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Antes de Chester Bennington se tornar um fenômeno mundial com o Linkin Park, o cantor começou como membro do Grey Daze, uma banda que chegou a lançar dois álbuns nos anos 90, antes de encerrar com as atividades.

O Grey Daze teve uma segunda chance em 2017, quando Chester Bennington se reagrupou com o baterista Sean Dowdell e o baixista Mace Beyers com planos de retrabalhar e regravar seu material antigo. Infelizmente, Grey Daze não teve a chance de cumprir sua visão com o falecimento de Chester em 2017.

Em 2020, os membros sobreviventes de Grey Daze lançaram Amends, um álbum de 11 canções (criadas com a bênção da família Bennington) que incluía os vocais originais de Chester em cima de faixas instrumentais completamente reformuladas. O álbum também contou com participações de membros do Helmet, Korn e mais.

Agora em 2021, o Grey Daze estreou o Amends… Stripped. O novo EP de cinco canções apresenta versões acústicas simplificadas das músicas Shouting Out, Sometimes, Soul Song e What’s in the Eye e The Syndrome. Cada música possui uma instrumentação completamente nova e cada música, exceto The Syndrome, mostra diferentes tomadas dos vocais originais de Chester.

Abaixo, o baterista Sean Dowdell nos conta as histórias por trás de cada faixa do Amends… Stripped.

Shouting Out

Tivemos duas performances vocais diferentes do Chester no álbum Wake Me original, de 1994. Uma era mais rápida e mais rock e outra que era mais lenta e acústica. Reduzimos as camadas e tentamos enfatizar os vocais de Chester sob uma luz diferente. Esta é a faixa favorita do guitarrista Cristin Davis em Stripped. Essa faixa parece um pedido de desculpas de Chester e é muito emocionante para todos nós.


Sometimes

Minha música favorita neste EP. Ouvir Chester despojado me dá arrepios toda vez que ouço essa música. Esta é uma das poucas canções do Grey Daze sobre “esperança”. Foi feita para ter uma letra inspiradora que da ao ouvinte uma chance de ver o lado bom de uma situação ruim. Amamos o quão emocionante essa faixa é e combinam com a linda voz de Chester. O baixista Mace fez uma excelente ponte, utilizando um baixo de 12 cordas que o produtor Billy Bush trouxe para a sessão e soa único.

Soul Song

Uma das letras mais fortes já escrita por Chester, que mostra um lado espiritual do vocalista. Ele parece cantar de onde quer que ele esteja para nós toda vez que ouvimos essa faixa. É simplesmente inspirador e nos faz sentir ainda mais saudades dele. É um grande lembrete de que, embora Chester tenha partido de nosso mundo físico, ele ainda está esperando por nós do outro lado. Cristin faz uma performance de guitarra incrível nesta faixa.

What’s in the Eye

Nosso primeiro single no Amends e uma das músicas mais antigas do nosso catálogo, essa música foi escrita por Chester e eu. A letra era para homenagear um dos amigos de Chester que faleceu em um acidente de carro alguns dias antes da música ser escrita. A letra “Não vá muito rápido, meu amigo, ou você perderá o controle” é uma triste lembrança de perder pessoas de quem gostamos muito cedo na vida.


The Syndrome

Essa faixa foi gravada em sua totalidade em 1997 com o guitarrista original Bobby Benish em uma guitarra de 12 cordas, Mace Beyers na guitarra de 12 cordas, eu no piano e Chester nos vocais. A banda estava literalmente no meio da gravação de seu segundo álbum […No Sun Today / 1997] quando decidimos tocar essa versão de “The Syndrome” juntos. Chester dá uma performance assustadora nessa música. Esta em particular me emociona quando ouço, ela traz de volta uma grande memória da sessão de gravação original e presta uma bela homenagem a Bobby [que morreu de câncer no cérebro em 2004] por manter sua performance na faixa.

Fonte: Revolver Magazine | Tradução Linkin Park Brasil

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