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PremierGuitar fez uma reportagem com Brad Delson mostrando tudo sobre o Linkin Park no estúdio, quais equipamentos eles estão usando, como Brad está fazendo seus sons e seus solos.

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Guitarrista Brad Delson às vezes improvisa livremente riff e ruído para uma faixa e depois volta e pega o que ele gostou.

Por Adam Perlmutter da PremierGuitar: Brad Delson me pegou de surpresa no saguão do Larrabee, estúdio onde ele estava trabalhando em seu novo álbum, The Hunting Party. Usando um black power arrumado e barba ele parecia mais um estudante de faculdade do que alguém do nu-metal.

Ele me levou animado para a sala de controle para mostrar o seu mais recente trabalho. O ambiente estava limpo e muito bem organizado. As guitarras estavam organizadas para ter um acesso fácil. Na mesa de mixagem haviam 4 canetas de cores diferentes perfeitamente alinhadas. Um boneco do Albert Einstein estava no alto da prateleira. Brad, que produziu o álbum com seu companheiro Mike Shinoda, sentou-se e olhou com seus olhos brilhantes, apesar de longas horas de estúdio.

Ficamos no estúdio cinco ou seis dias por semana, durante cerca de cinco meses” disse ele. “Esta semana Rob e Mike estavam gravando bateria em fitas na EastWest e eu estou aqui sozinho trabalhando em outros aspectos das músicas.

NOVA ABORDAGEM DO LINKIN PARK

É uma nova metodologia para a banda: A escrita a partir do zero durante as gravações. Em seus dois primeiros álbuns, Hybrid Theory (2000) e Meteora (2003) o Linkin Park trabalhou de uma forma mais tradicional, escrevendo músicas demos e depois regravando tudo no estúdio. Mas a banda aprendeu que uma preparação cuidadosa não necessariamente produz resultados mais satisfatórios.

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Brad fazendo seu som durante o First Midwest Bank Ampitheate, em Agosto de 2012.

Quando nós trabalhamos com o produtor Rick Rubin (do Minutes to Midnight, em 2007, ao Living Things, em 2012), nós trazíamos várias demos, juntamente com versões gravadas após dias trabalhando em perfeitas condições em um estúdio” recordou Brad. “Rick sempre achavam que as demos eram mais convincentes. Essa era uma lição custosa e dolorosa.

Mas no The Hunting Party, o Linkin Park usou o estúdio como uma ferramenta de composição, gravando assim que a inspiração vinha, compilando as melhores partes e costurando-as juntas como novas músicas. “No início do processo, Mike escreveu várias demos introvertidas/indies, sons inspirados naquilo que você ouve nas rádios hoje em dia.” disse Brad. “Mas nós jogamos tudo fora para fazer um álbum mais pessoal, algo mais visceral e agressivo, de uma maneira que somente nós podemos fazer.

Essa abordagem com improvisação deixou possível que acidentes e erros acontecessem, como explica o Brad “Algo não intencional pode se tornar o som mais legal que fizemos em um dia, e saber como deixar esses erros acontecerem e saber moldá-los para potencialmente contribuir com a música. Nós estamos tentando abordar as coisas com bastante abertura e com aquela admiração infantil. Eu poderia livremente improvisar riffs e ruídos por uma hora e então voltar e classificar eles através de uma gravação. A classificação é muito mais demorada do que tocar. Mas quando eu ouço algo que eu gosto, eu digo ‘é isso!’ e construimos camadas em torno desse som.

No passado, Brad Delson muitas vezes trabalhava para compor o cenário perfeito para uma música, apenas para descobrir que não funcionava bem com aquela música. Desta vez, após a montagem de diversos riffs ásperos, ele iria mostrar o trabalho para o Chester Bennington para ouvir as considerações. “Nós costumávamos gravar os vocais por último“, diz Brad, “mas agora vamos fazer isso desde o início do processo, então nós saberemos se a faixa irá sobreviver como música. Ela pode ter os elementos musicais muito legais, mas se não se encaixar com um grande vocal, então é hora de passar para a próxima.

AS GUITARRAS USADAS NO ÁLBUM

Sentindo que eu estava curioso sobre as suas guitarras, Delson tirou algumas de suas favoritas. Ele falou sobre o quanto gostava de usar instrumentos estranhos como uma Fender Mustand 1973 com um acabamento azul e uma Gibson ES-335 de 1970. Vendo que uma Gibson SG 1978 estava ausente ele repreendeu seu colega de banda “Mike continua levando os materiais importantes para o EastWest“, disse ele rindo.

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Uma colagem das guitarras de Brad incluindo vários modelos PRS Custom e dois adorados Strats.

Brad ficou aliviado ao ver que o Mike não tinha levado a guitarra que pertence ao Ethan Mates, engenheiro-chefe do álbum: uma reendição de uma Fender Stratocaster de 1962, feita pelo mestre construtor Jason Smith em um acabamento com rosa coral. Brad estava tão tomado pela guitarra que ele a usou extensivamente no álbum. Ele a tirou da prateleira “Eu não tenho certeza se é ação ou a configuração, mas essa guitarra parece incrível pra mim.” disse ele “É super versátil, ela tem essa selvageria confusa que se encaixa perfeitamente no álbum.

Brad pegou a guitarra Stratocaster de seis cordas “seria muito mais intuitivo tocar as passagens pesadas numa guitarra com um Humbucker (duplo). Mas eu gosto de ser do contra. Em uma Strat isso se torna algo diferente. Quase que soa como o Helmet.

Brad é mais próximo das PRS Custom 24, apesar da sua nova afinidade com a Stratocaster, ele não virou as costas para esse velho companheiro. “Eu amo as PRS, elas sempre serviram tão bem para o trabalho ao vivo, e tem sido muito legal combinar seus timbres com uma Strat para a gravação.

Depois Brad me dirigiu à um corredor, onde abriu um grande armário com pedais e stompboxes. Na outra parede estavam enquadradom os textos “A música é algo que pode caminhar por sí só – Bob Dylan” e “Bem, se você encontrar uma nota essa noite que soe bem, toque esta mesma nota todas as noites – Count Basie”.

A maioria desses pedais são do Ethan“, disse Brad, “Ele está sempre vasculhando no eBay e montou essa coleção enorme. Muitos deles são estranhos e raros, e muitos são personalizados. Há momentos em que os arranjos precisam de algo fora do comum, e o Ethan vem aqui e escolhe um monte de pedais para fazer um som único. Em alguns casos, você nem imagina que é o som de uma guitarra”. Ele apontou para os principais pedais usados no álbum, incluindo um Z.Vex Super Hard-On, um Electro-Harmonix Holy Grail Reverb e um Dr. Scientist Reverberator.

Brad abriu a porta para uma sala de som para mostrar seus amplificadores. “Cuidado para não bater em nenhum microfone“, advertiu Brad. Nesta sala com painéis de madeira, quadro estações separadas alojavam amplificadores modernos, segue a descrição em inglês da configurações deles:

“an Orange TH100 head through an Orange 2×12 cabinet with Celestion Vintage 30 speakers,
miked with a Heil PR 30, a Sennheiser MD 421, and a Royer R-121;
a Chandler GAV19T head through an Orange 1×12 cabinet with a Vintage 30,
miked with a Mojave MA-100 and a Neumann U47;
an Engl Fireball 100 through a Marshall 1960 cabinet,
miked with a Shure SM57, an MD 421, and a U47;
and a Bogner Customized Twin Jet through a Bogner Ubercab,
miked with a PR 30, an MD 421, and an R-121.”

“É ótimo ter uma configuração onde eu possa fazer combinações para obter o tom mais adequado, ou fazer algo mais simples como gravar apenas um gabinete com dois microfones”, disse Delson.

OUVINDO O NOVO ÁLBUM

Ele me levou de volta para a sala de controle. O editor do álbum, Josh Newell, um senhor de aparência intensa com a cabeça raspada e com muito entusiasmo, assumiu enquanto Brad saiu da sala. Newell me mostrou sete músicas do novo álbum, anunciando cada título.

Ouvindo essas músicas cruas, era evidente que a estratégia vencedora do Linkin Park estabelecida no Hybrid Theory não havia sido descartada. Mas em todos os níveis, existia uma nova profundidade na música, maior diversidade harmônica e sons de guitarras estranhos. Brad voltou e disse que se sentia satisfeito com a guitarra na nova música “Nos últimos álbuns, eu certamente toquei guitarra no estúdio, mas a gente estava focando em outros instrumentos. Eu toco guitarra desde os 12 anos, e tornou-se fascinante tocar teclado, programar e usar a Pro Tools, que é basicamente um instrumento por si só. Mas essas músicas são todas sobre redescobrir a guitarra e se divertir com ela.

Nós conversamos sobre os solos compactos do álbum. Apesar de serem breves, revelam que Brad tem habilidade e propensão para a espontaneidade. “Há uma imprevisibilidade nessas músicas que me fazem apenas pegar a guitarra e tocar com insanidade” ele disse “Nada é planejado. Para alguns dos solos rápidos, eu me aquecia. Se eu queria gravar um solo em cima de um tempo rápido, eu tocava a Strat por uma hora até que eu estava super-rápido. Afinal, eu não quero entrar em uma rodovia a 15 km por hora, quero estar a toda velocidade quando eu entrar nela.

E era hora de eu pegar a estrada. Brad me levou até a porta e em seguida, pegou sua Stratocaster, ansioso para voltar ao seu trabalho.

EQUIPAMENTOS DO BRAD DELSON NO ESTÚDIO

Guitarras
Fender Custom Shop 1962 Stratocaster (built by Jason Smith)
1978 Gibson SG Standard
MJT Telecaster
PRS Custom 24
PRS SE245

Amplificadores
Bogner Twin Jet
Chandler GAV19T
Engl Fireball 100
Orange TH100

Efeitos
Caroline Guitar Company Kilobyte
Dr. Scientist Reverberator
Electro-Harmonix HOG
EarthQuaker Devices Disaster Transport SR
EarthQuaker Devices Hummingbird
Electro-Harmonix Holy Grail
Red Panda Particle
Strymon BigSky
Z.Vex Super Hard-On
Z.Vex Mastotron

Cordas e Palhetas
D’Addario EXL110 strings (.010–.046)
Dunlop Tortex Wedge .73 mm picks

Fonte:  PremiereGuitar | Tradução Linkin Park Brasil

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