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O álbum de 2000 se destacou na cena new metal com a qual foi injustamente classificado. A mistura furiosa do hip-hop com rock, pop e eletrônico, o Hybrid Theory, é o álbum de rock mais importante das últimas duas décadas. É também um dos álbuns mais influentes de todos os tempos, em qualquer gênero. De Billie Eilish a Twenty One Pilots, de Bring Me The Horizon a Yungblud, todos, devem ao sucesso do álbum de estreia revolucionário do Linkin Park.

O álbum, que completa 20 anos este mês, ultrapassou barreiras entre gêneros e abriu um leque de possibilidades para adolescentes de todo o mundo. Lançado em 24 de outubro de 2000, ele colidiu com um mainstream que estava apenas começando a ignorar a ideia de limites de gênero e provou que a música pode ser vulnerável, furiosa e ter suas próprias regras.

Claro, já haviam pessoas obcecadas por música, que devoravam um pouco de tudo – como Mike Shinoda, Chester Bennington, Rob Bourdon, Brad Delson, Dave “Phoenix” Farrell e Joe Hahn, que queriam que sua banda misturasse seu amor pelo hip-hop, rock e eletrônico. Isso é algo normal em 2020, mas na época era como uma marretada no que era considerado “normal”.

A música hoje representa essa mistura de gêneros muito melhor do que a música na época“, Joe Hahn, o DJ da banda, disse à revista NME por meio do Zoom. “Sabíamos que existiam pessoas como nós por aí e só queríamos levar nossa música a elas. A gente não esperava atingir o público geral com a nossa música.

Com um punhado de demos, a banda se apresentou 45 vezes para as gravadoras e foi rejeitada após cada uma. As pessoas das gravadoras não entendiam quem aceitaria essa estranha mistura de estilos. Foi só depois que o apoiador inicial, Jeff Blue, assumiu o cargo de vice-presidente na Warner Records que a banda foi escolhida. Mesmo assim, eles tiveram que lutar para criar o disco que queriam.

Eles fizeram inúmeros shows para promover o álbum. Diz Joe Hahn “Parecia que tínhamos que nos provar cada vez que subíamos no palco” e tentaram negar o rótulo de new metal que foi atribuído a eles pela mídia. Com o lançamento de seu álbum de remixes de hip-hop pesado, o Reanimation em 2002, a banda continuou a fazer as coisas à sua maneira. Tudo no álbum, desde a arte de rua até o que a banda representava, parecia um protesto.

“No estúdio, havia muita ansiedade para fazer o que era certo.”

– Mike Shinoda

Todas as músicas que gostávamos eram rebeldes“, diz Joe. “O hip-hop parecia um neo punk rock de alguma forma e, quanto ao assunto, estávamos definitivamente voltados para lutar contra o sistema e mostrar um grande dedo do meio“.

A natureza das letras do álbum, que lidavam com saúde mental em Crawling, com trauma familiar em Runaway e angústia adolescente em Points of Authority, ajudou a banda a formar uma conexão vitalícia entre a banda e o público. Unindo gerações, é um disco que foi inspirador e continua a inspirar até hoje.

O Hybrid Theory do Linkin Park ajudou nos nossos hábitos de ouvir músicas sem gênero, expôs uma geração de crianças ao que mais estava por aí e transformou seis nerds da música numa das maiores bandas de rock. A mensagem deles de acreditar em si mesmo – mesmo quando ninguém mais acredita – continua a ecoar, assim como sua insistência de que é saudável abraçar suas falhas.

Como diz Joe Hahn: “Ver o impacto que o álbum teve nas pessoas como indivíduos e como isso ecoou em diferentes lugares do mundo é algo muito especial para nós. Isso nos permitiu saber que, o que fazemos, tem um impacto nas pessoas, e isso é algo que levamos conosco com muita seriedade.

Fonte: NME.com

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