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[one_half]Mike e Anna Shinoda participaram do programa de rádio chamado Loveline para falar sobre o novo livro da Anna chamando Learning Not To Drown. O programa é feito por Psycho Mike e também estava presente o Dr. Drew que é um médico já personalidade na TV americana. O programa de rádio não falou só sobre o livro durante (são 2 horas de programa), as pessoas ligavam e faziam perguntas sobre outros assuntos, naquele dia relacionadas com as selfies e perguntas sobre sexo. Mas aqui está a tradução do que foi falado sobre o livro, sobre a Anna e algumas novidades sobre Mike e Chester.

Psycho Mike (PM): Anna e Mike Shinoda está conosco hoje (aplausos).
Mike: Heey!
Anna: Olá!

PM: O novo romance da Anna se chama Learning Not To Drown (“Aprendendo a não se afogar” – tradução livre) e será lançado dia 1 de Abril. Parabéns Anna por escrever o livro.
Anna: Obrigada.

PM: Isso sempre foi um sonho seu ou foi algo que veio tipo “vou exercitar meus pequenos músculos que escrevem”?

Anna: Eu sempre gostei de escrever, desde que eu me lembre. Eu trabalhava com publicidade musical e quando eu o Mike ficamos noivos, naquela época, eu estava trabalhando com publicidade musical e eu chegava em casa e começava a chorar, porque, para ser honesta, eu odiava trabalhar com publicidade. Desculpe, porque vocês trabalham com isso…

PM: Muito legal sua honestidade e seus sentimentos com a publicidade, é interessante que tem alguns trabalhos que tem pessoas que absolutamente amam o que elas fazem, que parecem que nasceram pra fazer aquilo e para outras pessoas aquilo é um desastre total. Meu pai poderia colocar uma arma na boca se ele tivesse que ir para o rádio, mesmo que por uma dia. E eu nunca senti a mesma coisa, eu me sinto muito em casa, aqui na rádio. E meu pai gosta de trabalhar com número, e eu odeio.

Anna: Sim, isso não era pra mim. E o Mike disse para mim “agora que nós estamos noivos, você não precisa continuar trabalhando. Vai e encontre algo que você ame”. Então eu fiz algumas aulas, e algumas aulas de redação, que eram as que mais me empolgavam. Então eu voltei a escrever, e isso foi há 11 anos. Eu comecei esse livro há 10 anos.

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Mike e Anna no Loveline

Dr. Drew: Então não posso resistir em perguntar, porque é um livro vivido, é intenso. Eu recomendo! A questão é como você se informou e criou o assunto?

Anna: Eu vou ser completamente honesta. Eu cresci com meus irmão e um irmão vai velho que saiu da prisão, e quando eu me tornei adulta, eu percebi que ele era um agressor sexual e eu realmente tive que descobrir como lidar com essas emoções. Eu sabia que eu não queria escrever algo não-ficção, porque eu queria respeitar minha família e eu queria respeitar suas histórias. Então eu peguei todas as minhas emoções e dei para a personagem principal do livro, a Clair, e deixei ela seguir em frente e ter sua própria história. Eu também fiz algumas pesquisas. Para, tipo, comparar o que eu estava passando e o que outras famílias estavam passando.

Mike: Eu me lembro da Anna me contando, talvez você (Anna) queira falar sobre isso, mas ela disse que começou a pesquisar para criar algumas partes do livro. Ela estava lendo histórias de outras pessoas, e meu deus, o evento como um todo e algumas coisas específicas, como uma cena de violência… nós percebemos que várias pessoas tinham exatamente a mesma história, como um estranho padrão, com, sabe, essas situações.

Anna: Eu realmente queria escrever algo como uma história real. Eu não queria que a história se tornasse algo louco e dramático. Eu queria que fosse uma reflexão do que essas famílias, como a minha, passam sobre isso.

PM: Anna, você falou que para escrever o livro, você teve que entrar na vida de adolescentes modernos. Tenho certeza que você descobriu várias coisas atualizadas. Você viu coisas que um adolescente moderno faz que deixou você triste ou chateada?

Anna: Eu acho que a quantidade de informações que existe online é algo que me deixou preocupada. Porque, quando eu cresci, não tinha internet, talvez só no final do colégio. Uma coisa que acontece é que as pessoas colocam muitas informações pessoais nos seus murais, contando suas histórias, elas querem ser ouvidas. De uma certa forma isso foi inspirador, mas também é algo que me deixou um pouco triste de certa forma, porque se eles estão colocando suas coisas lá, é porque elas não estão sendo ouvidas por alguém.

PM: Eu acho que muitos adolescentes gostam de ser ouvidos. O problema dessa garantia de que você vai ser ouvido online, é que não necessariamente vai receber respostas positivas. Ser transparente tem seus altos e baixos, e eu acho que adolescentes de 15 anos não são muito receptivos.

Mike: Tem um cara escrevendo um livro sobre esse canal aberto de críticas que a internet fornece, que pode inibir potenciais, pessoas como eu e ele fez uma pequena entrevista comigo para o livro e com várias outras pessoas. É sobre como as críticas online podem mudar totalmente o “momentum” do que você está fazendo. Tipo, você está escrevendo uma música, você passa meses e meses fazendo, e você está orgulhoso dela, e então você lança ela e alguém vem e fala algo realmente desagradável que tipo te derruba.

PM: Você e os caras do Linkin Park realmente investem em receber comentários de seus fãs. Sério, vocês realmente fazem isso. Eu tava pensando, se tem um lado ruim, porque quando vocês lançam um novo álbum, vocês estão cientes do que as pessoas querem.

Mike: Bem, quero dizer, por sorte, por 10 anos nós temos ouvidos coisas e nós não damos as costas para isso, os caras falam com as pessoas no twitter, a gente olha essas coisas e quando nós recebemos mais atenção, tipo quando a gente acaba de lançar um novo single, como há duas semanas, então as minhas “mentions” no twitter ficam uma loucura e as pessoas estão mais focadas na banda. E quando isso acontece, eu tenho que ser honesto, a qualidade dos tweets caem terrivelmente. Porque todo mundo está tão eufórico querendo escrever algo, que eles nem sempre pensam antes de twittar. Não estou falando de uma forma negativa, não estou falando disso, eu estou apenas falando, que sendo positivo ou negativo, eles estão apenas cuspindo coisas, apenas o que está passando nas suas cabeças. Você apenas deixa rolar.

Eu tenho sorte porque, Joe e eu, nós estudamos ilustração na escola de artes e no primeiro ano, nós tínhamos que fazer pinturas como trabalho de casa que demoram umas 12 horas. E depois na aula todos tinham que dizer o quanto estava terrível, e você tinha que aguentar aquilo. Durante o primeiro mês você odiava, mas depois de um certo ponto você não se incomodava mais. Tipo, aquela pessoa disse algo negativo, e eu não concordo com isso, então é lixo, tanto faz. Aquela outra pessoa disse algo que me incomoda, e me incomoda porque é verdade, então eu tenho que aprender a aceitar isso para me aprimorar e melhorar meu trabalho. E então isso se torna algo construtivo. Anna e eu falamos sobre isso bastante, e como é a primeira vez dela, de um trabalho de 10 anos…

Anna: Eu tive 22 revisões do meu livro.

PM: O quanto você aprendeu do Mike, sobre esse processo criativo, porque esse cara está familiar com isso.

Anna: Definitivamente eu aprendi. Algumas coisas foram diferentes, eu entrei para um grupo sobre criatividade com escritores e nós nos encontramos uma vez por semana para escrever ou comentar sobre o trabalho dos outros. E o Mike, sempre vi ele como um leitor, num ponto diferente do processo. Eu nunca deixei ninguém ler meu primeiro esboço de nada, mas uma vez que estava em um ponto para ser lido, eu deixava o Mike ser o meu primeiro leitor. E ele dá ótimos comentários, porque ele entende os dois lados do processo, o que é ótimo. Quando eu recebia as anotações do meu editor, eu ia no estúdio dele e ficava lá chorando por 20 minutos até que ele podia ler e ele dizia tipo, OK.

Mike: Ah isso foi exagerado, eram apenas uns 10 minutos.

Anna: Mas foi legal ter outra pessoa criativa em casa. Bem, o Mike recebe críticas o tempo todo dos seus colegas da banda também.

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Mike e Anna tirando a selfie que ele postou no seu instagram

PM: Mike, você tem que se preparar fisicamente para a turnê, certo?

Mike: É verdade. Eu tenho que, no mínimo, tomar cuidado com coisas relacionadas ao coração (cardio). Nós levamos isso a sério, porque são +- 90 minutos de show e uns 4 ou 5 shows por semana. E o Chester, bem, tem algo interessante. Se você sabe quantas calorias se perde malhando na academia, você vai entender, mas uma vez ele colocou aqueles monitores que contam quantas calorias foram gastas e numa performance de 90 minutos, ele queimou 1500 calorias! É uma loucura! Isso foi entre se aquecer, fazer o show e esperar a adrenalina baixar. Eu não queimo isso tudo, não tem como!

Mike: Eu quero acrescentar algo que sempre vem na minha cabeça quando estamos conversando, especialmente por estarmos aqui juntos. Eu quero dizer que quando a Anna estava escrevendo seu livro, bem nós conversamos antes sobre isso, se a gente deveria fazer isso juntos, me colocar junto, para introduzir o livro às pessoas e receber atenção, e nós decidimos que não iríamos fazer isso. Então ela entrou em todo o processo de publicação sem estar associado a mim ou ao Linkin Park. Ela conseguiu a editora, ela foi indicada a dois prêmios, toda a coisa completamente sozinha, por mérito da escrita dela. O que é muito legal, ela fez isso com integridade e eu amo isso.

PM: Isso torna as coisas mais gratificantes, não?

Anna: Com certeza. Eu estou orgulhosa do que eu escrevi e eu estou ansiosa para que esteja por aí. Eu sinto que o livro não está completo até que alguém leia. Então mal posso esperar para as pessoas pegar o livro e ler, se gostarem.

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Dr. Drew

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Psycho Mike

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Livro Learning Not To Drown

Quem quiser ver os vídeos do programa (em inglês):

Parte 1

Parte 2

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