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A banda Linkin Park esta de passagem pelo Brasil, e o portal TERRA, fez uma ótima entrevista com Chester Bennington, confira:

 

 

O auge do Linkin Park marcou bastante a trajetória de muitos fãs de rock que hoje estão na faixa dos 25, 30 anos. Com o lançamento de Hybrid Theory (2000) e uma posterior avassaladora turnê, que viria a desaguar nos shows do grupo em Houston e Dallas, no Texas, Estados Unidos, que deu origem ao aclamado CD e DVD Live in Texas (2003).Em seguida, veio o Meteora (2003), segundo trabalho da banda, que possibilitou um dos maiores da história do Estádio do Morumbi, em 2004, na Meteora World Tour , onde os californianos tocaram para 80 mil pessoas em apenas uma noite.

Depois disso, o Linkin Park começa a viver tempos de mudança. Começando com o disco especial em parceria com Jay Z, Collision Course (2004), que unia hits do rapper e da banda. Logo após, Mike Shinoda, um dos líderes do grupo, começa a entrar em projetos paralelos, como o Fort Minor, e o LP só voltaria com Minutes to Midnight, em 2007, bastante diferente da maneira como havia ganhado o mundo no começo do século.

Agora, em 2014, o conjunto resolveu voltar a fazer o que faz de melhor: som barulhento, muito barulhento. Agressivo, Hunting Party  (2014) traz de volta um Linkin Park que parecia ter fica para trás. E é esse Linkin Park que Chester Bennington, aos 38 anos, quer levar para Belo Horizonte e Brasília, onde a banda toca neste sábado (18) e domingo (19), respectivamente, pelo festival Circuito Banco do Brasil.

“Eu fiz alguns shows na semana passada e… Nós poderíamos facilmente ter feito um show de três horas. Não teríamos problemas. Então acho que é muito bom estar na melhor forma da minha vida e na melhor idade da minha vida… Você sabe, 38″, afirma o vocalista, em entrevista exclusiva ao Terra .

Se o Linkin Park irá se manter nessa onda de som pesado definitivamente, só esperando para ver. Mas uma coisa é certa, ao menos por agora, podemos dizer que a banda voltou às raízes.

Veja, abaixo, a íntegra da conversa

Terra – Vocês estão voltando ao Brasil agora para dois shows neste fim de semana. O que vocês estão esperando dessa nova passagem aqui pelo país?

Chester Bennington –  Nós gostaríamos de tocar na América do Sul com maior frequência, sabe, mas agora que estamos tendo a oportunidade de fazer esses dois shows, queremos fazer isso para nossos fãs. Durante todo esse tempo, estivemos entre turnês na América do Norte e Europa, então estamos animados de descer para aí, esperamos que nossos fãs estejam lá agitando na plateia como sempre fazem.

Terra – E a banda estará apresentando o Hunting Party, disco mais recente de vocês, e eu estava ouvindo ele há cerca de uma hora e o achei bastante parecido com a fase Hybrid Theory, no início da carreira do Linkin Park. Não sei se você concorda comigo, mas me parece um som mais agressivo do que aquele dos últimos álbuns…

Chester –  Na verdade nós estávamos em uma fase de compor músicas de rock alternativo no começo (risos). Mas acabou indo para uma linha de que o som que fizemos caiu em um caminho que as pessoas esperam que nós trilhemos. Então nós começamos com esse grupo de músicas pop e Mike (Shinoda) estava sentindo que nós não estávamos cumprindo com nossas expectativas. Então nós partimos para outro conceito de música, com um disco mais pesado e agressivo, mais inspirador e visual, que fosse mais original.

Terra – E me parece um CD bastante genuíno, com um tipo de música que só o Linkin Park pode fazer, com sua voz agressiva, e as rimas de Mike Shinoda. Senti que, com esse disco, vocês acabaram recuperando alguns fãs que não estavam olhando para o Linkin Park com tanta atenção nos últimos anos. Você acha que a banda está voltando a fazer o som que fez dela o que ela é?

Chester –  Eu acho que Hunting Party realmente não soa tão assim, quer dizer, porque é um disco pesado, acaba lembrando Hybrid Theory , mas, honestamente, acho o Hunting Party um disco muito mais pesado. Eu acho que é um CD melhor (que Hybrid Theory ). Mas eu sei que nós desafiamos nossos fãs a vir conosco nesses caminhos dos últimos discos, pois eles gostam de coisas pesadas, sabe? E isso é legal, mas não era a pegada de Minutes to Midnight Living Things pensava em uma música mais elaborada, mas nós levamos nossa banda a fazer o que fosse excitante para nós e não para tentar puxar mais nossa base de fãs. Mas eu sei que para muitos dos nossos fãs que gostam das coisas pesadas, isso (o disco) é algo que fazem elas dizerem: “Ieeei, é isso que queremos, eles estão fazendo a música que a gente gosta de novo”, então… isso é muito legal.

Terra – Sobre a turnê, os shows são bastante longos, não é? Algo como 28 músicas no set, isso é algo que vocês pretendem trazer ao Brasil, mesmo considerando o fato de que tocarão em um festival?

Chester –  Sim, acho que a única mudança que vamos fazer é em relação ao tempo, pois há uma restrição de tempo. Então se não pudermos tocar por 1h45, 1h50, vamos cortar para, no máximo, 1h20, por exemplo, e tirar meia hora do set. Mas é, estamos tocando 28 músicas. Quer dizer… tem tudo (risos), basicamente tudo está lá.

Terra – Até Jay Z está lá! Não pessoalmente, mas…

Chester –  Sim! A única coisa que não está representada é o Fort Minor e o Stone Temple Pilots, porque… né.

Terra – Vendo alguns vídeos do show na internet, me pareceu que vocês estão muito com aquela vibedo Live in Texas, com aquele som pesado. E você agora está com 38 anos! Como vocês estão se preparando para seguir com essa turnê tão agitada?

Chester –  Bom, eu posso dizer com segurança que a minha versão de 24 anos não consideraria possível fazer esses shows. Eu falaria algo como: “de jeito nenhum, não posso fazer isso”. Então desde que eu tive um problema nas costas, há cerca de 10 anos, isso me fez acordar um pouco, e além disso tive algumas cirurgias nos ombros, isso meio que fez eu me cuidar mais, e outros caras me inspiram também. Dave (Phoenix, baixista) está sempre em forma. É meio que algo cultural, as pessoas com quem você anda acabam fazendo com que você faça o que elas fazem e vice-versa, então todos estão pensando em cuidar uns dos outros, comendo muito bem, com bastante saúde. Eu fiz alguns shows na semana passada e… Nós poderíamos facilmente ter feito um show de três horas. Não teríamos problemas. Então acho que é muito bom estar na melhor forma da minha vida e na melhor idade da minha vida… Você sabe, 38.

Terra – Sim, e sobre isso, vocês já estão há muito tempo na estrada. O que vocês buscam como inspiração para viajar para outros países e tocar suas músicas. O que faz vocês entrarem em um avião e virem para a América do Sul, um lugar tão longe de onde você está agora?

Chester – Bom, quer dizer, esse é o jeito que ganhamos nossa vida, é algo que amamos fazer, então quando as turnês aparecem é muito fácil “querer trabalhar”. Então nós amamos fazer o que fazemos e queremos fazer por muito tempo, até porque, no mundo em que vivemos, uma banda não pode sumir por 10 anos e voltar porque elas decidiram que querem. Porém, a ideia de pensar em fazer esses shows aos 50, 60 anos é muito louca (risos), sabe? Então nós queremos sair e fazer isso no nível mais alto possível enquanto pudermos. Queremos fazer isso por mais tempo possível, e eu sinto que quanto mais ficamos nisso, menos tempo passamos com nossos filhos, nossa família. Então acho que deve haver um balanço, devemos sempre buscar o equilíbrio. E eu acho que quando encontrarmos esse equilíbrio ficaremos bem, e poderemos fazer isso por muito, muito tempo.

Terra – Para a última pergunta, eu sei que vocês virão para cá agora, e isso é realmente muito legal para o país. Mas vocês irão tocar em duas cidades, e nós temos 26 Estados. Então, por todos os outros fãs de Linkin Park, depois dessa vez, quando vocês irão voltar para cá para tocar, não sei, quatro, cinco shows em cidades diferentes?

Chester – Acho que, infelizmente para nós e nossa equipe, a questão logística é a parte mais difícil. É um país muito grande e é muito difícil de se mover pelas regiões. Eu sei que essa é uma das razões que nos impedem de fazer mais turnês por aí. É muito difícil de garantir que nós teremos todos os pedaços para todos os shows se quisermos alongar uma passagem por aí. Então por isso não tivemos ainda a oportunidade de chegar e fazer mais shows, mas queremos estar aí com a maior frequência possível, e se pudéssemos, iríamos de lugar em lugar tocando de graça. Mas isso é um problema para muitas bandas, eu sei que diversos outros grupos gostariam de estar aí mais vezes. Mas acho que, na medida em que o mundo vai ficando mais acessível e moderno, isso também ajuda para que tenhamos mais oportunidades de ir aí com mais frequência.

© 2014, www.linkinparkbrasil.com. O melhor portal de notícias do Linkin park no Brasil

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