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Linkin Park enviou a quinta atualização de estúdio sobre a criação do novo álbum.

O Linkin Park tem enviado atualizações para os fãs sobre o andamento do próximo álbum. Esta é a Atualização #6. Para ler a anterior clique aquiDessa vez a banda fez um podcast, com Brad Delson e Mike Shinoda.

Eles falaram sobre o novo estúdio em que estão trabalhando. Ele é bem maior que o estúdio anterior e possui muito mais cômodos. O anterior tinha apenas dois e não acomodava direito todos os membros da banda, caso cada um quisesse trabalhar em uma parte diferente do álbum. Mas, segundo o Mike, o maior motivo da troca foi porque ele queria mais sons de instrumentos ao vivo “A gente fazia bastante sons de instrumentos usando programas, e estava na hora de adicionar instrumentos ao vivo mesmo. Eu queria mais bateria ao vivo.“.

Foto do estúdio anterior:

Screen Shot 2016-08-08 at 12.44.23 AM

Foto do novo estúdio:

Screen Shot 2016-08-08 at 12.44.38 AM

Mike e Brad falaram também sobre o processo do novo álbum. Segundo eles, o processo do Linkin Park sempre foi compor de trás para frente, eles primeiro faziam o instrumental para depois encaixar o vocal. No álbum The Hunting Party, eles já haviam mudado um pouco o processo, compondo tanto instrumental quando vocais e acordes juntos. Para este álbum, eles chamaram de “inversão de processo”, compondo primeiro só as letras, para focar na essência, para só depois encaixar os instrumentos.

Eles estão trabalhando com bastante colaborações, não necessariamente artistas, mas com compositores que eles gostam. Eles estão aprendendo o processo de criação de cada compositor, para ajudar a expandir a mente.

O álbum ainda não tem um tema específico, eles ainda estão tentando identificar qual é o tema, para poder dar nome ao álbum. Mas eles falaram que está bastante pessoal, “está bem íntimo” e “As músicas estão com muita estamina” disse o Brad, e o conteúdo do álbum vem de situações que irritam eles, coisas que aconteceram com eles, coisas sobre conversa com amigos, etc. O som do álbum não está parecido com nenhum outro, segundo o Mike.

Além disso, Brad e Mike conversaram sobre guitarras, jogos, Pokémon Go, o que eles fazem no estúdio quando não estão trabalhando, entre outras coisas. Leia abaixo a transcrição completa do podcast. Para ouvir o áudio original, clique aqui.

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Mike: Olá pessoal, aqui é o Mike!
Brad: E aqui é o Brad.
Mike: Nós vamos fazer diferente dessa vez, uma atualização do estúdio por áudio! Atualização número 6. Que tal?

Brad: Nós estamos no novo estúdio, tem muitos instrumentos, é uma sala enorme e estamos tentando usá-la ao máximo.
Mike: É enorme, acho que é o maior estúdio que a gente já gravou.
Brad: É o maior estúdio que eu já estive. Ponto.

Mike: A gente vai responder algumas perguntas dos nossos fãs e de alguns de nossos incríveis funcionários.

Mike: Vamos a primeira pergunta, feita por um de nossos funcionários: Qual foi o maior desafio no processo de produção até agora?
Mike: Essa é fácil… com certeza é esse podcast. Foi muito difícil agendar um horário para gravar este podcast.
Brad: Engraçado porque pra mim foi muito fácil. Minha agenda estava disponível. Eu recebia e-mails, “Mike não está disponível nessa hora, Mike também não está disponível nesse horário. Nesse horário também não.” Então, se vocês me quiserem em outros podcasts, eu estou disponível, porém não tenho celular.
Brad: E aí, qual foi o maior desafio?
Mike: A gente vai mesmo responder? O que você acha Brad? Acho que foi o nosso processo, que está diferente.
Brad: Nosso processo é de trás para frente mas estamos fazendo de frente pra trás?!
Mike: Geralmente fazemos as coisas de trás para frente, mas dessa vez não.
Brad: Existe um certo desconforto em fazer as coisas da maneira correta. A gente costuma conversar com outras bandas que vem aqui, sobre o nosso processo, e a gente inverteu ele dessa vez e ficamos experimentando e falhando algumas vezes. A gente já fez tantos álbuns e parece que a gente não sabe como fazer um álbum. E a gente obviamente não escolheu o caminho mais fácil. Mergulhamos direto na inspiração e está com uma essência muito interessante. Encontrar um destino é definitivamente uma jornada. A gente tinha uma noção do caminho, mas ao mesmo tempo a gente tinha que se encontrar. As músicas estão com muita estamina, se moldando tão bem, a gente quer que elas sejam fenomenais quando compartilharmos com vocês, ouvidores de podcast ao redor do mundo.
Mike: Eu concordo, acho que vou ler a próxima pergunta porque tem a ver com essa.

Mike: Qual está sendo a parte favorita do processo até agora?
Mike: O que a gente normalmente faz está mais voltado para cada faixa do álbum, a música, o instrumental, de cada faixa, vem antes no processo.
Brad: E o instrumental é que evoca o vocal.
Mike: Evoca o vocal (risos). A música que inspira os vocais de uma certa forma. Neste processo, onde o vocal veio antes do instrumental e dos acordes, abriu uma caixa de pandora de possibilidades, onde você pode fazer qualquer música que você quiser! Então acho que a minha parte favorita do processo é quando a gente encontra o som, o instrumental, o estilo, a apresentação, que combina com aquele vocal. Quando une os dois você pensa, “olha só, isso sim é único.

Brad: Qual é o próximo passo? E a outra parte da pergunta é, alguma particularidade do álbum que se destacou para você?
Mike: Essa negócio que a gente tava falando, que o processo era de trás pra frente, e agora estamos fazendo diferente. Parece uma mudança pequena, mas é enorme para nós. Por exemplo, se você anda de skate, sabe que tem diferença entre o goofy e o regular.
Brad: Mesmo que você seja bom em um, você pode se confundir no outro.
Mike: Exato. Ou mesmo no snowboarding, se você faz sempre de uma forma, e muda a forma de fazer, é muito estranho. E alguns podem se perguntar “Por que vocês fazem isso com vocês mesmos? Se você sabe que esse processo funciona pra você, por que mudar?”
Brad: Se você é expert em skate, você vai querer ir atrás de novos desafios.

Brad: Porque vocês trocaram de estúdio?
Mike: Talvez essa seja uma pergunta de um dos nossos funcionários, porque eu não sei se os fãs sabem que a gente trocou de estúdio. Bem, se vocês acompanham a gente nas nossas redes sociais vocês devem ter percebido. Bem, o nosso outro estúdio tinha uns 20 metros quadrados.
Brad: Era um espaço acolhedor (um pouco irônico).
Mike: Este estúdio aqui tem tipo bilhões de metros quadrados, é tipo trabalhar em um hangar de avião. Uma das coisas que foi decisivo pra gente, é que a gente queria mais bateria ao vivo. A gente fazia bastante sons de instrumentos usando programas, e estava na hora de adicionar instrumentos ao vivo mesmo. Rob estava tocando percussão outro dia, não era bateria, era tipo bongos ou atabaques.
Brad: Não confunda bongos com atabaques.
Mike: Engraçado que eu acho que essa é a primeira coisa que estamos falando sobre os sons do álbum. E estamos falando em bongos (risos). Em outra atualização falamos de vários samplers, e agora estamos falando de bongos.
Brad: Ok, então vou fazer essa pergunta aqui.

Brad: Qual é o instrumento preferido neste processo?
Brad: Esta é fácil, com certeza é bongos.

Mike: Brad, você comprou alguma guitarra nova para este novo álbum?
Brad: Felizmente, o nosso engenheiro Ethan Mates tem as melhores guitarras. Tipo eu vou tocar elas até elas se tornarem minhas.
Mike: Ah sei, tipo se você tiver em uma propriedade há muito tempo ela se torna sua?
Brad: Sim, exato.

Brad: Algum artista ou álbum foi inspiração para decidir a direção deste álbum?
Mike: Mais pra frente a gente pode criar uma playlist, com as coisas que nós estamos ouvindo. Eu adoro fazer isso. Eu tenho algumas por aí, mas nenhuma delas representa o novo álbum, então, vou criar mais uma.
Brad: Foi muito interessante trabalhar com várias colaborações, conhecer o processo deles, e ver como cada um faz isso diferente, e nos colocar dentro do processo deles.
Mike: Muitas vezes pessoas que fazem colaboração com outros artistas, são compositores. Eles criam muitas das músicas que a gente conhece por aí. Qualquer artista em qualquer etapa da carreira, nunca sabe tudo. Então a idéia, pro início deste processo, foi chamar pessoas que fazem isso há muitos anos já, que fizeram músicas que eu particularmente adoro, perguntar “ei, vamos fazer uma música”, porque é isso que eles fazem. E a gente se reuniu, geralmente eu, Brad e o colaborador…
Brad: Nós entramos em contato com pessoas que nós gostamos e descobrir que existem tantas formas de iniciar uma música, e que muitas vezes a gente não estava familiarizado. E o fato da gente ter começado a composição antes, e o instrumental depois, fez uma diferença enorme. Eu achei muito interessante, é uma forma totalmente válida de se fazer uma música. Voltando a pergunta anterior, acho que essa foi definitivamente a minha parte preferida do processo.
Mike: Quando a gente começou o álbum, chegamos de manhã com uma vaga noção do que a gente queria fazer, mas não tínhamos nada quando começamos.
Brad: Normalmente tem coisas na sua cabeça,
Mike: Sim, coisas tipo, “ontem falei isso com algum amigo”, “isso me deixa irritado”, “isso que aconteceu comigo ontem”, ou como eu me sinto. Acho que isso de ficar pensando nos problemas que você enfrenta todos os dias. Acho que tem bastante coisa bem específica neste álbum.
Brad: Acho que está bem pessoal, e pra mim está sendo bastante gratificante. A gente não tinha nenhuma ideia, e quatro horas depois a gente tinha algo que daria pra compartilhar com alguém, mesmo que ainda fosse vago mas… Porra isso foi incrível!

Brad: Esse álbum é mais pessoal do que o anterior?
Brad: Acho que todos são pessoais. Acho que como esse álbum começou com palavras e com a letra da música, está bem íntimo. E se tem o som parecido com algum de nossos álbuns anteriores? Ah eu não sei, tem?
Mike: Não. Eu acho que não.
Brad: A nossa banda tem um som?
Mike: Nesse ponto acho que a gente já foi pra bastante direções, mesmo dentro de um mesmo álbum. Eu estava conversando com alguém, em como Victimized e Gastle of Glass estão no mesmo álbum.
Brad: Roads Untraveled e Victimized. E eu amo a Roads Untraveled, eu não sei… talvez as pessoas amem esta música secretamente, em casa (risos)
Mike: (risos)
Brad: Porque bem, é uma música que não toca na rádio, a gente não toca ao vivo e é uma música muito legal!
Mike: Mas bem, eu diria que não se parece com nenhum outro esse álbum.

Mike: Tem algum tema?
Mike: É uma ótima pergunta, a gente está tentando descobrir isso. A gente está tentando dar um nome ao álbum, ele ainda não tem nome. Estamos no processo de tentar dar um nome para o álbum, e essa pergunta sobre o tema aparece com frequência.
Brad: Eu acho que a gente é um peixe, e o tema é a água, A gente é um peixe dentro d’agua, mas a gente não sabe o que é a água exatamente.
Mike: UAU.
Brad: (risos)
Mike: (risos) isso foi profundo. Eu sinto como se a gente tivesse em um episódio do Cheech & Chong.
Brad: Se a gente conseguir entender o que é o tema, acho que a gente vai conseguir terminar o álbum.

Mike: O que vocês fazem no estúdio quando não estão trabalhando?
Mike: Aqui vai uma curiosidade sobre o Brad e eu, eu não sei sobre os outros…
Brad: A gente nunca faz uma pausa.
Mike: É, nós dois nunca paramos de trabalhar no estúdio. Eu mesmo nunca vou lá fora. Eu entro aqui de manhã cedo, eu chego aqui umas 9h.
Brad: Eu acho que as pessoas próxima a mim nem acreditam em mim, que eu não faço pausa no trabalho.
Mike: A gente trabalha em algo que a gente realmente gosta, eu fico completamente imerso aqui.
Brad: Porque mesmo que as vezes o Mike esteja trabalhando em algo na bateria, e eu quero trabalhar outra coisa, não vou atrapalhar ele. Eu vou pra outra sala, compor algo, por exemplo. Quero ser produtivo.
Mike: E isso é o legal de ter um estúdio como esse para a nossa banda. A gente é em 6 pessoas e todo mundo quer fazer alguma coisa, e tem espaço para todo mundo fazer alguma coisa. No outro estúdio tínhamos dois cômodos somente. Se os dois cômodos já estivessem ocupado, tinha que participar de algum dos dois ou esperar.

Brad: O que vocês tocam (jogam) quando não estão gravando?
Brad: “Just Get 10” (risos)
Mike: Isso responde as duas últimas duas perguntas! Just Get 10 e Pokemon Go.
Brad: Just Get 10 teve uma graaande adoção aqui. Mike era o mais avançado, ele não só chegou até 10, ele chegou a 12!
Mike: Eu tive que deletar esse jogo. Você deletou?
Brad: Eu deletei. Só cheguei até o nível 11. Phoenix chegou ao nível 11, Joe também. Eu não sei se o Phoenix ainda está jogando, mas o Joe está desesperadamente tentando chegar no nível 12.
Mike: Ele tá? (risos)
Brad: Sim, falei com ele ontem.
Mike: Eu comecei umas duas semanas antes de vocês.
Brad: Eu consegui chegar a 9 no meu primeiro jogo. E pensei, isso vai ser fácil. E nas outras vezes eu fui muito pior.
Mike: Eu me pergunto se tem alguma coisa do Pokemon Go que faria você gostar desse jogo… porque eu sinto que o jogo é tão universal mas ao mesmo tempo específico. Porque se você não jogou nenhum dos jogos do Pokemon quando era criança, você não se importa com os personagens. Será que o jogo por si só seria interessante pra você?
Brad: Eu seria um bom caso de teste, porque não ligo pra Pokemon. Você jogava com as cartas?
Mike: Sim, eu jogava o de cartas. Por um tempo até joguei durante a turnê, não sei se você lembra.
Brad: Então pra você o jogo é incrível.
Mike: Sim, eu conheço todos os pokemons. É divertido. Só para constar, eu sou nível 14, o que é bom.
Brad: Eu jogaria o Amigos Go.
Mike: Ah, você sairia capturando os amigos. Mas aí não teria tantos para colecionar. Mas você teria que realmente ir atrás deles, bem, poderia ser só os amigos dos Estados Unidos.
Brad: Poderia ter um jogo onde capturar os personagens fossem extremamente difícil, tipo 30 personagens, mas que você teria que voar pelo mundo pra capturar.
Mike: Mas Pokemon Go é assim. Tem um cara que capturou todos os pokemons disponíveis aqui nos Estados Unidos. Deu no noticiário ontem. Ele só não capturou ainda os que estão do outro lado do mundo. E um hotel falou que vai patrocinar ele pra ir pegar os outros pokemons ao redor do mundo.
Brad: Esse podcast vai terminar com a gente falando sobre Pokemon Go?
Mike: Acho que sim.
Brad: Isso é muito pós-moderno.

Mike: Ok pessoal, obrigado pelas perguntas. Até a próxima. Eu não sei qual dos formatos das atualizações vocês mais gostam, vídeo no YouTube, vídeo no Facebook, ou o podcast no SoundCloud…
Brad: Com realidade aumentada, realidade virtual,…
Mike: Talvez a gente faça algum desses (risos). Até a próxima.

Tradução e Adaptação | Linkin Park Brasil

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