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Chester Bennington compartilha memórias do seu primeiro show na Inglaterra, assim como a primeira vez que tocou no Download Festival com seu fã e também cantor da banda Bring Me The Horizon, Oli Sykes em uma entrevista da revista Kerrang!


 

Todos os anos o Download Festival trás cara a cara grande heróis do rock, mas esse ano, ele também vai fazer o sonho de Oli Sykes se tornar realidade, quando ele compartilhar o mesmo palco com Chester Bennington….

Oli Sykes apareceu a primeira vez em uma revista Kerrang! quando ainda nem fazia parte do Bring Me The Horizon. Era o Oli de 14 anos de idade, junto com uma multidão de pessoas, perto do seu herói. O homem que iria inspirá-lo a dar os primeiros passos no caminho em que ele está hoje. Chester Bennington, ele mesmo, em Setembro de 2001, alguém relativamente novo para as páginas da Kerrang! – atrás da barricada, com uma toalha no pescoço, autografando ingressos de fãs que apareceram no primeiro show do Linkin Park na Inglaterra e que foram capa da Kerrang! daquele mês. Foi um momento – um show, uma noite – que colocou o Linkin Park no curso de ser uma das maiores bandas do mundo.

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Edição da revista que aparece Chester e Oli no meio da multidão

O que vocês dois se lembram do show em Manchester Apollo que aconteceu há tantos anos?
CHESTER: Aquele foi um show engraçado. Aqueles dias deixaram boas memórias e que bom que você, Oli, estava lá. É tão estranho. E agora…. (E fez uns sons de vitória).
OLI: Aquele foi o meu primeiro show de rock. Eu lembro que minha mãe me levou e me deixou a uma quadra de distância para que ninguém visse. Eu estava assustado. Eu fui com um amigo e foi um grande show. E lembro de você (Chester) fazer um screamo de 30 segundos e eu fiquei tipo “isso é insano!” E eu lembro de pensar “é isso que eu quero fazer…”,
CHESTER: E você faz muito bem.
OLI: O rock ainda não significava nada pra mim. Eu ouvia um hardcore feliz. Mas foi o Linkin Park, quando eu vi eles na TV e pensei “isso é legal, as letras tem significado e dizem algo para mim. É mais do que apenas uma música.”. Teve algo ali que falou comigo e me trouxe para o rock. Ta ligado?
CHESTER: Na medida que nossa carreira foi caminhando, fui ouvindo cada vez mais isso. As pessoas que ouviam o Hybrid Theory quando eram crianças e me encontram em algum lugar dizem “A sua banda é a razão por eu ter entrado na música” ou “As suas músicas falam comigo de uma forma que as músicas de outras pessoas não falam”. E é muito legal ouvir como a suas músicas afetam as outras pessoas. Com um fã jovem pode ir no show e falar “É isso que eu quero fazer…”
OLI: Quando eu era criança…. Bem, até hoje eu luto contra a TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) e tomo medicação para isso. Mas quando eu era criança eu realmente lutava contra isso. Eu lembro de pensar que estar no palco seria um ingresso livre para ser louco e ser pago por isso. “Se eu pudesse apenas correr e gritar todas as noites…” e era isso que eu que eu fazia em meu quarto todos os dias, mas aquele show foi o dia em que eu fiquei viciado em música.

Oli, por que você acha que o Hybrid Theory resistiu ao teste do tempo? Por que será esse álbum que será celebrado no Download Festival esse ano?
OLI: Para mim, esse é o único álbum que cada música tem uma batida muito foda. Me fale algum álbum que cada música poderia ser o single principal. E é por isso que eu gosto dele do começo as fim e ele ainda soa incrível, não envelhece. Alias, a minha faixa favorita é Papercut.
CHESTER: Isso é tão incrível, obrigado. Papercut também é a minha favorita. Eu queria que ela tivesse sido o primeiro single (foi o terceiro, depois de One Step Closer e Crawling). Eu sentia que aquilo era ‘a gente’.

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O que o Hybrid Theory significa para você, Chester?
CHESTER: Hybrid Theory definitivamente mudou tudo. Para mim, parecia uma reivindicação de todo esse tempo que passei no Arizona fazendo música que não era tão boa, para alguém (em Los Angeles) dizer para os caras da banda “eu conheço um cantor no Arizona, vocês deveriam trabalhar com esse cara….” E que me enviaram algumas músicas que eu sabia que tinha potencial, e eu sabia, uma vez que estávamos todos juntos no mesmo quarto, que iriam resultar em algo especial… Sabe, a gente trabalhou pesado em todas aquelas músicas no Hybrid Theory, e tocamos para alguns amigos e pessoas de gravadoras. E tudo que nós ouvimos foi “isso é incrível, mas nós não sabemos o que fazer com isso”. Aquilo poderia facilmente ter feito a gente questionar sobre o que a gente estava fazendo. Nós poderíamos ter ido em uma direção diferente, demitido o Mike Shinoda, destruído tudo por causa de medo e dúvidas. Mas ao invés disso, nos falamos “não, nós não queremos mudar, nós não vamos mudar para ‘nos encaixar'”.
OLI: A ironia de tudo isso, mesmo que tenha sido tão difícil para vocês na época, vocês fizeram ser tão mais fácil para outras bandas conseguirem um contrato com uma gravadora grande. Depois que o Hybrid Theory saiu, todas as gravadoras então procurando pelo próximo Hybrid Theory…
CHESTER: Certamente parecia haver uma tentativa de fazer uma ‘cena’ em torno do que fizemos com o Hybrid Theory. Mas eu realmente devo muito do que temos feito como banda, desde então, às tentativas e sofrimento de tentar fazer daquele álbum um sucesso. Desde então, eu entro em todas as gravações com a mesma mentalidade de que nós não devemos nos importar com o que dizem ou que querem que a gente faça. Você quer fazer algo que as pessoas digam “O que? Foda-se” Porque aí eles vão estar falando com paixão sobre você.
OLI: É uma emoção obssesiva, se você provocar amor ou ódio em alguém então você fez um bom trabalho. Se ficou no meio termo, qual o objetivo? Pra alguém te odiar eles precisam te amar um pouco porque se não fosse assim, eles nem iriam pensar em você. Com a gente foi sempre assim; sempre fomos amados ou odiados. Isso costumava me chatear makerrang4s eu percebi “imagina se ninguém nem ao menos se preocupasse?” Se dissessem: “Eles são legais, mornos” ao invés de “Eles são a melhor banda do mundo” ou “Eles são a maior merda..”.

Tais extremas reações tem notoriamente encontrado um lar em Castle Donington ao longo dos do anos, local onde acontece o Download Festival. A multidão do Download Festival nunca enganou ninguém. E, embora Oli e Chester tenham acumulado sete viagens ao Download entre eles, a reputação de “Lar do metal” ainda persiste.

Vocês já são veteranos do festival, o que vocês mais gostam nele?
OLI: O Download me assusta (risos). Sempre foi assustador porque a gente não é uma banda de ‘metal’. A primeira vez que tocamos (2006) foi demais. Mais ainda haviam garrafas sendo atiradas em nós. Acho que mudamos com os anos e nossa relação com os Britânicos mudou. Apesar do line-up não ser mais só ‘metal’ parece que sempre vai ter a banda que vão atirar as garrafas.
CHESTER: A gente ouve lendas e mitos sobre certos festivas. Lembro a primeira vez que fomos tocar no Download (2004) e disseram pra gente: “Se não gostarem de vocês, vão jogar xixi em vocês. Todo mundo carrega xixi e joga nas pessoas”. Outro mito, quando tocamos com o Metallica, era que os fãs deles ficavam de costas para as outras bandas e eu pensei “Porra cara, como eu vou tocar em frente a um estádio cheio de pessoas que se quer olham pra mim?” Bem, você vai lá e toca como se fosse seu último show e você vai dar o seu melhor, melhor que na noite passada e as pessoas vão responder. Então, o Download é um desses que ficam sempre na sua mente: Garrafas, xixi, garrafas, xixi. Fica passando na sua cabeça e você pensa “vocês não vão jogar essa porra em mim” eu dizia a mim mesmo porque tinha noites que eu não tinha tanta certeza.
OLI: Verdade, quer dizer, nos chamaram pra tocar no palco principal do Download anos antes, e a gente recusou porque nós não sentimos preparados e estávamos assustados. Até dessa vez, quando chamaram a gente, ficamos inseguros. Mas eles disseram “vocês vão tocar antes do Fall Ou Boy e Linkin Park…” e a gente “O quê?!” a gente ia de qualquer jeito, eu já tinha planejado comprar uma fantasia pra surfar na multidão. Eu ia de todo jeito, então melhor ainda ser pago pra tocar!
CHESTER: Você iria fantasiado de banana?
OLI: Eu teria ido de Homem-aranha, na verdade (risos).

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Capa da revista

 Fonte: Revista Kerrang! Edição 1521.

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