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Entrevista feita pelo fã de longa data Derek, que gerencia o site AltWire e também o LP Association. Eles conversam sobre os vários anos de estrada do Linkin Park e o que podemos esperar para o futuro do Linkin Park.

Derek: Manter a produção e gravação de músicas continuamente parece ser um desafio difícil a longo prazo. Quem ou o que te inspira a continuar o trabalho que você faz, e onde você busca motivações hoje em dia?

Mike: Quando saiu o nosso primeiro ou segundo álbum, nós tínhamos um escopo mais limitado das coisas que fazíamos. E isso vai além de escrever e gravar, estou falando do quadro geral, desde um lançamento e como será a experiência para um fã. Em geral, na medida que fizemos mais álbuns e experimentamos em ambos, dentro e fora do estúdio, aprendemos a ser melhores artistas, melhores compositores, melhores ao vivo, melhores designers, melhores em construir comunidades e melhores em comunicação. Eu não diria que a gente “cresce a barra” cada vez, ou que a cada movimento que a gente faz seja melhor do que o anterior. Muitas vezes, é sobre a jornada, assumir riscos e aproveitar o que estamos fazendo no momento. Mas, enquanto estivermos fazendo isso, nós vamos nos esforçar para inovar e realizar.

Derek: Você recentemente fez alguns comentários muito interessantes sobre o estado atual do rock e como o gênero está suave. Você está insatisfeito com a versão atual do rock?

Mike: A pergunta é: o que é rock agora? Mumford and Sons? Capital Cities? AVICII? Vampire Weekend? Lorde? Arcade Fire basicamente deixou o disco e Trent Reznor gasta muito tempo do novo álbum do Nine Inch Nails sussurrando – e eu realmente gosto dessas bandas, eu só estou dizendo que tem algo faltando. Estou à procura de ferocidade, inovação e energia, sem abrir mão de composição, sofisticação e habilidade. É uma tarefa difícil, mesmo que sejamos capazes de direcionar isso no próximo álbum do Linkin Park, vai demorar mais do que uma banda para realmente “mover a agulha”.

Derek: Apenas duas músicas de seus cinco primeiros álbuns de estúdio ultrapassaram a marca de 5 minutos de duração. No futuro, vocês estão abertos a escreverem músicas mais longas e se preocupariam em editá-las para rádios?

Mike: Claro, eu estou aberto. Isso vai acontecer se for para acontecer, eu realmente não escrever uma música para caber em um período de tempo. Quando fazemos uma música, a duração da música é ditada pela forma como o “arco de história” da música avança.

Derek: Existe algo diferente no processo de escrita/gravação desse próximo álbum, com o Chester fora por estar fazendo coisas com o STP? Quais são os desafios que isso trará?

Mike: Ele sabia no que estava se inscrevendo – É bem frenético pra ele, mas ele sabe fazer funcionar! Eu não acho que o nosso progresso tem sido negativamente afetado de alguma forma importante com os shows do STP.

Derek: Você esteve em turnê como Linkin Park para mais de 14 anos agora. Como você equilibra o setlists ao vivo para manter ele frescos para vocês e ao mesmo tempo acalmar os fãs? Você está cansado de tocar One Step Closer?

Mike: Eu acho que o Mike Einziger ( ou Incubus ) disse é melhor, eu vou parafrasear: “quando estou no palco, eu não estou pensando no que a sminhas mãos estão trocando ou que notas tenho que tocar, estou imerso na experiência de conectar com os fãs, naquele palco, daquela cidade”. Então, com isso dito, meio que não importa qual a música que está sendo tocada, desde que todos estejam aproveitando.

Derek: Embora vocês fizeram uma breve turnê com o European Projekt Revolution em 2011, a última vez que vimos o Projekt Revolution em grande escala foi em 2008. Há algum plano para trazer de volta o Projekt Revolution?

Mike: Eu não sei se isso vai voltar no nome, mas espero fazer uma turnê mais robusta pelos EUA nos próximos dois anos. Deixamos de tocar em vários lugares nos EUA porque estamos com uma demanda internacional incrível. Acho que esse é um bom problema de se ter!

Derek: O que você tem tirado do processo de criação de jogos de videogame?

Mike: Um projeto paralelo que eu realmente gostei de trabalhar foi com o jogo LPRecharge.com. Como vocês sabem, eu era um artista visual antes de ser músico – me formei em Ilustração e Design na Escola de Artes, e sempre pensei que eu ia ser um designer ou pintor de algum tipo. Eu também cresci desenhando personagens de videogame como Mega Man, Samus de Metroid ou Mario e Luigi. Portanto, ser capaz de criar e esculpir os personagens no Recharge foi um sonho tornado realidade.

Derek: Seu equipamento e sua coleção de instrumentos constantemente evolui com cada álbum. Que tipo de equipamentos você está trabalhando no estúdio agora? Algo de novo que possa surpreender algumas pessoas?

Mike: Eu estou tocando com um monte de coisas diferentes, eu não quero dar nenhuma surpresa, porque elas podem ser uma parte da nossa próxima fase ou turnê. Uma coisa interessante que nós estamos vendo fora das plataformas habituais: estamos trabalhando em Mac e Windows, e estamos trabalhando com Ableton, além das Protools. E nós estamos tentando sair do computador, o que é bem incomum para nós.

Fonte: AltWire.net

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