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Todo lançamento de álbum a fã page Linkin Park Fan Corner organiza uma audição do álbum chamada “Listening Party“, onde fãs do mundo inteiro apertam o play e ouvem o álbum ao mesmo tempo. As impressões e comentários são postadas pelos fãs no twitter e em outras redes sociais. Já faz alguns anos que o Mike Shinoda participa e para a audição do novo álbum One More Light Live não foi diferente. Ele fez uma live no instagram (veja vídeo aqui), abaixo transcrevemos o que ele falou durante a live:

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Olá, como tão bebês? Já apertaram o play? Acho que perdi o momento de apertar o play mas vou fazer isso agora de qualquer forma. Eu estou com fones de ouvido porque não consigo ouvir a música e fazer a live ao mesmo tempo e estou comendo uma barra de cereal porque ainda não almocei. 

Eu lembro que quando a gente lançou essa intro, o pessoal do LPLive ficou “Queee?! é a Roads Untraveled!“.

Alguns estão se perguntando de qual cidade é cada gravação, eu não tenho certeza, porque a gente ficava em dúvida de qual cidade usar. Algumas vezes a gente escolhia, fazia a mixagem e depois decidia que outra cidade era melhor.

A única razão pelo qual a gente fez essa álbum ao vivo, foi porque… Nem me passou pela cabeça em fazer, e no começo eu não tinha certeza se deveríamos fazer. Mas vários fãs, pessoas do escritório e da equipe queriam ouvir um álbum ao vivo. Falavam para nós “Vocês estavam tão orgulhosos das performances do Chester e ele estava cantando tão bem“, então a gente levou isso à frente. Temos que dar créditos ao Brad porque ele ficou bastante tempo nas mixagens com o Ethan [Mates]. Se eu não estou enganado, Josh [Newell] estava envolvido também. Todo mundo queria ouvir e acho que ficou ótimo.

Para aqueles que viram os shows, vocês sabem. Chester estava dando tudo nessas apresentações. As músicas novas são difíceis de cantar mas por um motivo diferente. A Crawling, por exemplo, é difícil de cantar porque só o Chester consegue cantar daquela forma, é um tipo de performance barulhenta. Mas essas do One More Light são mais técnicas, ele estava se esforçando de uma forma diferente.

[Sobre o One More Light Live] Eu sei que muitos de vocês já ouviram e já compraram porque eu vi alguns gráficos do iTunes e o álbum está indo muito bem, o que é incrível por ser um álbum ao vivo. Obrigado por postarem por aí links do álbum, comprarem o álbum, fazer streaming do álbum, postarem online sobre ele. Agradecemos. Eu vi que no iTunes a gente foi o número 1 em vários países ou ficamos no TOP 10 em vários lugares. Isso é incrível para um álbum ao vivo. Álbuns ao vivo nunca entram nos charts. Então, muito obrigado.

A Burn It Down é uma dessas músicas difíceis, por ser muito aguda, e muitas vezes o Chester ficava com isso na cabeça que era muito aguda e difícil de cantar e ele ficava nervoso e cantava nervoso e não saía tão bem. Nesta turnê, teve várias vezes que ele estava bem relaxado e a música saía ótima. Sempre sai muito melhor quando ele estava relaxado. Para vocês que são cantores, a habilidade de relaxar e só fazer o que vocês sabem fazer é difícil, mas é da onde vem as melhores apresentações, na minha opinião.

Eu não vejo esse álbum como “as melhores apresentações que o Chester já fez”. Acho que no geral elas são realmente muito boas e eu sei que, talvez, ele tenha cantando alguma melhor anos atrás. A ideia desse álbum foi mais para guardar esse momento, porque a gente tinha planos de fazer uma turnê grande ano que vem, e não chegamos a fazer. Acho que a gente queria capturar o que tava acontecendo na turnê e tornar disponível para vocês, sendo que a gente não pode fazer esses shows.

Os outros caras da banda estão indo bem, todo mundo está bem, considerando as coisas. Tive que dar um tempo das redes sociais, porque é muito difícil ler as notícias e ver todas as coisas. Eu não sei, todo o drama das redes sociais. Alguns dias eu cheguei no limite e não queria lidar com isso.

Já falamos antes, não sabemos o que vai acontecer no futuro, mas a gente se vê pelo menos uma vez por semana. Alguns caras estão ocupados fazendo suas coisas, alguns estão se ocupando com, bem, agora com os feriados de finais de ano, família e tudo mais. A gente tem reuniões, e fazemos planos, e estamos fazendo várias coisas e nos reajustando para o futuro.

Sobre fazer um holograma do Chester, eu não posso nem pensar nessa ideia. Já ouvi outras pessoas comentando, e não tem chance da gente fazer isso. Eu não poderia fazer, seria a pior coisa do mundo. Para quem já perdeu um membro da família ou um melhor amigo, vocês conseguem imaginar ter um holograma dessa pessoa? Terrível. Eu não conseguiria.

Uma coisa que está acontecendo e que eu vejo vocês fazendo, é quando alguém está depressivo, eu vejo muitos de vocês se ajudarem, e eu não me canso de ver isso, continuem fazendo isso. É ótimo. A gente fala para deixar o Chester orgulhoso, mas vocês deixam todos nós orgulhosos.

Alguém está agradecendo pelo show tributo. Aquilo foi muito bom para nós, foi algo muito difícil de fazer, deu tanto trabalho para montar aquele show, foi loucura. Só para convidar todos as pessoas e ajeitar os horários, ter a ideia de como o show deveria ser, quem iria fazer o que. Foi doido, pelo menos pra mim. Mas no final do dia, foi como correr uma maratona, ela tira toda a sua energia, mas no final você se sente ótimo por fazer aquilo. Foi algo positivo para nós e ouvi que para muitos de vocês foi positivo também. Fico feliz. E nós pudemos ver várias pessoas que, eu e o Brad, compomos juntos, como John Green, Julia [Michaels], então foi ótimo, elas são boas pessoas. John é um cara ótimo, ele toca de tudo, não sei se vocês viram ele no palco. Foi legal.

Sempre gostei de tocar a New Divide, porque meu papel na música é muito simples, só toco uma nota no teclado, super simples. Então posso olhar para os lados e observar. Não lembro se foi na estreia da música, mas num eventos dos transformers, na Rússia, o público fez um flashmob. O que os sinais diziam mesmo? Eles seguravam vários sinais foi incrível, ah foi “Wisdom Justice and Love”. Foi ótimo.

Em New Divide o público estava alto nessa performance do One More Light Live.

Eu ainda não assisti Star Wars, vou assistir hoje a noite.

Quando vocês vão lançar a música que escreveu para o Chester? Eu não sei, eu não trabalhei mais nela, na verdade eu estava mesmo pensando em trabalhar nela hoje ou essa semana. Eu ainda não fiz nada. Eu falei com os caras na segunda, eu mandei pra eles uma cópia de uma versão gravada e eu sei que o Rob já fez o download então ele deve começar a trabalhar a bateria dela. Vamos ver.

Espero que vocês tenham visto o vídeo do Chester cantando Crawling. O legal daquele vídeo é que ele está ali com o público e todo mundo está com a mão dele e ele está apertando a mão de todo mundo. O bom é que estávamos com aquela câmera ali, mas a verdade é que ele fazia isso praticamente todas as noites, e era meio que assim todas as vezes. Esse momento do set era muito especial.

História de como a Leave Out All The Rest veio parar no set. A gente sempre gostou dela, da forma antiga, na versão do álbum. Mas eu tive essa ideia, quando estávamos fazendo os arranjos para o One More Light, essas músicas começam pequenas e vão crescendo e tive essa ideia de deixar algumas já altas no início, para pegar essa energia logo no início da música. E eu adoro o arranjo da Leave Out All The Rest, e ela ao vivo fica calma por bastante tempo, então perguntei pros caras “porque não colocamos uma intro grande nela?” e gostamos tanto que acabamos dobrando o tamanho da intro. E colocar ela logo depois da Crawling com essa intro deixou a transição bem especial e surpreendia bastante gente ao vivo.

Nós não temos DVD ou Blu-ray desse álbum. Algumas músicas nós não tínhamos filmagens o suficiente ou boas o suficiente. Acho que a gente até poderia fazer, mas não temos planos para isso. Já existem bastante shows nossos na internet, vocês conseguem encontrar eles.

Eu poderia mostrar o estúdio, tem várias tralhas espalhadas por aqui. A Anna está aqui. Nós trouxemos vários instrumentos aqui para o estúdio, eu normalmente não tenho todas essas coisas por aqui. As mesas do Joe e algumas das guitarras de shows do Brad, nós trouxemos dois meses atrás, quando estávamos trabalhamos para o set do Hollywood Bowl. Eu queria que a gente conseguisse fazer mais jams como quando a gente fazia quando ainda não tínhamos contrato com gravadora. Apenas passar um tempo juntos e tocar algo. A gente estava ensaiando para o show e agora vai ficar por aqui e nós provavelmente vamos tocar um pouco por aqui. Não é tão comum, a gente não costumava fazer jams, porque geralmente ficava muito alto, e irritava. Mas a gente está encontrando maneiras de fazer funcionar.

[Tocando Good Goodbye] Vamos falar do Stormzy. Quando a gente estava gravando o álbum One More Light, eu tinha ouvido algumas músicas deles, e eu não tinha ideia de que ele ia lançar um álbum tão grande. Teve toda uma hype em envolta dele. Ele tinha recém lançado o álbum quando escreveu a Good Goodbye e ele estava fazendo promo e o álbum dele foi super bem na Inglaterra. E eu não tinha nem ideia disso, foi louco. Mas ele tem um bom coração, toda vez que a gente fazia algo ele queria participar. Ele voou da Inglaterra para os Los Angeles para gravar o clipe da Good Goodbye por apenas algumas horas e ele voltou. E a mesma coisa aconteceu com a performance do álbum, ele voou para o show para participar.

Obrigado à todos, foi divertido. Continue ouvindo o álbum. E obrigado de novo por tudo. Vejo vocês na interwebs.


O Mike encerrou a live antes do álbum acabar de fato. E, depois de algumas horas, ele twittou:

Fiz a listening party no instagram live hoje com o novo álbum. Saí mais cedo e eu não dei nenhum motivo. Para ser honesto, foi porque é difícil pra mim ouvir a voz do Chester por tanto tempo. Eu estou bem, quero que saibam disso. Obrigado por entenderem🙏🏽❤️

Phoenix, também respondeu esse comentário: “Para ser honesto, eu não ouvi o álbum ainda… ouvi uns pedaços, não mais que alguns minutos cada vez. Quando ouço a voz do C, minha primeira reação é apreciar a sua voz, e o quão forte ela era, sempre achei isso. E então eu sinto a falta dele.

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About The Author

Fã em tempo integral e criadora de conteúdo nas horas vagas, meu hobby preferido é escrever sobre Linkin Park e conhecer novos fãs. Tive a oportunidade de ir em 10 shows do Linkin Park, sendo o primeiro em 2004 no Morumbi e tive a oportunidade de ir em 3 do Mike Shinoda, na turnê do Post Traumatic.