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Existem canções que Mike Shinoda não consegue cantar. One More Light, por exemplo.

A balada que está presente no álbum que leva o mesmo nome lançado pelo Linkin Park em 2017, já era um tributo profundamente pessoa quando Shindoa escreveu, foi uma homenagem a um amigo que havia morrido de cancer. Mas, após o último ano, a morte por suicídio do co-vocalista, Chester Bennington, ela se tornou um hino do luto dos fãs no mundo inteiro. 15 mesees depois, Shinoda ainda não consegue trazer ele mesmo e ir até lá.

“É realmente uma canção difícil de cantar, emocionalmente falando,” diz Shinoda, o cantor de 41 anos e a força criativa do Linkin Park. “Mais importante, embora, isso colocaria o set pra baixo de uma forma que eu não sei se — seria como um buraco negro. Eu não sei se nós conseguiríamos nos recuperar do peso emocional dessa música.”

E neste momento emocionalmente precário no tempo, a recuperação é de suma importância para Shinoda. Sua nova turnê solo, que termina no Ritz Ybor em Tampa na sexta-feira, até agora foi uma terapia de luto para os fãs do Linkin Park que ainda estão em estado de choque. E cabe a Shinoda guiá-los juntos.

“É realmente minha responsabilidade no contexto do show,” ele diz, “Você stá direcionando o tráfego, sendo o mestre de cerimônias, lendo a multidão, liderando nossa jornada emocional e descobrindo aonde ir em seguida.”
Uma força criativa inquieta – além de escrever, cantar e fazer raps com o Linkin Park, ele é um designer gráfico e ilustrador que estava fortemente envolvido em aspectos não musicais da banda – ele se escondeu após a morte de Bennington escrevendo canções sobre perda e cura para o que se tornaria seu primeiro álbum solo, “Post Traumatic”.

O álbum é pesado, mas em 16 canções, isso progride em direção a um lugar de mais luz e esperança. Shinoda sabia que ele tinha que planejar sua tour desta maneira também. Ele sabia que elas seriam um lugar onde os fãs poderiam se misturar e sofrer juntos; essa parte foi inevitável, mas ele queria elas para entregar algo mais.

“Indo para isto, a última coisa que eu queria era ter um show triste,” Ele diz. “Eu não quero ir a um show triste, e eu não sei se a maioria dos nossos fãs poderiam querer se sentir desta maneira por 90 minutos. Definitivamente, existem momentos de tributo e momentos que irão atingir diferentes pessoas em diferentes maneiras emocionais — Tipo, você terá um fã sorrindo, grintando e dançando a poucos passo de um fã que vai estar chorando. E é a vida.”

Os primeiros shows olos de Shinoda eram verdadeiramente solo; somente ele, o piano e a liberdade para tocar o que ele quisesse. Agora, ele está acompanhado de dois outros músicas, mas o quadro-negro está relativamente em branco. Ele ficou bom em descobrir quais platéias querem ouvir mais músicas do Linkin Park, quais platéias conseguem suportar os momentos mais profundos, quais platéias iriam ser mais receptivas com as canções da sua carreira solo e da sua banda paralela, Fort Minor. Ele está tentando facilitar esse sentimento — ele só precisa entender o que esse sentimento precisa ser em cada noite.

“O que nós passamos juntos como comunidade ao redor do Linkin Park não é tudo sobre mim, e nem mesmo sobre a banda,” Ele diz. “Os fãs são a comunidade. E a coisa que eles sentem, a coisa que eles experimentaram, acontece se eu estiver lá ou não.”

Ele relembrou um show recente na China, no qual ele foi instruído a deixar o local do show imediatamente após deixar o palco, para que ele não ficasse preso no tráfico por uma hora.”

“A banda ainda estava terminando a última nota da última canção quando eu estava no meu carro dirigindo,” Ele disse. “Eu recebi uma mensagem 15 minutos depois do nosso manager de produção que disse, ‘o show terminou, mas um terço do público ainda está aqui cantando canções do Linkin Park.’ Eles não estavam pedindo um bis; isto não foi algo orquestrado por mim. Eles estavam fazendo isso por si só.”

Até certo ponto, os Shows de Shinoda está ajudando ele a entender a “evolução emocional” do Linkin Park daqui pra frente. A banda poderá obviamente repensar como replicar ou substituir Chester Bennington. Algumas canções como “In The End”, “Numb” e “Heavy”, Shinoda se sente confortável em fazer da sua maneira ou com o público cantando as partes de Bennington. Outras como One Step Closer, “poderia ser um absurdo”. Até mesmo One More Light —que originalmente ele cantava os vocais principais, até a banda ir com a versão de Bennington um pouco antes do álbum ser completado. — “Eu não sei se eu irei fazer isso nesta tour”.

A recuperação está em processo, mas os shows tem ajudado. No palco, de frente para o futuro junto com seus fãs, é onde ele precisa estar.

“Não há nada que possa substituir isso,” ele disse. “Eu não sei para onde isso tudo vai levar, mas esse é um período bem produtivo e frutífero para mim.”

Fonte: Tampa Bay
Tradução: Gabriel Guilherme

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