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\Fazem 10 anos desde que o Mike Shinoda lançou um álbum solo sob o nome do Fort Minor. Desde então, o rapper/produtor/multi-instrumentalista tem sido perguntado diariamente quando haveriam novas músicas.

Essa dúvida foi finalmente respondida esta semana, com o retorno surpresa do Fort Minor através do single Welcome, com vídeo em 360 graus. Mike vai fazer um show do Fort Minor em Los Angeles na segunda-fera, e não haverá mais show, e por agora, nenhum álbum do Fort Minor está à caminho. O Linkin Park continua sendo a prioridade do Mike Shinoda, mas, pelo menos, a porta está aberta para mais músicas do Fort Minor.

Após a apresentação de Welcome no programa de TV Conan, Mike foi entrevistado pela Billboard e falou sobre o reaparecimento do Fort Minor, sobre a apresentação que está por vir, as que já passaram, e como é escrever para o Fort Minor e para o Linkin Park.

Quando vocês fizeram aquele vídeo jogando Mortal Kombat contra o Steve Aoki, você brincou sobre todos esses pedidos dos fãs pelo retorno do Fort Minor. O quanto que as pessoas estavam pedindo pelo retorno do Fort Minor naquele momento?

Eu estou sempre escrevendo, e muitas vezes parece que eu apenas estou colocando ideias, e as vezes é “Oh, isso aqui é uma música do Linkin Park“. Essa música foi a primeira depois de muitos anos que eu ouvi e pensei “Meu Deus, em primeiro lugar, está ótimo, em segundo lugar, isso é o Fort Minor“.

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O que significa para você, saber que os fãs tem esperado uma década para uma música do Fort Minor?

Nunca houve um intervalo com as perguntas sobre o Fort Minor. Com o Linkin Park, nós fazemos um Meet&Greet com 50 ou 100 fãs antes de cada show, então eu tenho a chance de falar com as pessoas, e em cada Meet&Greet sempre tem perguntas sobre o Fort Minor. E eu sempre dei muito valor à isso, principalmente porque esses são os fãs mais hard-core, são aqueles que pagam para estar no LPUnderground, comparecem em vários shows.

Não é muito sobre o fato das pessoas quererem ouvir, não era esse o caso, senão eu teria feito antes. Mas a verdade é que, quando eu fiz o primeiro álbum do Fort Minor, o Linkin Park tinha apenas o Hybrid Theory e o Meteora, que foi realmente um momento em que éramos conhecidos por esse som. Então nós fizemos o Collision Course com o Jay-Z e eu meio que senti falta daquele hip-hop que eu ouvia quando era mais novo. Então, eu fiz o Fort Minor, pensando que nunca iria se encaixar com o Linkin Park. Então, vários anos depois, ampliamos a nossa abordagem no estúdio e minhas ideias do Fort Minor poderiam agora fazer parte do Linkin Park.

No álbum A Thousand Suns, tinha músicas com elementos do Fort Minor, como por exemplo Waiting For The End e When They Come For Me. Uma música que eu considero uma versão moderna do Fort Minor é a Until It Breaks, do álbum Living Things. Meio que sempre esteve presente no meio das músicas, meio que as ideias do Fort Minor que eu tinha ficariam melhores misturadas com o restante das ideias do pessoal da banda. Mas essa música, Welcome, surgiu na minha cabeça e meio que estava pronta. Ela estava 85% pronta, e eu sabia que se eu passasse para o Linkin Park, ela iria mudar consideravelmente e eu não queria que isso acontecesse. Eu sentia que ela era uma boa música por si só, então eu preparei ela.

Como a sua ideia sobre o Fort Minor mudou ao longo dessa década?

Quando eu fiz o Fort Minor originalmente, eu não tinha consciência disso na época, mas eu não me sentia seguro ficar sozinho no palco. Então eu chamei algumas parcerias, como o Styles of Beyond. Eu contratei uma banda que se tornaram amigos. Eu também estava com outros amigos, como John Legend. No fim das contas, eu olho para isso e vejo que eu estava fazendo isso porque elas eram pessoas muito talentosas e eu me sentia bem fazendo um álbum com eles, e também porque eu não estava confortável em fazer algo totalmente sozinho. Durante a turnê com o Fort Minor naquela época, eu fui ficando mais confiante e desde então eu tenho me tornando mais confiante. Ainda é meio desesperador fazê-lo, quando eu estava lá no Conan para me apresentar, eu não me sentia nervoso assim fazia muito tempo. Eu estava super nervoso, e era apenas uma música. Parte disso é porque eu não sou a princípio um cantor, mas ao longo dos anos, cantando nos vocais de apoio com o Chester e fazendo mais e mais vocais no Linkin Park, comecei a ficar mais confortável com isso.

Como é um show do Fort Minor?

O Fort Minor sempre foi um projeto solo. O que isso tem a ver agora é que preciso deixar ele ser um projeto solo de verdade e ir vendo “Eu consigo sozinho entreter as pessoas durante uma hora?” É um desafio. Vai ser difícil, mas vai ser divertido, e eu acho que estou pronto.

Estou com um set que está muito animado. Agora, como eu disse, também não quero que isso fique no caminho do Linkin Park. O Linkin Park definitivamente é a minha prioridade, e os shows do Fort Minor serão eventos especiais. Não tem álbum, não tem turnê, tudo está focado em um vídeo de 360 graus e a música nova. A minha ideia, neste ponto, é apenas deixar a porta aberta para a possibilidade disso vir a acontecer. Estou apenas aproveitando a onda.

Fale sobre o show ao vivo.

O show, obviamente, é voltado ao álbum The Rising Tied. Eu quero que seja bom. Eu quero fazer um show que entretenha a todo custo. Então, eu não quero ficar só na batida que vocês já conhecem do álbum. Eu quero fazer surpresas e quero torná-lo bem divertido. O show é um show de um homem só. Isso faz parte do desafio que coloquei pra mim mesmo. Basicamente é como um mash-up entre um show de rap e um set de DJ, em termos de eu ser capaz de andar com um computador, usar alguns instrumentos, ligar e tocar. Eu apenas anunciei um show, e eu não planejo anunciar mais apresentações.

Tem músicas do The Rising Tied que você está animado em tocar?

Tem músicas que eu quero tocar porque eu sinto que elas são divertidas sonoramente ou liricamente, como Petrified ou In Stereo. Por outro lado, quando eu fiz a turnê com o Fort Minor há 10 anos, eu não toquei com muita frequência Cigarettes e Kenji, e essas eu estou animado para tocar porque eu sinto que elas dizem muito. Welcome é uma música sobre pessoas excluídas, é sobre se sentir um estranho e ficar totalmente de bem com isso.

Fonte: Billboard

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