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Mike Shinoda e Brad Delson participaram da Listening Party do seu mais recente álbum One More Light. É um evento do lançamento do álbum onde fãs do mundo inteiro apertam play ao mesmo tempo e ouvem o álbum. Mike e Brad também apertaram play e falaram curiosidades e responderam fãs no twitter. O evento foi transmitido pelo Facebook, Periscope e YouTube. 

Sobre a capa do álbum:

Na capa do álbum tem 6 crianças, representando os 6 integrantes da banda e também os hexágonos por terem 6 pontas. As crianças não são filhos dos membros da banda. Frank Maddocks fez a arte do álbum e tem acompanhado a banda em toda a sua carreira. Em álbuns passados ele ajudou a montar o álbum, sem fazer o design, pintura ou figuras, mas no One More Light foi usado uma fotografia tirada por ele. 

Sobre a ordem das músicas:

Toda vez que a gente está terminando um álbum a gente faz um quebra-cabeça com as músicas e a gente fica com diferentes versões dele, e as músicas meio que encontram a sua ordem.” diz Brad Delson. Brad falou que depois que o Joe Hahn falou ouviu o álbum na versão final com as músicas na sequência certa, foi como se o álbum contasse uma história para ele.

Durante a música Nobody Can Save Me:

Essa é a primeira música porque gostaram muito dela e eles não a divulgaram antes do lançamento porque queriam que fosse um elemento surpresa, da pessoa dar play no álbum e primeira música ser uma surpresa.

Ela tem uma evolução dentro da própria música, ela tem uma base no rock e no final ouve-se mais bateria. Acho que ela combina como primeira música também porque a primeira frase do álbum é ‘Estou dançando com meus demônios’. É uma frase-chave sobre o que o álbum é.” comentou Mike Shinoda.

Porque tem vozes do Álvin e os Esquilos no álbum?

Brad respondeu “Porque a gente não trabalha exclusivamente com humanos. Animais e robôs também tem uma importância no ramo da música e a gente não exclui eles (risos).“. Mike acrescentou brincando que o primeiro robô que eles conheceram foi no A Thousand Suns.

Porque não fizeram transições entre as músicas?

Eles tinham uma versão com transições entre as músicas mas optaram por uma versão sem porque vários álbuns deles já tinham transições. “Eu sinto que as músicas trabalham juntas, é um álbum de músicas. Não é uma jornada com experimentações. Cada música tem seu próprio significado.” disse Brad.

Mike agradeceu os comentários elogiando a forma como o Chester estava cantando nesse álbum. “É ridiculamente bom” disse Brad “a gente fez com que o Chester tivesse um longo período de adaptação com cada música.” complementou o Mike. O Chester conhecia completamente a música antes de começar a cantar, diferente de outros álbuns que eles tinham apenas um pedaço, ou gravam vocais isolados de várias formas. “Os vocais do Chester estão os mais fortes que já ouvi, os vocais do Mike estão fenomenais.” elogia o Brad. 

As músicas são apenas sobre as vidas de Mike e Chester?

Não são só sobre o Mike e o Chester, são sobre os outros da banda e também poderia ser sobre qualquer um que estivesse no estúdio no dia da gravação.” disse Brad, complementando “Não eram letras somente sobre uma pessoa, geralmente era algo que todos da banda se identificavam. Brad comentou que se alguém contava alguma história mas algum dos membros da banda não se identificavam, eles seguiam para a próxima história.

Porque o Mike não fez todos os rap na Good Goodbye?

Mike disse que ele fez dois versos para a música e que precisaria de uma ponte, porém ele não queria fazer um terceiro verso porque achou que ficaria demais. Então pensaram em chamar um convidado para fazer a ponte, mas logo depois, pensaram em chamar dois convidados pois nunca tinham feito isso antes. O segundo verso que o Mike fez e que não aparece na música é cantado na música ao vivo, nos shows. “Normalmente eu canto esse verso, mas ontem o Brad esqueceu dele” zoou Mike. Brad respondeu rindo “eu não quero entrar nesse assunto”. Mike geralmente não tem problema em gravar as letras das músicas, mas como os dois versos são muito parecidos, ele tem se confundido.

Sobre a Talking to Myself:

Brad comentou que reviu o vídeo do show no Chile e todos os fãs tavam pulando tanto, e era apenas a segunda vez que eles tavam tocando a música, ela não tinha sido lançada ainda, que ele ficou impressionado e esqueceu de tocar uma parte da música. Eles comentaram que as novas músicas funcionam muito bem ao vivo. 

Sobre a Invisible:

Você não pode enganar quando uma música é boa ou não. Não importa a roupagem que você colocar nela. Se a música é ruim, vai ser ruim independente dos instrumentos e vice-versa, se a música é boa, você sabe que ela é boa mesmo tocando só com um violão acústico. Por isso a música continua boa mesmo só com piano, ou violão.” disse Brad.

Quando você compõe, você percebe como as coisas que você vê estão tudo dentro de uma caixa. E as vezes a solução que você está procurando está fora dessa caixa. Você cria as melodias, letras e compõe dentro desse seu mundo. Mas existem coisas que estão fora desse mundo e é muito mais emocionante colocar nas músicas.” disse Mike, complementando “A música Sorry for Now se encaixa nisso que to falando, quando Blackbear sugeriu aquela batida. Mesmo na música Invisible, ela tem vários elementos originais das minhas demos, mas a ponte foi basicamente criada pelos nossos colaboradores RAC e Jesse Shatkin.

Como decidiram fazer o feat. com a Kiiara?

Escrevemos com nossos amigos Justin e Julia, e a Julia cantou depois que a gente escreveu. Sempre tivemos ali um vocal feminino.” disse Brad. Eles chegaram a gravar uma versão onde só tinha o Chester nos vocais, mas escolheram adicionar um vocal feminino. O Mike conhecia a Kiiara através do Zane Lowe ex-radialista/DJ da BBC Radio1 e agora da Apple Music e escolheram chamar ela.

Sobre a Sorry For Now:

Sorry for Now tem uma inversão de papéis, onde o Mike canta e o Chester faz o rap, de uma certa forma.

Falaram que passaram o dia com o Blackbear no estúdio, e que ele tem ideia super rápidas e malucas. Brad comentou que no dia que ele tava no estúdio, ficava Mike em um notebook e Blackbear em outro, separados, cada um fazendo sons, separados e foi interessante.

Sobre a Halfway Right:

Halfway Right é uma música a cara do Chester, ele ajudou bastante com as letras. É bem autobiográfico” disse Brad. “Essa música tinha que entrar no álbum porque o Chester estava revelando tantas coisas. Perderia parte da história se essa música não entrasse no álbum.” complementou Mike. 

Sobre a One More Light:

Quando começou One More Light, Brad suspirou e falou “aquela música triste”. Mike falou “é a música mais triste que a banda já escreveu, e é uma música incrível“. Brad falou “É por isso que o álbum tem o nome dessa música. Como título do álbum One More Light (mais uma luz) definitivamente tem algo de otimista no nome.

É presente poder compor uma música, tocar num show, acordar de manhã, cada oportunidade é especial.“ disse Brad.

Ele fala eles são pessoas famosas mas que gostam de privacidade, e mesmo que o Mike esteja do twitter e no instagram, ele não considera que se expõe muito comparado com outras pessoas que ele vê pela internet, que postam fotos de tudo, dos filhos, etc. E que inclusive, quando acontece de vazar uma foto particular do Mike, os próprios fãs abraçam a causa e pedem para a pessoa deletar, e que ele acha legal e agradece. E esse álbum revela algumas coisas, que se fosse só como notícia seria apenas click-bait, mas como música pode ser inspirador. “Foi de alguma forma é um dos álbuns mais reveladores.” disse Mike.

Sobre a Sharp Edges:

Sharp Edges é uma das favoritas do Brad mas é supeito porque foi ele quem compôs.” disse Mike brincando. Ela foi composta principalmente por Brad em colaboração com Ilsey Juber. A música One More Light iria terminar o álbum, mas não queriam que o álbum terminasse em choradeira, então acharam que terminar com Sharp Edges ficaria interessante e funcionou muito bem nesta ordem.

Mike ainda disse que a evolução dos álbuns não segue uma ordem determinada, e que ele recebeu uma revisão de alguém falando que a troca de álbuns deles era “caótica”. Mike disse que a banda gosta de todos os álbuns e é por isso que tocam músicas de todos os álbuns ao vivo. “É raro ser um artista e poder ser livre para escrever o que quiser. Sou muito grato em poder ser livre e ir no estúdio e colocar o que estiver nos seus corações naquele momento.” conclui Brad. 

A banda terminou agradecendo a participação de todos.

Para ver o vídeo original, clique aqui.

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