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Há 16 anos, o Linkin Park lançava o seu primeiro álbum clássico, o Hybrid Theory, que desde então vendeu 10 milhões de cópias só nos Estados Unidos. Para comemorar o aniversário do álbum, Mike Shinoda e Joe Hahn falaram com a Complex TV sobre os bastidores do álbum e o seu impacto global. O vídeo original está no final desta matéria, e abaixo segue a tradução do diálogo:

Um álbum rock em meio à cultura pop

Mike: “Foi difícil para nós no começo… ter um álbum tão popular num momento em que, por exemplo, estavam surgindo artistas como a Britney Spears. Quando as pessoas ouviam o nosso álbum, elas ficavam maravilhadas, e o álbum estava por todos os cantos.”

A mudança de estilo

Mike: “Então, dois álbuns depois, se essas pessoas não estivessem em contato com a banda o tempo todo, fossem só ouvintes casuais, se eles não estivem atentos ao que o Linkin Park estivesse fazendo, eles talvez não entendessem para onde nós estávamos evoluindo. Eu acho que isso se encaixa com todos os artistas. Se o cara não está ligado para onde a banda está indo, ele pode não entender o som. Nós éramos bem novos quando fizemos o nosso primeiro álbum. Nossos gostos e estilos mudaram bastante desde essa época, nós obviamente crescemos como seres humanos. Nós tentamos olhar para o futuro e tentamos colocar tudo isso na mesa.”
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A arte da capa do Hybrid Theory

Mike: “Bem, sobre o soldado que tem na capa do Hybrid Theory: Nós tínhamos alguns tipos de soldados. A gente tinha influência na época do artista chamado Banksy – que é um artista de rua britânico, com trabalhos expostos nas ruas de Bristol, Londres e várias cidades pelo mundo. – Na época ele estava fazendo uns macacos com roupas espaciais, e ninguém sabia direito disso na época, mas nós éramos artistas, estávamos ligados na comunidade artística e nós pensamos “Vamos fazer alguma coisa assim“. Então nós fizemos várias imagens, eu fiz a imagem do soldado, e o Frank Maddocks colocou as asas nele. Nós tínhamos uma outra versão do soldado que estava de lado, segurando a bandeira. A gente até tinha gostado mais dele quando colocamos na capa, mas a gente acabou guardando ele pra mais tarde, para liberar com uma nova campanha, e nós acabamos usando ele na capa do single In The End.

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Capa do single In The End

O logo e a fonte da letra do Linkin Park

Mike: “A gente era muito ligado com arte de rua nos dois primeiros álbuns. O soldado na capa, e o que a gente chama de box logo que é aquele LP em graffiti.”

Joe: “A gente quando era mais novo desenhávamos vários logos. A gente demorou um pouco pra conseguir esse logo, mas queríamos algo que fosse simples e marcante.”

Mike: “A gente queria um logo que pudesse ser usado todos os dias, queríamos que os fãs pudessem usar o logo o tempo todo. A gente gostava de usar os colchetes, parecia que dava um destaque. O logo, e o próprio nome do álbum [HYBRID THEORY] estava entre colchetes, e depois a gente viu a MTV e outras bandas usando…. e falamos “Ei, essa ideia aí é nossa!“. A gente ficou tipo “uau, eles realmente estão prestando atenção no que os artistas estão fazendo“.

Joe: “Quando a gente fez a fonte (da letra) do Linkin Park e do Hybrid Theory, depois começamos a ver essa fonte sendo usadas em vários outros lugares. Depois que usamos, estava em todos os lugares. Quando a gente trocou o logo para o logo redondo tipo relógio, a gente também viu isso em vários lugares. Então, continua acontecendo… na primeira vez a gente ficou meio ‘de cara’ mas agora a gente acha legal, percebe que as pessoas estão prestando atenção.

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Logo estilo graffiti

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Logo estilo relógio

 

 

 

 

 

 

 

A origem do sucesso

Mike “É difícil dizer porque alguma coisa faz ou fez sucesso. Ninguém é tão esperto para saber o que vai ser sucesso. A gente sempre fez as coisas porque a gente amava fazer isso. Mesmo que a gente tivesse que gastar dinheiro pra fazer isso. Voltando aos anos 90, nas nossas primeiras músicas, a gente gastava dinheiro para fazê-las. A gente gastava o dinheiro do trabalho com guitarras e equipamentos, CDs e equipamentos de gravação. A gente até gastava dinheiro para ir fazer os shows.”

Mike: “Acho que naquela época a gente teve umas 15 gravadoras que vieram falar com a gente, incluindo o produtor Clive Davis, ele é um lenda no mundo da música, e ele era o mais empolgado na época. Ele falou “eu amei o que vocês estão fazendo. Mas acontece que acabamos de assinar um outro artistas, que faz rap/rock também, e a nossa política é não assinar outro artista parecido. E era o Kid Rock! Então que bom que ele assinou com esse cara.”

Veja a entrevista completa abaixo:

Fonte: Complex

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About The Author

Fã em tempo integral e criadora de conteúdo nas horas vagas, meu hobby preferido é escrever sobre Linkin Park e conhecer novos fãs. Tive a oportunidade de ir em 10 shows do Linkin Park, sendo o primeiro em 2004 no Morumbi e tive a oportunidade de ir em 3 do Mike Shinoda, na turnê do Post Traumatic.