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Mike Shinoda fez uma live de uma hora e meia na página do Monster Energy no Facebook. A sua turnê na América do Norte faz parte do Outbreak Tour, uma turnê focada em artistas emergentes, que já teve como convidados Asking Alexandria, Of Mice & Men, Bullet For My Valentine, Iggy Azalea, Lil Xin, entre outros. 

A transmissão aconteceu com o ex-skatista e apresentador The Dingo, também amigo de Mike Shinoda. Foi o contato entre eles que fez a turnê do Outbreak Tour possível, pois Mike Shinoda quis fazer parte dessa turnê e entrou em contato com Dingo. 

Dingo falou que era fã do Linkin Park quando tinha 15 anos, quando In The End foi lançada. Ele havia acabado de sair do seu país para ir morar nos EUA para perseguir seu sonho e a música foi um grande incentivo. Acabou conhecendo e ficando amigo do Mike Shinoda. Ele conheceu a banda por volta de 2008, e falou que ficou impressionado como eles pessoas normais. Foi estranho pra ele, pois ele estava nesse meio artístico fazia um tempo e geralmente artistas tinham um ego estranho, eram intocáveis, ou existia algo bizarro em torno deles. Mas quando ele conheceu o Linkin Park foi divertido e sem nada estranho. 

Mike Shinoda desenhou durante a transmissão e falou “ultimamente tenho desenhado esses gatos estranhos”

Mike falou que sempre achou que ele iria trabalhar com arte ou pintura, e que música era só o hobby dele. Então disse que é incrível o trabalho dele ser o hobby dele. Se torna divertido e pouco estressante.

Geralmente Joe e Mike eram os responsáveis pelas coisas gráficas da banda. Eles não faziam a arte de fato, mas sempre tinham a ideia do que fazer e escolhiam os fotógrafos ou quem fosse ajudar a dar vida ao que eles tinham em mente. Eles sempre mantiveram interno os processos que envolviam a banda, mas convidavam pessoas que fazem isso profissionalmente para ter qualidade para os fãs e para a banda. Seja um álbum, camiseta, etc.

Make It Up As I Go é um dos clipes favoritos do Mike. Ele tinha uma ideia de como queria o clipe, queria em stop motion e algo que combinasse com a arte do álbum, que é com papéis rasgados, colagens e camadas. Ele conhecia esse diretor da Espanha, Antony, que fazia um trabalho similar e aceitou em cheio ao fazer o clipe da música.

Ele escolheu colaborar com os convidados escolhidos para o álbum porque ele queria trabalhar com pessoas que tivessem uma certa conexão com ele, porque as letras eram bastante pessoais e ele queria principalmente pessoas que o conhecessem pessoalmente. Com o Blackbear, ele já havia feito algumas sessões de composição no passado. Eles trabalharam juntos com a Sorry For Now do Linkin Park, no álbum One More Light. Blackbear também conhecia o Chester dessas sessões. Com o Machine Gun Kelly, eles são amigos faz tempo e também conhecia o Chester e existia uma conexão. Com o Grandson foi exceção. Mike não pretendia colocar ele no álbum, ele ouviu a Blood Water do Grandson e achou o cara interessante e começou a segui-lo no instagram. Instantaneamente, Grandson mandou uma DM pro Mike comemorando que o Mike estava seguindo e então eles trocaram algumas mensagens. Mike descobriu que eles moravam perto um do outro e convidou pra almoçar e a amizade foi evoluindo.

Perguntaram se ele vai trocar o Grandson em algum dos shows da turnê, ele falou que pode acontecer se eles estiverem na mesma hora e lugar, como festival ou algo assim.

Mike Shinoda e Grandson no clipe “Running From My Shadow”

Falaram sobre Ghosts e Boris. Ele falou que os fãs fazem um tipo de flashmob durante os shows na música Ghosts, trazem as meias que compraram na loja online do Mike Shinoda ou fazem as suas próprias versões do Boris e Mrs. Oatmeal. Ele usou o Pro Create no iPad ou algo como Animate, ele não lembrava o nome do app, pra criar as animações do clipe.

Ele não tem planos de lançar a música Looking For An Answer, pelo menos por agora.

Preferidas do álbum Post Traumatic são: Make It Up As I Go e Running From My Shadow.

Mike Shinoda mostrou um pouco do equipamento que ele usa nos shows

Ele falou que o Dan Mayo (baterista) e Matthias Harris (tecladista, guitarrista e vocal de apoio) sabem improvisar bastante e aprendem as músicas rápido. Ele passou uma música pro Dan e ele aprendeu em 15 minutos. Eles ensaiam só um pouco, não precisa ser tudo sincronizado.

Sobre Matthias Harris: Matt e Mike se conheceram através do manager, Bill. Mike viu alguns vídeos dele no YouTube e trabalhava com alguns artistas que o Mike gostava. Eles se conheceram quando Matt estava fazendo turnê com o Jason Mraz. Matt sempre gostou de ser multi-instrumentalista e não gosta de apenas tocar um instrumento. Ele prefere tocar vários instrumentos mais ou menos do que apenas um muito bem. Mike disse que ele se sente da mesma forma, e falou que fez as músicas do Post Traumatic empilhando os instrumentos que ele sabe tocar, então ele precisaria de pelo menos uns quatro Mikes no palco. Mike precisava ser criativo e precisava de ajudar em como montar os shows usando tecnologia como repetidores e Matt sabia trabalhar com isso. Matt é fã de carros e motos, o hobby dele é construir motos customizadas e correr com elas.

Sobre Dan Mayo: Mike tinha um amigo que era grande fã do Dan Mayo. Mike queria alguém que fosse muito bom tecnicamente mas que tivesse personalidade e soubesse improvisar, então esse amigo recomendou e mostrou o instagram de Dan e o Mike pirou. Dan acordou um dia e viu uma mensagem do Mike no instagram dele. Dan é de Israel e tem uma banda de três integrantes chamada Tatran, com músicas apenas instrumentais.

Mike estava um pouco preocupado em tocar com eles antes da turnê. Por causa de problemas com visto – cada um é de um país diferente, Mike dos EUA, Dan de Israel e Matt da Inglaterra – eles estavam ensaiando apenas por vídeo. Cada um gravava um pedaço e envia para os outros. Eles foram se encontrar de fato apenas um dia antes da turnê na Ásia.

Mike Shinoda, Dan Mayo e Matthias Harris

Ele vai fazer turnê fora da América do Norte apenas se tiver demanda. Ele deu um exemplo, fãs da Austrália precisam fazer barulho e pedir para os produtores chamarem ele. Os fãs tem que pedir as músicas nas rádios, divulgar, ajudar a visibilidade. 

Perguntaram qual era a música mais difícil de tocar, emocionalmente. Ele falou que as letras são bem significantes mas não chegam a ser difíceis de tocar emocionalmente. Tem partes do show que são um tributo e que ele fala sobre Chester, mas o show como um todo não é um tributo, não é um show triste, é divertido. Mas ele diria que a mais difícil é In The End.

Ele disse que não tem dificuldade em cantar músicas como a Castle Of Glass, porque a música demo era apenas ele cantando. Na versão final do álbum ficou ambos nos vocais, Mike e Chester. Mas emocionalmente não é difícil porque, na memória dele, existe essa versão que era apenas Mike cantando sozinho. Então é natural para ele cantar dessa forma. 

Perguntaram se ele escreve música para outros artistas. Ele disse que já fez isso e que tem pensado em compor mais com outros artistas. Mesmo durante as composições do Linkin Park, a relação com o Chester era, as vezes ele escrevia e mostrava para o Chester e eles trabalhavam na música juntos. As vezes ele mostrava e o Chester não gostava, e as vezes o Chester falava que tava ótimo e já cantava, sem alterações. Ele disse que poucas vezes o Chester de fato compôs a música completa. Uma delas foi a The Messenger. Mas que no geral, era uma colaboração entre o Mike e o Chester.

Mike disse que os outros integrantes do Linkin Park estão bem. Ele almoçou com o Brad esses dias. Eles não tem planos por enquanto de fazer algo com a banda, mas ele falou que quando tiverem planos com certeza ele vai informar todos. 

 

Fonte: Monster Energy page | Resumo e adaptação Linkin Park Brasil

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About The Author

Fã em tempo integral e criadora de conteúdo nas horas vagas, meu hobby preferido é escrever sobre Linkin Park e conhecer novos fãs. Tive a oportunidade de ir em 10 shows do Linkin Park, sendo o primeiro em 2004 no Morumbi e tive a oportunidade de ir em 3 do Mike Shinoda, na turnê do Post Traumatic.