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Faltavam ainda 4 horas para começar o show e o exterior do Hollywood Bowl já estava repleto de fãs, que se dividiam entre visitar o estande da loja oficial, esperar para retirar as pulseiras coloridas com frases de música do Linkin Park, escrever uma homenagem no mural para Chester, ficar em uma rodinha de violão cantando as músicas do Linkin Park, procurar por conhecidos – muitas vezes fãs que se conheceram online e ali seria a oportunidade de vê-los pessoalmente pela primeira vez, ou simplesmente andar para lá e para cá, aguardando o tão esperado show.

Fãs do mundo inteiro apareceram para prestigiar. Mesmo com 36 horas de viagem, lá estava um fã da Austrália, também da China, Japão, Brasil, Argentina, Peru, México, Inglaterra, Alemanhã, Africa do Sul, entre muitos outros países. A atmosfera era de alegria, de celebração da vida, de agradecimento por poder estar presente nesse show. Fãs entregavam uns aos outros palhetas com fotos do Chester, cartões com fotos do Chester e bastões rosas para o Flashmob durante a música One More Light. 

Brasileiros no Hollywood Bowl

Na abertura, o DJ Z-Trip tocou seu set, e entre as músicas escolhidas teve a que fez em colaboração com Chester Bennington, chamada “Walking Dead”. Foi o primeiro momento da noite que a voz de Chester ecoava pelo Hollywood Bowl e fazia os nossos corações ficarem um pouco mais apertados. 

A ansiedade já tomava conta do local quando a banda finalmente subiu ao palco. E não poderiam ter começado de forma mais perfeita, com um mashup de Robot Boy com The Messenger e Iridescent seguida de Roads Untravelled, tocada pela primeira vez ao vivo. As letras “se lembre de que você é amado e sempre será, esta melodia sempre trará você de volta para casa.” (The Messenger), “lembre-se de toda a tristeza e frustração, e deixe a ir.” (Iridescent) e “se você precisar de um amigo há um lugar aqui, junto de mim.” (Roads Untravelled) lembrou a todos nós o incrível poder de cura que uma música pode ter. Ao mesmo tempo em que nossos olhos transbordavam lágrimas, sentíamos uma mistura de tristeza, saudades, esperança e orgulho de ver a novamente banda no palco. 

Os vídeos com momentos do Chester que eram mostrados entre músicas, foram na medida certa e deram o toque ideal para fazer os fãs se emocionarem, mas sem tornar o show pesado demais. A decisão de deixarem o público cantar os clássicos Numb e In The End, somada com a delicadeza dos detalhes em deixar apenas uma luz iluminando o microfone vazio decorado com folhas enquanto 17000 vozes ecoavam a letra que todos nós sabemos de cor, foi um dos pontos altos do show. Foi naquele momento, com o microfone vazio representando a falta do Chester, que um filme passou na cabeça de vários fãs, relembrando toda a história do Linkin Park. As vozes ecoando o Hollywood Bowl fez um morador vizinho do local comentar que em 20 anos que mora lá, nunca ouviu um público tão alto e claro como o desta noite. (Veja um trecho abaixo dos fãs cantando e o Mike emocionado:)

Ouvir o Mike Shinoda cantando One More Light foi mais um daqueles momento belos e dolorosos. Sempre tive curiosidade de saber como ficariam as músicas na voz do Mike Shinoda, mas não nessas circunstâncias. A imperfeição do Mike, com a voz rouca e uma falha nos acordes, foi o que fez esse momento perfeito. E então, sozinho no piano, tocou uma música demo para a surpresa de todos. Como se esse show já não tivesse surpresas suficientes, eles quiseram compartilhar uma música nova, com uma letra extremamente pessoal, que diz “Havia algo que eu poderia dizer, ou algo que eu não deveria ter feito?“. O flashmob feito pelo fãs segurando os bastões rosas somados com uma pulseira de led entregue pela equipe do Linkin Park para cada fã deixou o lugar mágico. 

Foto por: Mark Fiore

Mas o propósito da noite era a celebração da vida, que foi celebrada com sucesso. Foi incrível ver tantos convidados prestando suas homenagens. Ryan Key, Gavin Rossdale, Alanis Morrisette, John Green, Taka, Steven McKellar, Julia Michaels, Kiiara, Machine Gun Kelly, Korn, Oli Sykes, System of a Down, Sum 41, Blink-182. Até mesmo as homenagens por vídeo do U2, Jared Leto, Paul McCartney, e mais. A coragem da Talinda em dar um discurso em frente a uma arena lotada. E mais incrível ainda, ver os 5 integrantes do Linkin Park se curando da dor junto com seus fãs.

Grata ao Linkin Park pela dedicação em tornar esse show realidade. Três horas de show, com todos os detalhes foram pensados com muito cuidado e carinho. Desde a escolha do local, até em convidar músicos que eram fãs do Chester, como Ryan, Oli e Machine Gun Kelly, convidar músicos que o Chester era fã, como Steven. Iniciar e terminar o show com The Messenger, uma música com uma letra tão poderosa. A sincronização das luzes em New Divide de acordo com as luzes do show que passava no telão com o Chester. Deixar os fãs cantarem com o vídeo Unicorns & Lollipops e depois ainda fazer piada disso, dizendo que eles não precisavam estar ali porque a gente pode cantar vendo o vídeo. Relembrar o discurso do Chester sobre a tragédia em Maschester e ver quanto ele absorvia o peso do mundo o quanto ele queria fazer o bem. 

Deu para notar como Mike Shinoda cresceu como líder da banda durante o próprio show. Ele começou inseguro e foi conquistando o seu espaço no palco, sempre sorrindo, apoiado pelos fãs e pela banda. O seu suspiro no final do show mostrava o alívio e a sensação de dever cumprido, orgulhoso. Não somente Mike, mas dava para notar como Joe, Brad, Rob e Dave estavam orgulhosos do próprio tributo.

Foto por: Heloisa Simon

Infelizmente, o show teve que chegar ao fim, e ele foi encerrado com a frase “Nós não sabemos para onde vamos daqui. Mas nós certamente agradecemos o seu apoio quando chegarmos lá. Nós continuaremos compartilhando essas coisas com vocês, nas redes sociais. Mas, o mais importante, mantenha Chester em seu coração e faça com que Chester se orgulhe!“. A positividade do Mike Shinoda ajudou a todos a processar a perda e a celebrar a vida. A banda precisava disso e os fãs precisavam disso.

Obrigada Linkin Park por esses 16 anos! Obrigada por terem feito um show tão perfeito, a altura que o Chester merecia. E na verdade, não faltou o Chester, porque tenho certeza que ele estava lá cantando com nós.  

Autora: Heloisa Simon | Admin da Linkin Park Brasil

Foto por: Heloisa Simon

Foto por: Heloisa Simon

Foto por: Heloisa Simon

Foto por: Heloisa Simon

Fitas coloridas com frases de músicas do Linkin Park

Foto por: Heloisa Simon

Foto por: Heloisa Simon

Bandeira do Brasil no palco do show!

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