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Segundo o site AltWire, O Linkin Park segue na direção de Bad Religion, Black Flag, Helmet, Refused e outras influentes bandas de rock em suas faixas que soam mais eletrizantes e agressivas até agora. AltWire vai ensinar porque esse álbum pode ser o “dedo do meio” do Linkin Park para o Rock Alternativo.


 

Texto por Derek Oswald: Vou dar com a língua nos dentes, para aqueles que ainda não sabem: Eu sou um enorme fã de Linkin Park. Descobri seu álbum de estréia quando eu tinha apenas 15 anos (agora estou com 28). Admito ter gastado muito dos meus anos de formação e grande parte da minha vida adulta ouvindo músicas do Linkin Park, seguindo sua carreira nos tempos do nu-metal até o seu recente projeto lançado com o Steve Aoki.

Ao invés de desaparecer e morrer como a maioria das bandas de nu-metal da mesma época em que surgiu o Linkin Park, eles decidiram diversificar como banda, optando por fazer músicas que os inspiram e que não os deixam em uma zona de conforto de um álbum para outro. Os resultados deste quadro desafiador resultaram em inúmeras reinvenções e reimaginações do som núcleo da banda, e parece que o The Hunting Party não será exceção à esta regra.

Ao falar com o AltWire final do ano passado, Mike Shinoda expressou um desejo de mais energia e mais ferocidade no rock, aifrmando que ele e seus companheiros de banda estavam à procura de um som que sentiam que atualmente não existe no rock convencional.

A questão é o que é ‘rock’ agora? Mumford and Sons? Capital Cities? AVICII? Campire Weekend? Lorde? Trent Reznor gastou muito tempo do novo álbum do Nine Inch Nails sussurrando – e eu realmente gosto de todas essas bandas, mas estou apenas falando que algo está falando. Estou à procura de ferocidade, inovação e energia, sem abrir mão da composição, sofisticação e arte. É uma tarefa difícil, mesmo que nós estivermos capazes de enfrentar isso no próximo álbum do Linkin Park, vai ser preciso mais do que uma banda para mudar esse cenário.

Os frutos do seu trabalho estão muito aparentes nas seis incríveis faixas que eu tive o privilégio de ouvir na semana passada na Warner Brothers. Com uma sonoridade rejuvenescida e altamente energética, talvez o mais surpreendente disso tudo é como são diferentes as músicas dos trabalhos anteriores da banda, apesar de ainda existir algumas raízes. Não se engane: esta é uma nova banda, sonoramente e musicalmente renascida após 15 anos de estrada, com uma missão e um plano de trazer o hard rock de volta as paradas.

Ao contrário da especulação por aí sobre este álbum, se as seis faixas que ouvi são de qualquer indicação… O The Hunting Party não será um retorno às raízes nu-metal da banda, nem será uma recauchutagem do Hybrid Theory com sons atualizados para os tempos modernos. Ao contrário, o Linkin Park conseguiu criar algo muito diferente dos seus lançamentos anteriores, indo fundo na vasta biblioteca de bandas que os influenciaram anos atrás, para ter uma ideia, são bandas como Refused, Helmet, Bad Religion, Minor Threat e Black Flag, criando um som que seria difícil encontrar nas rádios de rock convencionais ou em qualquer outro lugar. É o Linkin Park no seu modo mais confiante e os resultados são inegáveis. Este é o som que o Linkin Park nasceu para fazer.

Abaixo estão as minhas impressões sobre as seis faixas que ouvi bem como a descrição das vibes de cada uma delas.

Keys To The Kingdom

Confirmada como músicas de abertura do The Hunting Party, esta faixa não gasta tempo com introduções de qual é o objetivo do álbum, entregando uma das batidas mais rápidas e violentas feitas por Rob Bourdon no Linkin Park até agora. Sentindo uma influência punk-rock, como na faixa do álbum anterior Victimized, o vocalista Chester Bennington grita suas frustações como “I’m my own casualty; I’ve fucked up everything I say, fighting in futility”. (Eu sou a minha própria vítima, Eu tenho ferrado com tudo o que eu digo, lutando futilmente)

All For Nothing (feat. Page Hamilton)

Claramente com a intenção de ter as influências do Helmet e seu estilo (tanto que o vocalista Page Hamilton aparece na música), All For Nothing vai ser lançada como um desafio para os críticos e opositores da banda, estendendo um “dedo do meio” para eles. Mike Shinoda se volta contra aqueles que tentam controlá-lo, desafiadoramente afirmando “no I’m not your soldier, I ain’t taking any orders, I’m a five star general infantry controller…” (Eu não sou seu soldado, eu não vou aceitar ordens, eu sou um general de 5 estrelas, controlador da infantaria). O vocalista convidado Page Hamilton entra em cena para cantar o refrão da canção com um estilo Sum-41 com Chester Bennington, falando “I’m gonna get what I deserve” (eu vou pegar o que eu mereço).

Wastelands

Fãs do projeto paralelo de hip-hop do Mike Shinoda vão, sem dúvidas, ficar admirados com o padrão de rima e com o jogo de palavras que o Mike entrega em cima da batida e dos distorcidos riffs de guitarra que permeiam os três minutos da música. Mike exibe confiante suas habilidades no rap “This is war with no weapons, marchin’ with no steppin’, killin’ with no weapons, ill in every direction” informing other emcees to first “do the math” because there’s “no equal, a John with no Yoko, more power, less people…” complementado por um coro que traz letras com temas sobre um cenário apocalíptico. Esta faixa bate forte e deixa todo mundo saber que ele pode sim competir com os melhores.

Until It’s Gone

Começando com um sintetizador na mesma linha de Numb, do seu segundo álbum Meteora, Until It’s Gone faz virada brusca em direção a um rock gótico e releva ser uma das mais envolventes e diversificadas. Me pegou de surpresa na primeira audição, e na verdade é uma das minhas preferidas feitas recentemente pelo Linkin Park. Com um coro lindo no backing vocal e um intenso cenário orquestral, esta música fica na sua memória. Similar com o que a banda lançou em 2010 em A Thousand Suns, Chester olha para trás, arrependido por um relacionamento fracassado, cantando ““I thought I kept you safe and sound, I thought I made you strong, but something made me realize, that I was wrong.” (Eu pensei que estava mantendo você são e salva, eu achei que faria você mais forte, mas alguma coisa me fez perceber, que eu estava errado). Não estaria errado em pensar que essa música será o próximo single devido a seu som memorável e melodias poderosas.

Rebellion (feat. Daron Malakian)

Sonoramente semelhante à era Toxicity do System of a Down, a assinatura do som da guitarra do Daron Malakian está em plena exibição atrás dos vocais de Mike Shinoda cantando, com o coro onde Chester assume o microfone para cantar “we are the fortunate ones, imitations of rebellion” (nós somos os mais afortunados, imitações de rebelião). Rebellion chega ao fim com uma pesada ponte “Rebellion! Rebellion! One by one we fall apart!” (Rebelião! Relebião! Um por um nós vamos desmoronar).

Enquanto os fãs de System of a Down esperam por um novo álbum que parece nunca chegar, eles podem simplesmente encontrar o que estava faltando nessa faixa, que combina o estilo anternativo do SOAD com influências do punk dos anos 90, que permeia através de muitas faixas do The Hunting Party. Garantido que será uma dos favoritas do público se algum dia for tocada ao vivo, essa música será a favorita de muitos fãs de rock que irão ouvir o The Hunting Party em Junho deste ano.

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Não há como negar que o The Hunting Party vai dividir a base de fãs quando ele sair em 17 de Junho. As músicas que eu ouvi mostram que a banda está assumindo um risco criativo musicalmente, que vai chocar alguns fãs ouvinte dos seus trabalhos iniciais.

É corajoso, é lindo e tenho a certeza que as modificações são muito bem-vindas. O Linkin Park abraçou a missão de salvar o rock. Procure The Hunting Party nas lojas, em 17 de junho de 2014.

Fonte: AltWire | Tradução e adaptação LinkinParkBrasil

 

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