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Pouco antes de sofrer a lesão que iria cancelar o restante da turnê do Linkin Park com o Rise Against e Of Mice & Men, o vocalista Chester Bennington sentou-se com APTV para uma entrevista. Confra a tradução da entrevista:

APTV: Vocês acabaram de dar o pontapé inicial na turnê norte americana com o Rise against, o que vocês mais querem pra essa turnê?

Chester: Honestamente, o que mais queremos nessa turnê é nos divertir com nossos amigos do Mice and Men, tivemos um ótimo tempo juntos, recentemente fizemos uma turnê com eles antes das férias. Eu tentei trazer o Rise against pra uma turnê com o Linkin Park há muito tempo. Toda vez que eu via um dos integrantes da banda ou todos eles juntos eu ficava tipo: “A gente precisa de uma turnê juntos.” e eles diziam: ” É, seria ótimo”. Mas nossos cronogramas nunca batiam; Dessa vez, conseguimos fazer com que isso acontecesse, é um prazer tê-los conosco, eles são ótimas pessoas.

APTV: Vocês tem um novo álbum: The Hunting Party, é o som mais pesado que vocês fizeram nesses últimos tempos e eu entendo que, num certo ponto, ele é a continuidade do som que vocêscatslll vinham explorando.

Chester: Eu diria que a gente ficou “Super Pop”. Somos muito bons em escrever musicas pop’s, pop-eletrônico, e fazê-las como se fosse Rock, mais que outras pessoas. Então a gente entrou nesse mundo pop, e as músicas vinham se desenvolvendo bem, mas aí, do nada, o Mike apareceu e disse: ” Eu não quero mais fazer isso”. ” Tem uma coisa em que nós somos muito bons, e ela está faltando no mundo da música, hoje. Talvez a gente devesse fazer isso”. Aí ele apertou o play e tocou o começo de Guilty All The Same. E eu tipo: ” Ok, vamos fazer isso sempre.”

 Nossos fãs são muitos leais a nós, ainda hoje construímos uma base de fãs no mundo todo, pessoas que ainda estão descobrindo a banda. Acredito que a variedade de músicas que a gente lança acaba atraindo a mesma variedade de pessoas. Há quem goste mais do lado “pesado” do Linkin Park, outras das melodias, outras do Hip Hop. Todos esses ângulos que nós sempre nos propusemos a fazer. Chegamos num patamar do tipo ” Vamos tocar a música que nos faz feliz.”

APTV: Esse disco é o que mais se assimila com o som do Hybrid Theory, desde que vocês lançaram músicas depois dele.

Chester: Eu acho que fomos além dele. O Hybrid Theory foi o resultado das influências que a gente tinha, das músicas que a gente gostava e queria reproduzir porque gostávamos daquele tipo de coisa. Mas ao mesmo tempo criávamos nossa própria música. A gente não ouvia muito Rock, Hip Hop, Pop tocados juntos, não era bem feito por muitos que tentavam, lembro de poucos que conseguiam, sentimos que isso era o que deveríamos fazer. Acho que o Meteora foi o “Volume 2” do Hybrid Theory, eles se parecem muito;cats

A gente sabia que o Hybrid Theory era muito bom e se saiu muito bem então fizemos de novo no Meteora mas a gente sabia que se fizesse o Hybrid Theory “Volume 3” nunca íamos sair disso e sempre iríamos fazer a mesma coisa repetidas vezes pelo resto da vida e por isso as pessoas nunca parariam de comparar com o primeiro álbum. Então, em cada álbum depois dele, exigimos mais de nós. The Hunting Party vem “antes” do Hybrid Theory, o som dele é de um Rock mais poderoso, os elementos de  Hip Hop contidos nele me lembram a era em que parecia Punk-Rock. Nos aprofundamos, queríamos fazer algo que   inspirasse um  jovem dos dias de hoje a querer pegar numa guitarra.

APTV: Vocês surpreenderam no verão e apareceram na Warped Tour, tocando com diferentes bandas. Como foi essa experiência pra vocês?

Chester: Assustadora. Cada pessoa que encontramos ali, todas mesmo, nos diziam o quanto nossa música tinha os influenciado. Todas as bandas escutavam nossos álbuns ou tinham entrado no mundo da música por causa da gente. Eu tava endoidando, foi a primeira vez que eu não me senti como se fosse o cara novo -o que foi estranho- e  foi  mais estranho ainda ouvir pessoas vindo até você pra dizer essas coisas, tipo a mesma sensação de quando você vai pro Grammy.

catskkkkk

Você se sente muito estranho porque  é obviamente o lugar que deveria estar já que todo mundo foi influenciado por você, mas ao mesmo tempo é desconfortável porque você fica tipo: “Ah, porque todo mundo tá dizendo isso?”  Mas mesmo assim foi muito legal dividir o palco com tantos músicos diferentes. Muitos deles nem estavam na turnê e pegaram um avião só pra cantar uma música com a gente. Foi verdadeiramente um atestado do legado que a gente criou, foi muito bom nos vermos daquele maneira porque geralmente você não percebe isso sozinho. Nosso objetivo é fazer música sendo criativos porque é o que dá sentido às nossas vidas, é nisso que sempre vamos focar.

Fonte: Aptv.com | Tradução e Criação Linkin Park Brasil.

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