenas situações, histórias e personagens que estão em atrito uns contra os outros. Não há nenhum conceito abrangente, e não existe um significado profundo subconsciente, atrás de todos eles. A banda estava muito confiante quando me encontrei com eles. Eu escrevi o roteiro de forma bastante livre, e disse: “Isto é o que eu vejo, é onde eu estou na minha vida e é isso que eu sinto”. Eu me encontrei com Joe e Mike e eles eram meus fãs, e eu era fã deles, e eles estavam tão confiantes e nós apenas fizemos isso.  E foi realmente importante eles saberem do meu trabalho, e tivemos algumas conversas sobre tons e paletas e uma vez feito isso… estava pronto!

Em outros recentes projetos você está animado para:
Há algo que eu estou orgulhoso e que não está no YouTube ainda, mas estará em breve. Eu fiz um filme de 55 minutos para uma artista de Los Angeles, Chelsea Wolfe, e o filme se chama Lone e é (muito) legal. Há trailers online do filme e um vídeo para a música chamada Feral Love e é um ‘primo’ mais dramático e mais assustador da Final Masquerade. A música está no YouTube e o filme está disponível no site dela, mas se você assistir Final Masquerade do Linkin Park você vai adorar Lone da Chelsea Wolfe.

Fonte: LPAssociation.com

 

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