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Na tarde de hoje, o Mike Shinoda participou de um bate-papo no site Product Hunt para responder fãs, no estilo “Pergunte-me Qualquer Coisa”. Segue abaixo a transcrição das respostas do Mike Shinoda e a breve descrição dele (A mesma usada no Reddit AMA, então não estranhe se você achar que já leu essa descrição):

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Aqui é o Mike, do Linkin Park. Um pouco sobre mim:

  • Eu não consigo encostar nos meus ombros com as minhas mãos, a menos que eu faça cruzado (a mão direita não consegue tocar no ombro direito, e a mão esquerda não consegue tocar o ombro esquerdo).
  • O único osso que eu quebrei até hoje foi meu mindinho, uma vez que eu bati em um canto de uma parede quando eu tava correndo para o banheiro.
  • Comecei um clube de jogadores de NES no ensino médio chamado NINTENDOL, onde a única regra era você ser capaz de terminar qualquer jogo de NES em 7 dias ou menos, a partir do momento que você abriu o pacote do jogo. Todos nós desenhamos um “L” vermelho em nossos consoles.
  • Eu desenhava e pintava obsessivamente na minha infância, e inventava meus próprios personagens para o Mega Men, Metroid, Super Mario e outros jogos.
  • Uma vez eu fiz uma fita demo com sátiras de músicas de rap gangsta chamado “Pooch Pound” que incluia músicas como a chamada “North Costa Killa” onde nós executávamos todos os nossos rivais gansters Canadenses.
  • Por último, eu tenho um projeto paralelo chamado Fort Minor e lancei recentemente uma música e um vídeo em 360 chamado WELCOME. Eu vou responder suas perguntas nos próximos 60 minutos, então qualquer dúvida pergunte-me sobre qualquer coisa sobre música, tecnologia, desenho, pintura, snowboard, basquete, Music For Relief ou qualquer outra coisa que venha na sua cabeça. Estou animado para falar com vocês!

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Jeanette Kent: Vocês tem criado música há bastante tempo. Você ainda tem essa sensação de dever cumprido quando termina uma música, como era no início da carreira?
O desafio para bandas estabelecidas é se reinventar a cada álbum. Não é apenas por causa dos fãs, mas para nos manter 100% animados e interessados a cada lançamento. Nós gostamos de explorar novos sons, estilos e temas em cada álbum, pois são com eles que podemos nos manter renovados.

Farbod Saraf: Gostaria de saber o que você acha sobre esse novo conceito de fazer shows com financiamento coletivo (crowdfunding), como por exemplo LIveOnDemands.com. Você esperaria uma ampla adoção dos artistas, considerando o fato que o crowdfunding remove a necessidade de um intermediário como manager/produtor/gravadora?
Os shows com crowdfunding são uma oportunidade incrível para bandas que estão começando. Eu teria adorado o crowdfunding na época em que nossa banda estava começando.

Ariadne Camargo: Você ainda fica nervoso ou ansioso quando está indo se apresentar como Fort Minor?
Não mais. É muito diferente fazer as apresentações solo do Fort Minor, em comparação com as do Linkin Park. Eu tento fazer os shows do FM de forma especial, íntimas, onde eu posso tocar as favoritas dos fãs e as b-sides que nós não tocamos nos shows do Linkin Park.

Madina: O que as caveiras significam nas suas pinturas?
Eu comecei a agregar elas por causa da expressão Memento mori, que significa “lembre-se de que você vai morrer” e também porque caveiras são divertidas de pintar. Aqui tem algumas imagens das minhas pinturas: https://www.flickr.com/photos/the_real_mike_shinoda/sets/.

Eu pintei uma peça que estará pronta em breve. Fiquem ligados e me sigam no Twitter, Instagram, FB e Snapchat.

W00t8: Tenho duas perguntas: 1) Como fica o seu estado psicológico quando você está criando uma peça de artes e qual a diferente de compor uma música? 2) O que você pensa sobre essas “estrelas pops virtuais”como por exemplo a famosa “Hatsune Miku”, você acha que é um passo bom ou ruim para a tecnologia e para a música?
1) Eu faço arte e músicas de tudo que está me inspirando no momento. 2) A Hatsune Miku é uma idéia tão incrível. Joe me mostrou isso há um tempo, e eu não tinha entendido. Poucos meses depois, eu enviei um email pra ele sobre a Hatsune Miku, tinha esquecido que ele tinha me mostrado, e ele disse “Cara, eu te mandei isso há muito tempo“. Às vezes você acaba demorando pra entender algumas coisas, HA. Mas a ideia de ela ser uma artista pop virtual soa um pouco estranho pra mim.

Suzan: Você tem medo de algum animal?
Vonbates (marsupiais da Austrália) são assustadores, e esse peixe aqui.

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Beatriz Gomes: Podemos esperar uma participação de algum rapper neste novo álbum?
Sim, eu vou estar nesse álbum. ha

Bianca Terracciano: O que você espera das novas tecnologias? Você acha que falta conexões entre os conteúdos e a realidade?
A integração da música com conteúdos relacionados à música ainda está muito fragmentado. A pior sensação de um fã é “eu não posso acreditar que essa banda acabou de tocar na minha cidade e eu perdi, eu teria ido ao show!“. E também, eu particularmente, acho que há muito o que repensar no negócio de merchandise de bandas.

AlineLPFan: Você compos o tema para o programa de TV “Into The Badlands”. Como você se envolveu nesse projeto e como foi a experiência?
Into The Badlands é um novo programa de TV do canal AMC, eles me mostraram alguns trechos do programa primeiro, e então eu fiz a música-tema.

Caroline Back: Se você não fosse cantor, qual carreira você teria seguido?
Ilustrador, Designer gráfico ou fazer alguma coisa relacionado com pintura.

Rony Sousa: Quem tocar guitarra melhor: Brad ou Chester?
Brad, ha.

Akshay Shivpuri: Considerando que músicos são empresários e bandas são semelhantes a startups, você acha que gravadoras vão ser substituídas por incubadoras?
Muitas pessoas falam sobre isso. A parte complicada é que aceleradoras e incubadoras tem trabalhado com equipes que são espertas e ligadas no mercado, fazendo algo que provavelmente será um sucesso comercial. Para o caso de artistas (que talvez não tenha uma pós-graduação ou conhecimento do mercado), os resultados comerciais podem não ser o que eles estão esperando, ou o que eles consideram “sucesso”.

Sem falar no maior desafio do negócio da música: transparência. Muitas empresas são como parasitas, querendo se aproveitar dos artistas.

Aqui está um artigo muito interessante publicado recentemente. Eu não acredito que a radio, streaming e turnês são as três únicas linhas possíveis na música, eu gosto como ele fala da transparência e a possibilidade de integrar os vários espaços que os artistas ocupam, para melhor serem utilizados pelos fãs e pelos artistas http://goo.gl/M6y93O.

Rashida Mehnaz: Qual é a melhor guitarra para iniciantes?
Minha primeira guitarra foi uma Fender Strat. Depois disso, eu guardei dinheiro para uma PRS, não lembro qual modelo.

Gótica Suave: Atualmente, quem são os artistas que você admira?
Atualmente estou ouvindo:: Kendrick, Halsey, Run The Jewels, Big Grams, Prayers, Beach House e Raury

Kristy Boyanova: Quais são os planos com a Riot Games?
A gente visitou a Riot Games faz algumas semanas. Brandon e Marc nos mostraram o local. São caras incríveis, eles construíram algo único. Eu estava curioso para saber como faziam o League of Legends. Relacionado à esse assunto, um agradecimento ao Immortals: http://goo.gl/bMF4qb

O Drawbar: Você já pensou em fazer um cover the Rage Against the Machine?
A gente não faz muitos covers. É difícil fazer a banda concordar em fazer covers. Nós todos adoramos o Rage, mas eu acho que isso não significa que a gente vai fazer um cover deles.

Fonte: ProductHunt.com

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