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Chester Bennington conversou com a Rock Sound, e aqui vai alguns destaques da conversa:

Coisas terríveis aconteceram entre o The Hunting Party e o One More Light
“Entre 2015 e 2016 – não só eu tive que me recuperar da perna quebrada, como havia um monte de coisas acontecendo na minha vida pessoal que me deixou fudido. Eu passei muito desse tempo tentando me segurar no meu mundo enquanto os outros também estavam passando por problemas pessoais.”

“Então teve todas essas coisas acontecendo na minha vida pessoal, e a banda tendo alguns problemas – não problemas internos, mas cada um tendo problemas em suas vidas e as coisas ficaram meio estranhas – a gente teve muita coisa pra colocar em dia antes de começar a tocar por aí e fazer nossos shows.”

“Nós tivemos que descobrir o que nós queríamos fazer… ‘onde nós estamos em nossas vidas?’ e eu falei ‘Vamos tentar algo diferente, vamos trabalhar com alguns compositores. Nós nunca fizemos isso antes.'”

Este álbum é pesado
“Um dia do estúdio, eu estava tipo ‘Vocês querem realmente saber como foi o meu dia?’ e alguém disse sim, e eu comecei a falar várias coisas pesadas. Pessoas próximas a mim tentaram se matar e eu estava lidando com as consequências disso. E o que é mais doido é que depois de você ver alguém que você se importa passar por isso, e pelo fato de que eu querer ter feito isso também me tira do sério, porque é horrível. Ficar preso nisso, nos pensamentos e nesses comportamentos e BUM – nós começamos a escrever uma música. No final do dia nós tínhamos uma música que todo mundo se identificava e todos sentimos como se aquilo tivesse sido um alívio.”

“Nós também tivemos essa experiência mais íntima com os compositores que vieram trabalhar conosco e não nos conhecíamos como pessoas. Conversar sobre pontos vulneráveis… quando você sente que pode ser real no estúdio e que aquele é um lugar seguro, é um alívio enorme. Eu estou no processo de fazer tudo para tornar a minha vida melhor, agora em 2017 eu estou completamente o oposto do que eu estava em 2015. Eu estava odiando a minha vida e pensava ‘Eu não quero sentir mais nada. Eu não quero mais fazer nada. Eu não quero me importar com as outras pessoas.'”

“E agora eu estou bem e estou querendo trazer isso à tona. Trazer todo esse esforço e trabalho para me reconstruir e colher as recompensas. Uma parte disso é porder ser honesto e real com as pessoas na minha vida, ou seja, com os membros da banda, e poder colocar isso pra fora e transformar em música.”

“Tirar isso pra fora é a melhor coisa. Segurar pra si? Isso sobre isso que a música Heavy fala. É sobre ‘O que está acontecendo comigo? O que eu estou fazendo comigo mesmo?’. É sobre aquele momento que você consegue se desprender desse pensamento e conseguir dar o primeiro passo, separando-se disso.”

“É sobre isso essa linha If I just let go, I’d be set free (se eu deixasse ir, eu estaria livre). A abertura da música I don’t like my mind right now (eu não gosto da minha mente agora) é muito real. Minha mente não é um lugar seguro para mim a menos que eu esteja fazendo algo que eu precise – cuidar de mim mesmo, sendo real, sendo aberto, me recompondo. Eu recomendo todo mundo escrever os seus problemas em um pedaço de papel, tirar isso pra fora e queimar essa merda. E também conversar com alguém sobre isso.”

“Eu tenho sorte de ser membro do Programa 12-Passos [dos Alcoolicos Anônimos]. Nós sentamos em uma sala com um monte de pessoas desconhecidas e conversamos sobre nessas vidas. As pessoas no geralmente não tem isso em suas vidas, elas tem que carregar seus problemas consigo mesmo… entrar em uma sala com desconhecidos e falar ‘isso aqui está acontecendo comigo’ e trocar uma ideia sobre e receber um abraço no final do dia, qualquer grupo de pessoas poderia fazer isso, mas as pessoas levam tempo e é muito difícil se abrir porque ficamos com medo do que as pessoas podem pensar.”

“Atualmente eu estou em uma posição em que estou me lixando para que os outros estão pensando de mim. Pode dizer o que você quiser pra mim, como pessoa ou como artista. Eu não ligo. Eu sei exatamente quem eu sou, eu sei do que eu sou feito e eu estou totalmente feliz com isso. É realmente ótimo poder fazer o que eu quero, principalmente para uma pessoa como eu. Se não fosse pela música eu já teria morrido, com toda certeza.”

Eles estão se arriscando, como sempre fizeram
“Desde o Minutes to Midnight, nós falamos ‘Vamos correr riscos.’ Se a música for boa, é tudo o que importa. Eu sinto que a gente está se puxando criativamente. Se a gente escrever músicas nu metal ruins ou se escrever músicas pops ruins, nós teremos tomado a direção errada.”

“Não importa o estilo que escrevemos, desde que sejamos sinceros e tenhamos colocado nossos corações e almas nas músicas. As vezes pode ser chocante para algumas pessoas e falar comentários como ‘que merda é essa? O que é isso? O que aconteceu com a minha banda?'”

“Eu acho que nossa criatividade é muito grande para ser colocada em uma caixa. A gente gosta de brincar com a nossa paleta e expandir nossas habilidades como compositores e performistas, e foi isso que fizemos neste álbum.”

“Nós não queremos estar ligados a um gênero. Não é como se nós odiássemos o nu metal. Mas nós odiávamos ser marcado com algum gênero. Nós poderíamos ser chamados também de um grupo de hard rock, hip hop, eletrônico, alternativo. Tem tantas músicas diferente no que estamos fazendo. Por isso que a gente se chamava Hybrid Theory.”

Sobre o Linkin park ir na direção pop
“Na verdade nós começamos a escrever algumas músicas pops muito interessantes antes de compor o The Hunting Party. Mike estava fazendo algumas perguntas pra mim, pra ver se eu estava aberto à ideia… ‘E se eu te dissesse… vamos fazer uma colaboração com Katy Perry ou Kelly Clarkson?’ eu disse ‘Eu gosto de músicas pops. Eu estou aberto a praticamente qualquer coisa.'”

O processo de composição foi diferente
“Nós começamos nossas sessões com conversar sobre a nossa vida e o que estávamos passando. O Mike ficou encarregado de anotar todas as coisas que nós tínhamos conversado. A gente também decidiu fazer o que o Rick Rubin tentou nos ensinar por tantos anos, que era começar as letras e as melodias primeiro e depois acrescentar os instrumentos.”

“A combinação desta escrita com a melodia, e as nossas conversas sobre o que estava acontecendo nas nossas vidas decidiu a direção do álbum. Havia muita coisa fudida acontecendo.”

Fonte: RockSound

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