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Em uma entrevista com a MusicRadar, Mike Shinoda reflete sobre o início do Linkin Park com Chester Bennington e também detalha sobre os equipamentos usados para seu álbum colaborativo no Twitch, Dropped Frames Vol.1.

Mike tem uma comunidade vibrante de milhares de fãs na plataforma Twitch e começou a criar música ao vivo em colaboração com seus fãs do mundo todo durante a quarentena. Mike Shinoda faz transmissões quase diárias e fazer música quatro dias por semana resultou no Dropped Frames Vol.1.

Chester era excepcional“, disse Mike, refletindo sobre o alcance vocal de Bennington. “Quando a gente se conheceu e começou a compor juntos e experimentar como ele iria se encaixar na banda, a gente nem sabia. Não sabíamos o alcance do seu vocal.

E eu digo isso porque quando ele cantava alguma coisa nova, ele era muito bom em imitar o estilo de outro cantor, muitas vezes de seus cantores preferidos, mesmo que sem querer, ele cantava as palavras com sotaque daquele cantor.

Então, uma hora ele cantava como Dave Gahan, do Depeche Mode, e na hora seguinte ele cantava como Layne Staley e eu ficava tipo ‘Você estava cantando com um “rr” e agora está cantando com “arrr” soa como se você nem fosse do mesmo país’. A gente ria e brincava sobre isso.

Uma parte dele é como um instrumento natural que foi dado a ele – ele simplesmente tinha uma voz maravilhosa e passou muito tempo aprendendo, aperfeiçoando e destravando-a.

Mike também refletiu sobre sua jornada como vocalista.

Em uma das minhas lives, um dos fãs pediu dicas sobre como melhorar como cantor e disseram: ‘Você sabe, Mike, que no começo você não cantava muito e então de repente você estava cantando, e a cada álbum parecia melhor… como você ficou melhor? Que tipo de coisas você fazia para melhorar?

Obviamente praticar é uma parte essencial disso, mas também você pensa na sua voz como um segundo personagem e começa a conhecê-la. Quem é você? Com o que estou trabalhando aqui? Qual é o meu alcance? Quais lugares eu posso forçar e gostar do que eu ouço e quais lugares eu deveria tentar alcançar?

Minha voz tem esse timbre estranho, quase nasal … é quase como um Phil Collins ou um Peter Gabriel, embora eles sejam muito melhores! São cantores incríveis, mas quando canto algumas partes e coloco certos efeitos, e eu ouço depois “oh meu deus, ok, isso é uma coisa que minha voz faz e eu não sabia ou isso é algo que as vozes das outras pessoas não fazem.

Mike também especificou os plugins e instrumentos que ele usou
para o álbum Dropped Frames Vol. 1:

Usei principalmente Ableton e Pro Tools. Se eu estou gravando instrumentos ao vivo eu uso o Pro Tools porque ele é melhor para isso – bateria com multi-tracking, gravação de vocais, etc. Para as coisas da live eu uso principalmente Ableton porque foi feito para ser um aplicativo ao vivo. Definitivamente funciona bem e você pode deixar a música tocando enquanto você trabalha em outras coisas no software.

Então, adicionando novas faixas, adicionando novos plugins, alterando plugins, editando, salvando … tudo o que você faz, a música continua tocando. Quando eu estava pensando em como transmitir, escolhi o Ableton. Eu uso também o pacote “Native Instruments”, o Machine é o software que eu uso para criação das batidas e também uso o pacote de extensões deles.”

Em termos de outros softwares, eu gosto do Valhalla. Também noto que eu uso bastante as coisas do Slate Digital, do Soundtoys e também Teenage Engineering OP-1.

Fonte: MusicRadar

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