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Mike Shinoda fala detalhadamento sobre o Recharged e como foi fazer os remixes das suas próprias músicas, entrevistado pela WWR: WhiteRaverRafting (Tyler):

Quando você fez a colaboração com Steve Aoki, você achou difícil misturar os seus sons? Quais elementos da sua banda foram importantes e que você sentiu que era necessário estar representado nessa colaboração?

Eu acho que você pode ouvir isso tudo no primeiro minuto da música. Eu coloquei de um modo que você possa sentir um som único, seguido por algo bem “Linkin Park”, que evolui para um momento “Aoki”. Ambos, eu e o Steve contribuimos para todas essas partes, foi uma aplicação bem colaborativa.

Antes dessa ligação orgânica com Steve Aoki pelo Twitter, o Linkin Park fez planos de entrar para a música eletrônica?

Não realmente. Quando lançamos o Living Things, nós queríamos dar algo legal para os fãs que comprassem diretamento do linkinpark.com – nós sempre tentamos tornar especial quando compram diretamente de nós. Assim, oferecemos um remix gratuito por mês. Na coleta desses remixes, ouvimos tantas coisas legais que se tornou o álbum de remixes Recharged.

Recharged, segundo álbum de remix do LP – já está a venda e oferece uma lista impressionante de produtores. Como a banda selecionou esses artistas para o álbum? Qual reinterpretações se destacaram mais para você?

Eu estava realmente animado quando ouvimos os remixes do Datsik e do Killsonik, e o Vice remix com o Pusha é, definitivamente, um destaque. Eu também adoro o que o Rick Rubin fez com a música A Light That Never Comes.

A EDM parece estar saturada de músicas que parecem seguir uma fórmula pré-determinada. O que diferencia os remixes deste álbum de outros remixes ou originais que existe?

Se você ouve a EDM em particular, eu acho que você percebe que existem subgêneros, que são representados neste álbum. Se você ler um review do Recharged que diz “álbum de dubstep”, você imediatamente sabe que está sendo revisado por alguém que não sabe do que está falando. Mas, mesmo pisando fora da EDM, o álbum tem diversos gostos, algumas músicas representam vários gêneros ao mesmo tempo. Por exemplo, o remix de Rad Omen, tem elementos de house, trap e folk, tudo na mesma música.

Você tem dois de seus próprios remixes neste álbum e são bastante notáveis. Conte um pouco sobre como você fez para remixar seus próprios projetos.

Victimizes teve uma abordagem bem simples, baseado em jungle e gabber techno, que eu ouvia quando estava na faculdade. Um amigo meu era DJ e me apresentou esses artistas, e eu quiz fazer uma pegada moderna desse estilo com o remix da Victimized. O remix do Castle of Glass foi um jornada. O verso foi a primeira coisa que eu fiz, que vivia tipo em um mundo do Justice/Daft Punk. Mas não queria que a música fosse muito bi-dimensional, então acrescentei um pouco de rock progressivo. Depois adicionei a introdução. E depois tive a idéia de levá-la a um lugar inesperado, na última parte. E eu acho que essa última parte é onde a magia acontece, introduzindo mudanças nos acordes, vocais, guitarra e piano.

Ao longo da história da música sempre teve estilos ou gêneros que explodem na popularidade e logo depois diminuem rapidamente. A música eletrônica parece estar atingindo o pico da sua explosão. O que você acha que é preciso para garantir que a EDM continue a mover para frente?

Assim como tudo na música, é a música que precisa ser a chave. Músicas legais são transitórias e temporárias. Grandes música podem sim viver para sempre.

Recharged é tudo que podemos esperar ver do Linkin Park na EDM ou vocês se veem indo mais fundo nesse gênero no futuro? Algum plano para trabalhar com produtores de grandes nomes no futuro?

Os fãs do Linkin Park sabem que a cada lançamento é uma surpresa. Você nunca sabe o que terá no álbum seguinte. O próximo álbum quase que certamente não vai soar como esse último.

 Fonte: whiteraverrafting.com

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