Em recente entrevista a TeamRock, Mike falou um pouco sobre o Fort Minor, Linkin Park e tecnologia emergentes.

Já faz tempo que o Mike Shinoda criou seu projeto paralelo, foi há 10 anos pra ser exato. Após o lançamento do único álbum, The Rising Tied, ele entrou em hiato por 10 anos. Para a nossa sorte, esse não era o fim, ele estava apenas focado no seu trabalho com o Linkin Park.

Fazer parte do Linkin Park é tão gratificante, que por muitos anos eu nem sequer tinha vontade de fazer algo com o Fort Minor” disse Mike Shinoda. Mas para nossa sorte, essa vontade voltou – Mike recentemente lançou uma nova música, chamada Welcome, e está fazendo alguns shows solos. Da onde veio essa recente inspiração?

Eu, primeiramente, tinha feito o projeto paralelo porque o Linkin Park não estava fazendo sons como aqueles que eu queria lançar. Então eu pensei que deveria lançar as músicas fora da banda. Depois que nós fizemos o Meteora, eu tinha todas essas músicas com pegada hip-hop e achei que não combinava com o Linkin Park, então eu criei o Fort Minor.”, Mike explicou. “Depois todos nós da banda tivemos uma conversa sobre que tipo de álbuns gostaríamos de fazer, e isso incluía o material que eu estava fazendo a parte. A música Hands Held High e Waiting For The End são duas músicas que eu diria que tem a energia do Fort Minor, mas que acabaram sendo músicas do Linkin Park.

Mas quando Mike veio com a ideia para Welcome, tudo mudou. “Eu sabia que se eu abrisse essa porta do Fort Minor de novo, teria que ser um certo tipo de som. E a música Welcome foi a primeira que eu senti que era a música certa.

Apesar de ser totalmente comprometido com o Linkin Park, Mike gosta da liberdade que o Fort Minor lhe dá. “A maioria das vezes, quando você está em um show, é porque o artista tem algo para promover, mas eu não tenho qualquer interesse nisso. Eu já conquistei todas essas coisas com o Linkin Park. O Fort Minor é apenas uma maneira de chegar mais próximos dos fãs hardcore, que estão lá no show do Fort Minor somente para mim. Lá eu tenho a liberdade artística que eu não poderia ter com o Linkin Park. No show toco as raridades e os lado-Bs, que você não vai ouvir em qualquer outro lugar.” Como o próprio Mike disse, “Não daria para, em um show do Linkin Park, trocar a música In The End por um single menos conhecido. E no show do Fort Minor eu tenho essa liberdade.

O Mike também está usando a volta do Fort Minor para ter a oportunidade de trabalhar com novas tecnologias. O clipe de Welcome é filmado em 360 graus, o que significa que quando assistido usando o aplicativo do YouTube no celular, pode-se mover o celular e ver a gravação em todos os ângulos. É realmente impressionante, como o próprio Mike disse “É como ver em outra dimensão.” Ele claramente se empolga quando começa a falar do processo de filmagens, dando para perceber que não é só a músicas que é sua paixão, mas também a tecnologia.

Eu realmente queria fazer algo com a realidade virtual, ou em 360 graus nesses últimos anos, mas o que me barrava era que a tecnologia ainda não estava pronta. Eu não queria ter que baixar um aplicativo novo para experimentar. Então, quando eu descobri que o YouTube estava abrindo o formado 360 graus para todos os aplicativos, eu percebi que seria o momento certo de fazer e coincidiu com o lançamento da música Welcome.

No processo de filmagem foi usado um equipamento extremamente simples, apenas quatro câmeras GoPro “Na verdade um monte de coisas aconteceram de errado” disse Mike “houve problemas de sincronização, a exposição da câmera não estava bem regulada… mas foi tudo muito emocionante para mim“.

O Mike Shinoda não é o único membro do Linkin Park com interesse em tecnologias. No início deste ano, a banda anunciou que estava expandido sua gravadora, a Machine Shop, em um fundo de investimento para tecnologias emergentes. “A principal razão que decidimos começar o fundo é porque percebemos o quão prazeiroso é trabalhar com pessoas inteligentes e com conhecimento em tecnologia” explica ele. “Nós queríamos fazer isso de uma forma mais organizada e entrar na batalha junto com eles.

Mas ele também diz que é importante frisar que a música não ficará em segundo plano. “Eu não quero que isso seja interpretado como nós diminuindo o foco na música” ele insiste “A banda ainda está cheia de inspirações para o novo álbum e para as turnês.

Sobre o novo álbum, Mike é cauteloso sobre o avanço e diz que as gravações ainda nem começaram. “Estamos apenas começando a colocar a cabeça nisso agora. Na verdade, quando chegarmos em casa depois desses últimos shows, iremos mergulhar nisso.

Screen Shot 2015-09-06 at 12.55.58 PM

Fonte: TeamRock | Tradução Linkin Park Brasil

© 2015 - 2019, www.linkinparkbrasil.com. O melhor portal de notícias do Linkin park no Brasil