0 Flares Twitter 0 Facebook 0 0 Flares ×

O dia seguinte. Se há um músico que pode falar sobre isso, é Mike Shinoda. Mais de um ano após a morte de Chester Bennington, o Linkin Park está parado, mas não longe de se levantar. O primeiro esforço é feito por Mike Shinoda com um novo álbum solo. Um diário cujas páginas se transformam em uma espécie de terapia.

Rolling Stone: Conhecemos seus diferentes projetos: Linkin Park, mas também o Fort Minor e agora o projeto solo. Como ter sucesso em fazer essas coisas?
Mike: Se eu escolhi escrever este álbum sozinho, é em primeiro lugar porque é muito pessoal. E então, deve ser dito que o som foi um pouco diferente dos meus outros projetos.

Rolling Stone: E hoje, qual é o seu relacionamento com esse álbum?
Mike: Estou muito orgulhoso dele. Este álbum é como um diário ou uma autobiografia, tudo é muito cronológico. As últimas músicas do disco são as mais recentes. As primeiras são mais antigas, mais… difíceis. Quando eu ouço as duas primeiras músicas do álbum, lembro o quão longe eu fui. Isso me faz perceber que eu não me sinto tão triste agora.

Rolling Stone: Over Again, que quase abre o álbum, é uma das melhores faixas…
Mike: Eu não sei se os fãs gostam de voltar aos pedaços que os trazem de volta para Chester. Talvez eles acabem ouvindo apenas a segunda parte do álbum, quem sabe.

Rolling Stone: Quando esse álbum se tornou realidade?
Mike: Um amigo – não me lembro quem – me disse um dia: “Qual é a coisa mais importante quando se é artista? Especialmente neste contexto particular (a morte de Chester)?“. A resposta foi: Falar a verdade. Foi algo que me perseguiu por um longo tempo, eu não queria me iludir, não queria mentir para os fãs, e não podia perder a oportunidade de capturar uma emoção em particular com esse álbum, é uma espécie de renascimento.
 De dias para dias, as coisas podem mudar muito. Várias vezes eu me levantei de manhã, não queria mais fazer música. Eu odiei isso, eu pensei: “Eu nunca vou fazer música de novo, isso é estúpido.” E, em seguida, no dia seguinte passei o dia fazendo só isso, eu escrevi constantemente. Tudo foi feito no momento. O início de Over Again foi gravado na manhã do show em homenagem à Chester. O segundo verso foi no dia seguinte. Foi um novo dia. E é perceptível nas letras.

Rolling Stone: Este é um diagrama que representa o álbum finalmente. Na segunda parte, há mais voz, mais esperança…
Mike: Sim, eu estava muito bem acompanhado. Blackbear, Machine Gun Kelly, eles fizeram um trabalho monstruoso.

Rolling Stone: Isso faz você querer encontrar seus companheiros do Linkin Park? Ou estender a experiência solo?
Mike: Eu não sou casado com nenhum deles. Estou aberto a tudo. O mais emocionante quando você está em uma banda, é a camaradagem, é bom ter várias ideias que se fundem. Por outro lado, o fato de estar sozinho proporciona autonomia e nós só falamos de nós mesmos. Quando penso que é uma boa ideia, vou em frente. Com o Linkin Park, quando eu estava escrevendo as letras de Chester, me adaptei com a maneira que ele via o mundo, me colocava no lugar dos meus amigos. Se estou sozinho, sou o único fiador da minha música.

Rolling Stone: Como você cria suas setlists, sabendo que a maioria dos seus fãs conhece você através do Linkin Park?
Mike: Já escolho músicas que eu posso gerenciar vocalmente, então não esperem One Step Closer (risos), mas sim Castle of Glass, que inicialmente não continha o refrão cantado por Chester. Eu tento colocar tudo: Linkin Park, Fort Minor, repertório solo obviamente. Então, há uma parte do tributo, inevitavelmente, neste conjunto.

Rolling Stone: Desde a época, você deve preferir o estúdio ou ao vivo?
Mike: Ambos fazem parte de um conjunto. No estúdio, eu experimento, procrastino, enquanto no palco, tudo é calculado milimetricamente. Duas experiências diferentes que moldam a nossa profissão de músico, o que obviamente não posso prescindir. O estúdio tem sua vantagem, quando está ao seu alcance… principalmente quando ele é na sua casa (risos).

Rolling Stone: Você sempre foi um artista visual. Desde o lançamento do EP Post Traumatic, então o álbum, você compartilhou alguns trabalhos bastante abstratos, capas, pinturas, até mesmo clipes. Esta dimensão artística tem desempenhado um papel crucial em seu processo. cura?
Mike: Sim, assim que algo complicado acontece na minha vida, eu uso a arte como uma saída. Sempre foi assim. Durante o design do álbum, eu pintei pelo menos dez quadros, alguns dos quais serão apresentados em uma exposição em Los Angeles. Arteterapia é uma maneira muito acessível de se purificar, de se curar. Para mim, permite reconectar os dois hemisférios, para me abrir para uma infinidade de possibilidades, desconectando-me do mundo exterior. Isso me ajudou a olhar para o futuro.

Fonte: Rolling Stone | Tradução de Gabriel Guilherme 

© 2018, www.linkinparkbrasil.com. O melhor portal de notícias do Linkin park no Brasil

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 0 Flares ×

Deixe seu comentário sobre essa Notícia

comentários