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Mike Shinoda respondeu diversas perguntas para a Montreality, inclusive se estaria disposto a fazer uma colaboração com Eminem e um possível novo álbum do Fort Minor. Falam também sobre o primeiro trabalho do Mike, seus desenhos e jogos favoritos, sobre hip hop e o Collision Course e Mike finaliza deixando uma importante mensagem para os fãs e sobre a libertação através de uma música agressiva.

Que tipo de estudante é você?

Eu era um bom estudante, pelo menos no ensino médio. Eu estava no programa de Aulas Avançadas, que são aulas de nível superior. Eu estava sempre fazendo o meu melhor, como em aulas de arte, porque eu achava que eu seria um ilustrador ou pintor ou algo do tipo.

Trabalhou na adolescencia?

Meu primeiro trabalho foi meio engraçado, meio doido. Eu trabalhei na fazenda de produção do meu tio, na sua edícula, que era um depósito no meio da Califórnia, onde todo mundo era basicamente imigrante Mexicano ou Japonês e metade das pessoas não falavam inglês. Eu ia lá, e era basicamente tudo deserto, com exceção daquela pequena área onde tinha agricultura. Eles encaixotavam nectarinas, uvas e etc, geralmente no verão e eu trabalhava nessa edícula, colocando as coisas nas caixas.

O que você foi na sua vida passada?

Para mim, uma coisa que eu batalho sempre é relacionado à estar focado em algo. Tipo, eu gosto de fazer e criar coisas e as vezes eu coloco a mão em 10 coisas diferentes e eu deveria focar em uma ou duas coisas. Então que animal combinaria com isso? Que animal não consegue ter foco, entende? Eu não sei…

mike_garfield

Personagem de desenho favorito?

Esse é bem estranho, mas por algum motivo eu sempre gostei de desenhar o garfield, e não era porque ele era um preguiçoso ou sarcástico. Hoje em dia eu vejo que é um humor bem tradicional, não é nada ousado. Mas quando criança eu adorava a forma que era o desenho, e foi um dos primeiros que eu conseguia desenhar super bem.

mike_metroidmegamen

Jogo de videogame favorito?

Eu tinha dois jogos favoritos quando criança, era o Metroid e o Megaman, ambos da NS Games. Metroid eu gostava porque era tão grande, eu achava criativo. E no final, quando você termina o jogo – eu espero que isso não seja um spoiler pra ninguém – mas você achava que estava jogando o tempo todo com um cara, numa armadura amarela e um capacete, e no final ele tira o capacete e, na verdade, é uma menina. Você foi uma garota o tempo todo, o que para os garotos foi tão “Wow isso é muito louco”. Ninguém tinha feito isso ainda.

Megaman era incrível, os personagens eram incríveis. Cada nível tinha a ver com quem era o cara mau do final do nível. O cara do Ferro tinha a fase do ferro e as armas tinham a ver com aquele tipo de cara. Sendo um artista eu sempre desenhei esses personagem e depois acabei criando os meus próprios personagens.

E o álbum “Collision Course” com o Jay-Z?

A MTV chamou o Jay-Z e falou que queria fazer um show, e perguntou com quem que o Jay queria fazer, e ele disse Linkin Park. Então eles falaram com a gente. A primeira coisa que fiz foi enviar músicas para ele, porque ele já tinha o The Black Album em acapella (só vocais) disponível, então eu peguei aquelas acapellas e eu estava com o meu notebook no ônibus, então eu juntei algumas músicas e mandei pra ele falando, “É nós adoraríamos fazer e é assim que iria ficar”. Eles estavam muito animados.

O mais interessante é que eles não sabiam no que estavam se metendo. Porque eu cresci fazendo mashups, foi assim que aprendi a fazer batidas e foi assim que aprendi a fazer rap. Eu costumava pegar o que eu tinha disponível, cassettes, CDs ou vinis, eu fazia os mashups, pegando Nine Inch Nails, Alice in Chains, Smashing Pumpkins, Led Zeppelin, Beastie Boys, foi isso que eu cresci fazendo! Eu fazia uma música por vez, demorava um tempão, mostrava para os meus amigos, a gente escutava ela por uma semana, e aí fazia outra no final de semana. Isso me preparou para fazer o que fazemos com o Linkin Park, e claro, com o Collision Course com o Jay-Z.

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E um “Collision Course 2” com o Eminem?

A ideia de fazer uma colaboração com o Eminem é algo que surgiu com os fãs, eu pensei nisso antes também. Eu conheço o Eminem desde antes dele conseguir assinar com uma gravadora. Eu tinha um amigo que trabalhava no The Roxy (local de pequenos shows em Los Angeles) e ele me deu uma fita, a Slim Shady EP, e isso foi antes da Just The Two of Us, que acabou depois indo para o álbum. O Eminem fazia shows no The Roxy para 300 pessoas, subindo no palco drogado e caindo do palco, e pegando o microfone e ficando louco. Todo mundo gostava e eu gostava também, ele sempre era ótimo. Acho que seria ótimo se tivesse a oportunidade, mesmo se fosse algo do tipo, nós fazemos a música e ele faz os vocais, eu estaria ok com isso. Não é nada competitivo para mim, acho que ele é talentoso. Acho que a nossa banda é bastante colaborativa, é bem interessada em fazer coisas diferentes. Eu estou aberto em fazer diversas coisas em diversos gêneros.

mike_slinshady

Qual o estado atual do Hip Hop?

Algo que está funcionando para o Hip Hop agora é que muitas barreiras estão se quebrando. As barreiras dos gêneros e localização, seja no norte ou no sul do país ou outros países, isso não é mais tão importante quanto era há um tempo. Uma vez que todo mundo está escrevendo sobre a mesma coisa, significa que não está avançando. Ao mesmo tempo que eu não quero ouvir várias músicas sobre a mesma coisa, algumas pessoas escrevem músicas sobre as mesmas coisas e é incrível. Pusha-T normalmente escreve músicas sobre coisas que eu estaria entediado, mas a forma que ele faz é incrível. Eu gosto também de Future, A$AP Mob, Danny Brown, Action Bronson. Mas eu cresci ouvindo hip hop do início dos anos 90, como Black Moon.

Outro álbum do Fort Minor?

Eu recebo sempre essa pergunta, a gente faz meet&greet com os fãs antes de todos os shows, e alguns perguntam sobre o Fort Minor toda vez. O que eu agradeço e sou muito grato por ter conseguido fazer este álbum e que as pessoas continuam me perguntando sobre ele. Eu nunca disse que eu não iria fazer outro, as portas estão abertas. Eu espero que chegue um momento, em breve, em que eu queira fazer mais dele. Tem uma distinta possibilidade de fazer um álbum do Fort Minor no futuro, e seja o que for, quando acontecer, não quero que soe como o último, nem com o que tenho feito com o Linkin Park, nem com nada, as coisas tem que seguir em frente. Eu vou querer fazer o melhor Fort Minor possível, naquele momento.

Qual a sua mensagem para os mais novos?

Quando o Hybrid Theory saiu, muitos álbuns naquela época eram agressivos, e eles usavam a palavra “angustiado” para descrever as músicas. E eu acho que essa palavra reduz as pessoas, como por exemplo, “Oh, você está tão chateado.” mas não levar elas à sério. E isso é algo que a gente sempre tentou mostrar para os outros, se você realmente conhecer a gente, se você vier para o nosso show, você vai saber que não é só sobre ser agressivo, não é só sobre ser irritado, mas tem algo libertador. Você vai ver que tem sorrisos nos nossos rostos, porque nós nos divertimos fazendo isso e as pessoas vem, e cantam nossas músicas, talvez liberem essa agressão, mas elas não liberam isso de uma forma negativa.

E isso é o mais importante para mim. Se você ver as coisas recentemente, com a morte de Robin Williams, existem emoções negativas com as pessoas por aí e as vezes eu ouço, de nossos fãs, e também ouvi de amigos meus, que são próximos a mim, que as vezes a melhor maneira de lidar com essas emoções é deixar elas sairem, colocar elas pra fora. Falar com outras pessoas, se expressar, através da arte ou apenas conversar com alguém que você conheça e que é mente aberta. Acho que isso é importante, não é algo que você sempre consegue ser, se você estiver na posição de ser essa outra pessoa para alguém, então essa é na verdade uma posição muito poderosa para se estar.

Segue abaixo o vídeo original, em inglês:

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