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Guitarrista da banda Of Mice & Men, Phil Manansala, foi entrevistado pela MusicRadar e falou sobre experiências com Mike Shinoda e Brad Delson durante turnê que fizeram juntos em 2014. Também falou sobre alguns abalos ao longo do caminho, mais notavelmente a saída do vocalista original, Austin Carlile, em 2016, devido a problemas de saúde.

O OM&M já foi banda de apoio – desde o Linkin Park ao Slipknot – nas maiores turnês de metal da era moderna. Desde 2009, a banda tem se tornado uma das bandas de metal mais bem sucedida da nova geração. O guitarrista Phil Manansala e Alan Ashby – o último a se juntar a banda – se tornaram um excelente time, com uma sinergia quase telepática.

Phil Manansala, guitarrista do Of Mice & Men

MusicRadar: Juntamente com todo esse barulho, existem elementos pops. Como vocês fizeram para integrar diferentes estilos?

Quando escrevemos o álbum Restoring Force (2014) tivemos a chance de trabalhar um pouco com Mike Shinoda do Linkin Park. Ele nos mostrou sua teoria de como quebrar uma música da Britney Spears – partindo da introdução, verso, refrão ou pré-refrão, bridge, chorus, finalização, etc. Ele nos mostrou que as músicas pops seguem um formato simples. Ouvindo muita música pop, como Britney, NSYNC, Backstreet Boys e a lista continua, eu nunca tinha percebido as semelhanças entre esses métodos de composição e a nossa música.

Eu meio que só escrevia breakdowns e riffs loucos, pensando no que a plateia estaria fazendo – sem entender que eu estava seguindo um formato. Nós ficamos surpresos com tudo isso, até Mike nos mostrar isso. Em nosso primeiro álbum, há algumas músicas que seguem um formato pop, mas provavelmente não sabíamos disso. Quando você é novo e escreve música, você realmente não pensa sobre isso, mas a medida que envelhece, mais e mais pensamentos surgem.

MusicRadar: O cantor original Austin Carlile deixou a banda em 2016 devido a complicações de saúde. Quanto afetou a mudança na formação?

A banda sempre compos as músicas juntos. Em Restoring Force, havia algumas músicas que o Austin (cantor screamer) não queria assumir a liderança e o Aaron (cantor limpo) preenchia o espaço muito bem. Como por exemplo, a música Would You Still Be There, que acabou sendo um dos nossos maiores sucessos.

Qualquer banda que perde seu vocalista sentirá como se tivesse perdido um de seus membros mais influentes – talvez não musicalmente, mas definitivamente com os fãs. Austin teve um ótimo relacionamento com nossos fãs e ainda tem, então como membro da banda continuando, é claro que nós sentimos um baque, porque perdemos alguém. Foi muito impressionante quando tudo aconteceu, vendo os fãs falarem sobre isso.

Mike Shinoda, Austin Carlile e Chester Bennington

Então voltamos ao estúdio e pegamos nossos instrumentos, imaginando o que faríamos a seguir. Aaron acabou fazendo todos os vocais, e todos nós concordamos depois de três músicas, que seríamos burros de parar de tocar música porque perdemos o Austin.

Foi um grande choque, mas sempre fomos o núcleo da banda, escrevendo a maior parte da música. Especialmente porque Aaron era um dos compositores principais, foi muito fácil para ele fazer os vocais no álbum Defy – fazia sentido melodicamente e vocalmente para ele compor as músicas.

Vocês pensaram em conseguir um vocalista substituto?

Seria impossível alguém substituir o Austin. Os fãs iriam preferir nos odiar do que tentar curtir a nossa nova música com um novo screamer no line-up. Mantendo apenas nós quatro e sabendo que faríamos nós mesmos, sentimos como se estivéssemos nos desafiando, contra todas as probabilidades.

Tem sido uma montanha-russa de emoções: Fizemos nosso primeiro show dia 21 de abril do ano passado, então já faz mais de um ano como uma banda de 4 integrantes. Eu não tenho medo de dizer que este é o nosso melhor ano como banda. Claro, nós fizemos uma turnê com o Linkin Park e o Slipknot, mas agora eu sinto que estamos tocando para um público novo a cada noite, tendo que re-provar quem somos como banda. Nós ainda estamos fazendo isso!

MusicRadar: Essa turnê do Linkin Park foi um grande momento para Of Mice & Men. Sendo um dos membros mais quietos dos heróis do nu-metal, você teve a chance de aprender muito com o guitarrista Brad Delson?

Ele era muito quieto! Mas ele não era cara fechada, nem nada. Eu acho que ele só gosta de relaxar sozinho, mas teve algumas vezes nessa turnê que ele veio conversar comigo e com o Alan.

A principal coisa que eu peguei dele foi das suas performances ao vivo: ele faz parecer tão fácil – quase como se ele não estivesse tocando a música! Você teria que olhar para as mãos dele para saber com certeza! E na verdade, ele não usa fones de ouvido internos… todo mundo na banda usa, mas ele não – apesar de usar aquelas fones grandes. Então o timing dele tem que ser impecável – e ele consegue entrar na hora certa com tudo. Isso é realmente impressionante.

Sua presença de palco é incrível também; ele sabe o que está fazendo lá em cima. Nós só nos falamos algumas vezes, mas ele era peculiar e também bastante tímido. Seus riffs são de certa forma uns dos mais simples riffs de metal de todos os tempos, mas também são uns dos mais cativantes. Ele estava definitivamente fazendo algo certo no Hybrid Theory e em todos os álbuns desde então. Conseguir ver essas performances todos os dias foi definitivamente alucinante.

Fonte: MusicRadar

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About The Author

Fã em tempo integral e criadora de conteúdo nas horas vagas, meu hobby preferido é escrever sobre Linkin Park e conhecer novos fãs. Tive a oportunidade de ir em 10 shows do Linkin Park, sendo o primeiro em 2004 no Morumbi e tive a oportunidade de ir em 3 do Mike Shinoda, na turnê do Post Traumatic.