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Joe Hahn é reconhecido como o homem por trás da mesa de DJ do Linkin Park, desde o lançamento da banda, em 2000. Em 2014, ele se orgulha de ter feito seu primeiro longa-metragem, na sua estreia na direção no filme Mall, que chegou no cinema americanos no dia 17 de Outubro. Criar e lançar o filme foi uma profunda jornada, que ele coordenou simultaneamente com o lançamento do novo álbum do Linkin Park, o The Hunting Party.

Joe descreve o processo de criação como uma corrida, e que o lançamento do filme nos cinemas foi a reta final. Está orgulhoso de ver os frutos do seu trabalho. Confira a entrevista com Joe Hahn feita pela UTG:

UTG: Eu sei que vocês filmaram o MALL faz mais de um ano, e desde então, você já lançou um novo álbum com o Linkin Park e fez uma turnê inteira com o 30 Seconds To Mars. Você ficou ansioso para ele ser lançado?

Joe Hahn: Sim, com certeza. Nós promovemos o filme durante a nossa turnê norte-american. Nós mostrávamos o trailer para todas as pessoas que estavam nos shows. As coisas têm o momento certo para acontecer.

Você conseguiu pegar uma folga com a banda e gastar as energias em lançar o filme?

A gente trabalha de uma forma que estamos sempre fazendo várias coisas ao mesmo tempo. Este semana eu estou focando mais em dar algumas entrevistas e divulgar o filme, mas logo estarei em turnê novamente.

O filme tem uma trilha sonora original certo?

Sim. Nós colocamos uma das músicas nos créditos iniciais chamada “White Noise”. Ela é muito legal e ajuda a definir o perfil thrash de um dos personagens do filme, que é o catalisador das coisas negativas que acontecem. Nós também temos mais duas outras músicas que falam diretamente de determinados personagens, uma delas especialmente quando o Jeff, personagem principal, se conecta com um nível espiritual.

A música do início do filme, é o Chester cantando?

Sim, essa White Noise é o Chester. O Mike canta nas outras duas músicas que aparecem mais tarde no filme.

Vocês vão liberar essas músicas algum dia?

Elas já estão rolando por aí, mas vamos lançá-las formalmente.

Eu sei que você já dirigiu clipes de música. Mas você está estreando como diretor de um longa-metragem. O filme tem a história complicada, várias histórias individuais que estão acontecendo ao mesmo tempo e que tudo se reúne no final. Isso foi um processo difícil, passar por todas essas etapas?

Eu tive a sorte de terem me dado um ótimo roteiro. O meu trabalho era construir camadas sobre isso. Pude olhar para o script como uma base, que são as palavras e as histórias, e então como diretor, pude realmente levar para muitas direções diferentes. E foi aí que ele se tornou muito divertido.

Quais foram as experiências mais divertidas que você teve durante as filmagens?

Eu amei trabalhar com todos os atores. Especialmente nessas cenas loucas, com bastante desempenho bruto, com os atores deixando-se levarem pela cena, tornando-se o personagem e não se levar muito a sério. Todos os atores se empenharam nos seus papéis, mas se divertiram, e eu me diverti fazendo isso também.

Acho que para os atores é difícil imaginar o que o diretor quer. Eu tenho que explicar o efeito que vou fazer, mas ainda não tenho esse efeito para mostrar e é difícil para o ator entender realmente o que é. Assim, há sempre um certo nível de confiança. Por exemplo, quando Cameron Monaghan, que interpreta Jeff, está no banheiro, ele está se transformando em lobo. Imagine na hora de explicar a cena “A câmera vai estar se movendo ao redor e eu preciso que você jogue seus braços e imagine que tem um lobo saindo de dentro de você.” Não é uma coisa fácil de fazer. É preciso imaginar o que é isso. Estou muito grato deles terem confiado em mim e fazer as coisas que eu realmente estava pedindo para fazer. O filme saiu muito bem por causa disso.

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Acho legal que você não pareceu censurar ninguém. As falas do filme realmente pareciam sair organicamente….

Sim, há certas coisas [no filme] que eu nunca diria a ninguém [risos]. Ele mostra como isso não é quem eu sou, e sim sobre aquelas pessoas. Você tem que mostrar o lado feio das coisas para as pessoas realmente entenderem o quão ruim elas são.

Então, como você decidiu escolher este script?

O interessante é que as pessoas que me conhecem, sabem que eu gosto de coisas relacionadas à ficção científica e fantasia. Tenho dificuldade em me conectar com histórias que os personagens não são tão convincentes. Eu tive muita sorte de terem me entregado este script, e que alguém viu o potencial em mim para fazer algo assim. Acho que é necessário você conhecer a pessoa para ver o real valor dela. Eu pude realmente me conectar com estes personagens e toda a história que aconteceu o Jeff. Eu realmente visualizei que eu poderia moldar toda a sua história.

Um dos meus filmes favoritos é o Clube da Luta. Se você pensar sobre esse filme, ver o script versus o que o filme se tornou, eu não acho que eu seria capaz de fazer qualquer coisa que o David Fincher fez, porque essa maneira de se conectar com o filme é que o faz único. A forma que a história foi contada, isso é realmente algo a ser lutado, dando uma perspectiva única.

O que é mais impressionante sobre o Clube da Luta é que o filme é tão incrível quanto o livro. Eu não posso decidir qual eu gosto mais.

Eu diria também que quando as pessoas leem o livro sem ver o filme em primeiro lugar, a imagem que eles criam em sua mente seria completamente diferente do que o que foi efetivamente realizado na tela.

Então, o que mais está para acontecer no mundo do Mr. Hahn, tanto na música quando para filmes?

Eu amo fazer música com os caras do Linkin Park. Eu acho que é um resultado de uma grande amizade que temos e nossa capacidade de executar e compartilhar com o mundo e alcançar algo maior do que nós podemos alcançar, individualmente. Por isso vamos manter isso caminhando. Estou esperando para fazer mais filmes e espero poder sempre incluir eles também. Estou como um livro aberto neste momento. Vamos ver o que o futuro me reserva.

O filme MALL está disponível para venda nas plataformas XBOX, Amazon e iTunes, para aluguel ou para compra na mídia digital.

Fonte: Under The Gun

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