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HipHopDX entrevistou Mike Shinoda e falaram sobre o novo single com participação do Rakim e os preparos para o lançamento do álbum na metade do ano.

O Linkin Park nunca respeito os limites dos gêneros. A banda criou várias linhas de músicas, entrando no Hip Hop, enquanto usava elementos de  Rock com Pop. Mas algo mudou para lider da banda, Mike Shinoda. Ao mesmo tempo que o cantor, produtor e rapper sentiu que a música do LP ainda estava afiada, ele percebeu que o rock em geral estava se aproximando de um perigoso penhasco. Como as linhas entre Rock e Pop continuam indefinidas, Mike pretende reforçar alguns sons poderosos com sua banda. Seu novo álbum está previsto para Junho e eles lançaram o primeiro single “Guilty All The Same” com Rakim através do aplicativo Shazam. O Linkin Park sempre foi bastante envolvido com tecnologia, mas usar o aplicativo foi uma maneira engenhosa de trazer a música para a grande massa. Mas essa tem sido a missão do Linkin Park desde o início. Mike Shinoda falou como o single com Rakim veio à tona e sobre o eclético gosto pelo Hip Hop.

DX: Hey, como você está?
Mike:  Tudo está ótimo, tenho me divertido bastante com várias pessoas, conhecendo e falando sobre o novo single, escrevendo o álbum.

O que rolou com o novo single (Guilty All The Same) sendo lançado por aí?
Bem, acho que primeiramente devo falar que uma banda como a nossa, cada álbum é uma experiência diferente e em uma direção diferente. Cada álbum a gente tenta crescer e aprender, ser melhores compositores e músicos. Tudo que a gente pode, a gente tenta aprender. Tendo dito isso, as condições para uma banda de rock hoje estão fracas. Para os fãs de Hip Hop, eu não sei se eles repararam nisso mas é parecido, o gênero Rock, as rádios com Rock estão diminuindo, muito do Rock Alternativo está se voltando para o Pop. Então, onde você costumava ter Green Day e System of a Down, agora você está tendo Lorde ou Avicii.

Eu estava fazendo novas músicas para esse álbum, e eu estava fazendo os mesmos tipos de sons para se encaixar nesses gêneros. Não no Pop, mas algo como Alternativo. Eu senti que eu estava feliz com o que eu estava fazendo, mas aí um dia eu olhei e disse “Sabe de uma coisa? As músicas que eu estou fazendo são derivadas dessas coisas Pop Alternativas.” Para encurtar a história, nós começamos a trabalhar nesse Rock pesado, e em um certo momento, o Rakim apareceu e nós percebemos que ele estava em uma situação parecida. Ele é um artista respeitado, mesmo que não seja mencionado na cultura Pop, mesmo que ele seja o padrinho de muitas coisas do Hip Hop. Ele é como uma medida para os bons letristas, mas os tempos mudaram. Ele não vai fazer música Pop para as pessoas dançarem. Ele se recusa a fazer isso, e era como a gente se sentia nesse álbum. Nós não queríamos seguir as regras e fazer um álbum Pop. Acho que foi isso que nos conectou imediatamente e por isso ele veio de Nova York para gravar com a gente.

Wow, e isso é mostrado no single, porque ele realmente tem um elemento hard rock. E vai na contramão do que as pessoas estão vendo do Rock hoje em dia. Há uma ambiguidado entre o Rock e o Pop e você está provando que esse não é o caso, mesmo em 2014.

Eu vejo da seguinte maneira: Quando eu tinha 16, meu interior estava confuso com várias mudanças, que acontecem com pessoas jovens que estão crescendo (risos). Você está frustado, irritado, emocional, e naquela época, se eu não tivesse uma música agressiva ou um show agressivo para ir, eu não saberia o que fazer de mim mesmo. Tem uma parte de mim que se sente mal pelas pessoas jovens que estão por aí com essa agressividade. E não é de uma forma negativa, nós não queremos sair por aí fazendo coisas malvadas, a gente quer coisas positivas. É para isso que serve a música. Quando eu era criança, eu costumava ir a qualquer show e colocar aquela energia pra fora, com o Public Enemy, Beastie Boys, grupos de rock como Alice in Chains ou Rage Against The Machine. Você quer sair e colocar essa agressividade para fora.

Você sente como se o rap – a maioria das coisas que estão por aí de artistas recentes – são muito mais suave que isso? A resposta curta eu sei que é sim, porque quando você fala sobre artistas como Chuck D ninguém parece ser mais suave em comparação. Mas você sente que aquele fogo se foi? 

Nós fizemos músicas leves também, não estou falando que não existe lugar no mundo para isso. Eu gosto de um monte de músicas que são de diferentes estilos e alguns dos meus álbuns favoritos vieram do Vampire Weekend, ao Haim, ou um álbum do Kendrick, que é incrível. Estou olhando a minha conta do Spotify agora para te dizer o que eu estou ouvindo exatamente. Aqui estão algumas músicas: Chvrches, Lorde, ScHoolboy Q, Danny Brown, Arctic Monkeys, Kid Cudi e Queens of the Stone Age. Tem bastante variedade, sabe? Diferentes músicas para diferentes ânimos. E eu sinto que o álbum que estamos fazendo agora é para aquele ânimo que eu sentia há 15-20 anos. Toda vez que eu me sentia assim eu queria ouvir algo desse tipo.

Quando você se aproximou Rakim para o projeto, quais foram os pensamentos dele sobre isso?

Foi tão engraçado como isso aconteceu. Nós estávamos no estúdio ouvindo a música e, originalmente, eu iria fazer o rap e eu disse enquanto estávamos ouvindo, que era previsível eu fazer o rap daquele verso ali. Tipo, isso não é tão emocionante quanto poderia ser. E o que poderíamos fazer que seria chocante? E eu brinquei [que] você sabe que nós já fizemos coisas com Jay Z, e se a gente fizesse com o Rakim? Eu pensei que isso seria impossível, mas o engenheiro falou que poderia entrar em contato com ele se eu quisesse. Eu disse, “Você está brincando comigo.” Ele disse: “Você sabe, o meu amigo de Nova York era o engenheiro dele e conviveu perto dele, vou mandar uma mensagem e ver se ele pode fazer essa pergunta.” e eu disse “Bem, não dói tenta fazer”. A próxima coisa que eu sei é que uma semana depois eu estava no telefone com o cara.

Como foi o processo com ele comparado com o do Jay-Z, quando ele veio para fazer a música?

Eu não sei como comparar o Rakim com o Jay-Z, é como comparar maçãs com laranjas. Bem, o que eu observei foi: não o processo todo, mas Rakim gosta de passar bastante tempo escrevendo. Apenas para fazer aquele verso, entre o tempo que ele começou e que ele gravou foi mais ou menos uma semana. Eu não sei o quanto ele escreve por dia. Talvez umas 3-5 horas ou 5 minutos, mas eu sei que quando eu ouvi ele, havia uma complexidade no assunto e um padrão de rima, e a forma como tudo foi montado quase de um ponto de vista emocional e de um ponto de vista matemático, que ninguém mais pode fazer. Quero dizer, que você tem que ter a experiência de vida, o talento nato e a habilidade, uma experiência que um jovem simplesmente não poderia ter. Eu olho para ele como, o homem que é algo para aspirar para ser capaz de fazer, ele é um fenômeno único.

E vocês escolheram lançar no Shazam. Como isso aconteceu?

Vou ser honesto. Isso na verdade o nosso gerente descobriu. Eles sabem que nós usamos o Shazam – que todo mundo usa o Shazam para encontrar o nome da música ou artista quando estão em um restaurante ou onde for. O Shazam tem o propósito de que, qualquer um que der um Shazam, irá ter um resultado e um link para a nossa música dentro do app. Eu não sei quantos milhões de pessoas usam o app, mas é bastante gente, e então é uma ótima forma das pessoas experimentar a nossa primeira música. Para ser honesto, como falei antes, eu amo a rádio, eu adoro o suporte que a rádio dá para uma banda e ao mesmo tempo, sei que não é a única forma das pessoas experimentar músicas. Eu não estou vivendo em uma caverna. Eu ouço músicas no meu smartphone mais do que eu qualquer outro lugar, então para mim encontrar uma forma de explorar e fazer as pessoas ouvir músicas da mesmo forma que eu, é uma coisa importante.

Que outros tipos de Hip Hop você tem ouvido agora?

Bem, voltando a parte que mencionei o Kenrick, eu estava no “Kendrick Got Robbed”. Eu senti que era um álbum clássico. Cara, o Macklemore fez um bom álbum, mas Kendrick foi clássico. Eu gosto do álbum do ScHoolboy Q’s, é legal. O álbum do Pusha T está na minha playlist. Luci Eck$, ele é um artista bem recente, mas seu estilo realmente vicia. Na verdade meu amigo lançou um app ótimo chamado Muzaic, e eu adoro. Eu descubro um monte de músicas. É como um Instagram para música – apenas fotos e comentários. Dá pra apertar play nas fotos e ouvir. Existe muita coisa ótima por lá.

Vocês estarão fazendo outras colaborações no álbum?

Eu acho que não, somente Rakim. É difícil encaixar alguma outra pessoa. Eu tive dificuldade em fazer o rap em qualquer música depois que ele veio, tipo Meus Deus, como que eu vou fazer um rap depois que esse cara veio aqui na minha sala? Porém, foi inspirador. Honestamente, isso me forçou a ir buscar por mais letras e realmente me esforçar para escrever coisas melhores. Ver ele ali e ver ele fazendo foi inspirador. Mas o álbum será lançado na metade do ano. Pelo menos mais uma música será lançada antes do álbum sair. Essa é uma informação nova também, não tinha contado para ninguém ainda.

E o restante do álbum, o que vem por aí?

É um álbum de Rock. É alto e é Rock, mas não no sentido de algo que você já tenha ouvido antes, é mais como o hardcore-punk-thrash dos anos 90. Mas de vez em quando fazemos flexionar o beatmaking e os samples e uma gravação não está pronta até que nós adicionado um pouco dessa cor. Dá pra ouvir em “Guilty All The Same”. Nós decompomos em samples que são feitos com o teclado, e em seguida, trocamos para guitarras. Nós tentamos referenciar algumas das nossas músicas preferidas enquanto nós continuamos mantendo algo futurista.

Fonte: HipHopDx 

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About The Author

Fã em tempo integral e criadora de conteúdo nas horas vagas, meu hobby preferido é escrever sobre Linkin Park e conhecer novos fãs. Tive a oportunidade de ir em 10 shows do Linkin Park, sendo o primeiro em 2004 no Morumbi e tive a oportunidade de ir em 3 do Mike Shinoda, na turnê do Post Traumatic.