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NME esteve com o Mike Shinoda na Alemanha para falar sobre o rótulo do new-metal e também sobre o seu projeto paralelo Fort Minor.

Mike Shinoda desenhava um panda no braço de uma fã, que depois iria transformar o desenho em tatuagem. “Eu nunca desenhei um desses antes.” disse Mike, nervoso. “Eu estou preocupado que eu vá estragar ele e isso ficará no seu braço para sempre. Você tem certeza que você confia em mim?

E ela confia. Assim como os outros 50 membros do LPUnderground, que estavam presentes no Meet&Greet com o multi-instrumentalista. Alguns fãs do LPU viajaram mais de 8 mil quilômetros para estar lá. Para uma das fãs, será a 77ª vez que ela verá o seu ídolo ao vivo. Uma mulher de meia idade entrega para o Mike um desenho feito por uma criança “Esse é você e o Chester“. O Mike pergunta “Que idade tem o seu filho? Sete? Eu sei mais ou menos porque eles não tendem a desenhar os corpos antes disso. Posso autografá-lo e você devolve para ele?” E assim o fez.

Daqui a duas horas, o Mike irá subir ao palco, para tocar Fort Minor, o seu projeto solo de hip-hop, para uma multidão de mil pessoas. É um público bem mais íntimo do que ele está acostumado. Na noite seguinte, o Linkin Park fará uma apresentação pela turnê The Hunting Party, em um estádio de futebol lotado, para 25 mil pessoas.

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Ainda faltava meia hora para o show, e os fãs cantavam “Mike Shinoda” na melodia de The Knack ‘My Sharona’. Ao começar, ele é recebido por um flashmod com placas escritas WELCOME – em referência a sua música de mesmo nome. Sozinho e equipado apenas com seu notebook e guitarra, ele passa por um setlist com músicas do The Rising Tied, primeiro – e único – álbum do Fort Minor. Durante a música Kenji – música comovente que fala da experiência da sua família no campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial – apareceram na platéia cartazes que diziam “Somos todos Kenji” e ele parecia visivelmente emocionado.

Foi um momento especial” contou Mike para a NME. “É muito emocionante tocar uma música como ‘Kenji’, que é sobre a minha família, aqui em Berlin, sendo que eu não tenho nem ideia de como são as as famílias das pessoas que estão me assistindo – principalmente por causa das diferenças, mas também por causa das semelhanças.

Como tudo é bastante portátil, os shows do Fort Minor são feitos para serem encaixados em torno da programação do Linkin Park. “Eu posso configurar meu aparelho de som em uma sala. Nossa banda toca no mundo todo, e as vezes a gente tem vários dias de folga entre um show e outro, onde eu pessoalmente não estou fazendo nada de mais. Adicionando os shows do Fort Minor tem sido divertidos pra mim – não seria tão divertido para todos a banda… e eu não estou interessado em fazer uma turnê sozinho.“. Sobre a música Welcome, ele explica “Tudo o que eu queria era uma música que reintroduzisse a ideia do Fort Minor, então eu deixo essa porta aberta e futuramente posso lançar mais músicas.

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Quando eu estava lançando o álbum junto com o Jay-Z, percebi que eu estava sendo um rapper, sem ser um rapper. Eu cresci obcecado pelo rap, e nós então começamos uma banda de rock, e de repente, 10 anos depois, eu estava fazendo um álbum com o Jay-Z. Eu sempre disse que eu sou o rapper da banda, mas é diferente de estar em um festival por exemplo, onde o público é estritamente de pessoas que gostam de hip-hop. Também é estranho que eu tenha parado nessa posição, que eu gostaria de estar, mesmo não indo nessa direção.

A música Welcome é quase como uma página da Wikipedia que descreve a sua jornada para ser aceito como rapper, e também um hino para as pessoas excluídas e rejeitadas. A música vem da sua experiência de crescer sendo mistura de americano com japonês em um bairro predominantemente de brancos em Los Angeles. “Eu não conseguia me encaixar em nenhuma grupo mas também conseguia me encaixar com todos os grupos. Era uma faca de dois gumes, porque eu conseguia sair com todo mundo sem esforço, mas aí alguém poderia fazer piadas estranhas sobre asiáticos esquecendo que eu sou asiático.

Também dá pra dizer que ele faz referência à recepção do Linkin Park no início. “Ao mesmo tempo, mesmo que a banda já seja grande, parece que sempre temos que provar algo. Mesmo agora, o rótulo de new metal ainda está presente.” ele explica “A gente nunca quis o rótulo de new metal – ele era associado com frat rock. Arrogante, misógino e cheio de testosterona, e nós não queríamos isso. Dá a sensação de ser excluído, uma vez que o new metal vem e vai, e as pessoas fazem piada sobre isso. Porra, eu faço piada sobre isso! O que as pessoas não percebem é que eu sento dessa mesma forma.

No dia seguinte, o Linkin Park toca no Stadion Alter Försterei, como a primeira banda a tocar naquele estádio. Nos bastidores, a animação está grande. O vestiário estava decorado com bonecos russos de cada membro, feito a mão. Mike revela que está começando a trabalhar em algumas novas ideias para o próximo álbum do Linkin Park. E na verdade, ele tem uma sessão planejada para Londres com uma colaboração com um artista ainda surpresa. “Eu ainda não tenho ideia de como vai soar. E não vai soar como o The Hunting Party” ele afirma com certeza. “Nós gostamos de surpreender as pessoas.

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Fonte: nme.com

 

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About The Author

Fã em tempo integral e criadora de conteúdo nas horas vagas, meu hobby preferido é escrever sobre Linkin Park e conhecer novos fãs. Tive a oportunidade de ir em 10 shows do Linkin Park, sendo o primeiro em 2004 no Morumbi e tive a oportunidade de ir em 3 do Mike Shinoda, na turnê do Post Traumatic.