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Os integrantes do Linkin Park, Mike Shinoda e Joe Hahn, vasculham as memórias e vão fundo no clássico álbum Hybrid Theory e compartilham histórias de como surgiram cada uma das músicas, por exemplo, In The End, Crawling e One Step Closer.

Foi um momento bizarro, mas muito especial.” É assim que Mike Shinoda do Linkin Park descreve o lançamento do álbum de estreia da banda, Hybrid Theory, um dos álbuns de rock mais vendidos de todos os tempos.

Após o seu lançamento dia 24 de outubro de 2000, os integrantes do Linkin Park estavam com seus vinte e poucos anos – “apenas crianças, brincando por aí“, como Mike descreve carinhosamente os primeiros dias do grupo nos subúrbios de Los Angeles. Com Mike Shinoda e Chester Bennington compartilhando o papel de frontman, o Linkin Park ajudou a progredir a ousada vertente do rap-rock que tinha bombado nas rádios no final dos anos 90. Eles frequentemente distribuíam as funções de rap e canto entre os vocalistas e cuidadosamente balanceavam os riffs de hard rock do guitarrista Brad Delson com batidas no estilo hip-hop do baterista Rob Bourdon e do DJ Joe Hahn.

A mistura de rap e rock da banda foi recebida com um pouco de desconfiança e pessimismo por parte da sua gravadora Warner Bros. Records e de seu produtor Don Gilmore. No entanto, assim que One Step Closer, o principal single do Hybrid Theory, entrou para o TOP 10 das rádios de rock alternativo dos EUA, essas dúvidas rapidamente foi embora.

Quando eu era adolescente, ou você era um garoto do rock ou do rap, mas não ouvia música que misturavam as duas coisas, na verdade”, lembra Mike. “Fiquei tão animado quando Rage Against The Machine foi lançado, ou Red Hot Chili Peppers, ou quando encontrei Led Zeppelin ouvindo Beastie Boys. Haviam bandas que pegavam vários estilos de música e misturavam, mas elas não eram comuns. E ter desempenhado um papel na mistura de estilos, isto é, para nós, parte do nosso legado do qual nos orgulhamos.

Na verdade, o Hybrid Theory continua sendo um marco: o álbum vendeu incríveis 10,8 milhões de cópias até agora, de acordo com a Nielsen Music e produziu singles que permaneceram clássicos da rádio alternativa por décadas. In The End, o hino que mistura versos de rap e um refrão de hard rock melódico, alcançou o segundo lugar na parada Billboard Hot 100, enquanto Crawling rendeu ao Linkin Park seu primeiro prêmio Grammy. O álbum daria início a uma carreira que produziu sete álbuns no total, 28,8 milhões de cópias vendidas e inúmeras performances em arena, até a trágica morte de Chester em 2017.

Agora, a banda está olhando para o passado com a edição comemorativa de 20 anos do Hybrid Theory, uma nova coleção com demos inéditas, B-sides, raridades, DVDs e a tão procurada faixa favorita dos fãs da época, “She Couldn’t”, entre muitas outras coisas. A edição especial do HT vai ser lançada na sexta-feira (9/10).

É um bom momento para fazer uma pausa e pensar e se concentrar no que foi necessário para fazer aquele álbum, o impacto que teve e a oportunidade que permitiu continuar com nossas carreiras”, disse Joe Hahn à Billboard. “Para mim, é uma prova de companheirismo entre todos os caras da banda, da nossa amizade, da nossa ética de trabalho, dos valores em como abordamos, não apenas ao fazer música mas com o business e a maneira como interagimos com os nossos fãs.

Em entrevista, Mike e Joe compartilharam suas memórias das 12 músicas da edição original do Hybrid Theory. Confira a lembrança faixa a faixa do Hybrid Theory do Linkin Park abaixo.

PAPERCUT

MIKE SHINODA: Para mim, as duas músicas mais importantes foram Papercut e In The End. Papercut era a identidade completa da banda em uma única música. Até pelo fato de que ela começa com aquela batida e vai direto para um rap com guitarras pesadas, o fato do Chester estar fazendo rap comigo no refrão – você não consegue me ouvir direito por causa da mixagem, parece que é só ele, mas na verdade somos nós dois.

Quando chega a ponte, aquele vocal alto e alongado! E não voltamos para um refrão no final, era uma estrutura musical única. Eu sinto que essa música realmente reuniu várias coisas em termos do que a banda se tratava. E sabíamos, desde o momento em que tínhamos a música, que era ela que tinha que abrir o álbum.

JOE HAHN: Papercut na época era uma das minhas favoritas. Estávamos realmente tentando misturar estilos e acho que fizemos isso com bastante sucesso. A ideia de trazer o break-beat que tem no hip-hop. Acho que conseguimos uma vibe bem legal quando entrelaçamos os riffs de guitarra com o break de bateria nessa música. O álbum é chamado Hybrid Theory porque representa esse ideal.

MIKE: Houve uma coisa estranha com os singles desse álbum. Tecnicamente, havia três singles: One Step Closer, Crawling e In The End. E teve um single europeu, que era Papercut. O motivo era que Crawling ainda estava forte nas rádios dos Estados Unidos, mas o mercado europeu de rádios anda mais rápido, então eles já haviam queimado dois singles e precisavam de um terceiro. [A gravadora] basicamente queria dar um tempo para que o mercado europeu tivesse um terceiro single, e então poderíamos lançar mundialmente a In The End. Eles disseram, ‘Queremos criar um clima com a In The End’, e acabou que realmente funcionou dessa forma.

ONE STEP CLOSER

MIKE: Ao escolher Don Gilmore como produtor, ficamos muito na dúvida. Don tinha mais dessas músicas de rádio alternativo e sabíamos que ele entenderia essa parte do nosso som, mas ele não sabia nada sobre hip-hop. Absolutamente nada! E ele disse isso para nós quando a gente se encontrou. Ele disse: ‘O negócio é o seguinte, a parte do seu som com a qual não posso contribuir é a parte do hip-hop. Eu sei que é uma grande parte do seu negócio. Mas eu gosto de como vocês fazem isso, então vou tentar sair do caminho em termos de batidas e raps e outras coisas, vou deixar isso com vocês. E deu muito certo, porque não como ser uma banda de rock no estúdio, não sabíamos como fazer os arranjos, como fazer múltiplas faixas de guitarra e voz, de uma forma que soasse como o que ouvíamos no rádio e que amamos. Então foi isso que aprendemos com Don.

HAHN: Eu sinto que, naquela época, essa era nossa música mais barulhenta, que se tornou o primeiro single. Ao fazer esse álbum, não fomos completamente compreendidos pela gravadora, principalmente porque havia uma categorização de qual segmento a banda se encaixa. Nós éramos uma banda de rock com uma base sólida com nosso hip-hop e influência eletrônica. Os formatos eram rock alternativo e rock mainstream na época. Lembro que a gravadora certa vez nos pediu para fazer menos rap e menos arranhos. Se você ouvir as edições de rádio dessa música de quando ela foi lançada, eles tiraram os arranhos na ponte da música, o que eu achei meio chato e desnecessário.

MIKE: A parte do “Shut up” na ponte, eu sei que um dos meus pontos de referência foi a “F–k you, I won’t do what you tell me” [do Rage Against The Machine, “Killing in the Name”] e queríamos uma parte assim em uma de nossas músicas. E nós estávamos no estúdio escrevendo e reescrevendo One Step Closer e eventualmente ficamos tão bravos que Chester estava escrevendo palavras sobre o quão bravo ele estava com Don por nos fazer reescrever as coisas. E eventualmente ele escreveu “Shut up” e eu pensei, “E se a ponte for apenas ‘Shup up’? E se for mais simples do que tudo que dissemos até agora?” Porque estávamos apenas escrevendo letras. E ele disse: “Acho que vai soar incrível!”

Entramos e dissemos a Don: “Coloque a One Step Closer, queremos gravar a ponte.” Ele estava tipo “Bem, me diga o que é.” E nós pensamos: “Não, não, é melhor apenas gravarmos. Ouça o conceito completo.” [risos] E Don estava tipo, pulando para cima e para baixo. Eu acho que ele descobriu eventualmente que a música toda era sobre ele. Pelo menos em parte – não era apenas sobre ele, mas parte disso foi inspirado por quão frustrados estávamos com ele.

WITH YOU

HAHN: Nós trabalhamos com os Dust Brothers nessa música – antes disso, eles fizeram a Paul’s Boutique [dos Beastie Boys], então eles foram definitivamente uma parte da história dessa música. Eles basicamente nos deram um monte de stems de um remix nunca usado que eles tinham, então nós construímos a música em cima disso. Alguns dos sons no início, como “dun-dun. DUN”, alguns dos loops e batidas são deles.

Lembro de estar muito animado naquela época, de trabalhar com eles, porque era uma maneira nova de fazer música, remontar partes que soavam legais em algo totalmente diferente. Foi divertido fazer isso de forma colaborativa.

MIKE: Eu sempre gostei da With You! A época era muito nu-metal, então, para o bem ou para o mal, era disso que se tratava. Eu realmente gosto das partes do Joe nela. Eu gosto da produção, das batidas e coisas que fiz – tivemos muitas idas e vindas sobre a produção dessa música.

POINTS OF AUTHORITY

MIKE: Existem algumas referências em Points of Authority que são interessantes. O vocal que faço na introdução é realmente inspirado em Roots e Black Thought. Eu o ouvi fazendo isso no Illadelph Halflife, e achei que tinha algo muito legal ali. E eu pensei que combinaria bem com os arranhões. A linha de guitarra da música, originalmente, era muito diferente – acho que incluímos o riff original, a versão original da música, em nosso box do Hybrid Theory. Mas em algum momento percebemos que o riff de guitarra original era bem básico, então fui para o Pro Tools e o cortei e movi as peças apenas para experimentar como ele poderia soar.

A música não tinha aquele refrão por muito tempo – basicamente escrevemos esse refrão enquanto estávamos no estúdio com Don, porque decidimos que precisava de algo melódico, mas não queríamos que fosse muito suave, então optamos por uma melodia mais simples, de dois acordes, com uns gritos melódicos.

HAHN: Eu dirijo a maioria dos videoclipes, então me diverti muito fazendo esse [para a versão da música do álbum Reanimation de 2002]. Fizemos o storyboard de todo o vídeo e trabalhamos com uma equipe de animação em Los Angeles e pensamos: “Vamos criar este mundo, será uma raça contra outra raça e eles vão batalhar entre eles.” Lembro que eu pegava referências em Resgate do Soldado Ryan e olhava muitos animes para ver a dinâmica das coisas explodindo. Foi muito divertido, porque tive uma ideia maluca e todos ficaram tipo, “Vá fazer!” E eles me deixaram fazer isso!

CRAWLING

MIKE: Com o clipe da One Step Closer, tínhamos um orçamento muito modesto e nunca tínhamos feito um clipe antes. Então, quando chegou a hora de fazer um segundo clipe, tínhamos um pouco mais de dinheiro e acho que a gravadora foi muito útil naquele ponto para nos ajudar a encontrar uma equipe boa para fazer um bom vídeo. E o Joe começou a ficar mais confiante com o processo – durante Crawling, ele realmente se envolveu e aprendeu muito e fez várias perguntas. Ficou ótimo, o vídeo foi realmente uma parte importante para apresentar a banda às pessoas.

HAHN: One Step Closer é uma música bastante agressiva e não soa doce de forma alguma. Quando Crawling saiu [como o segundo single], representou um lado diferente do que fazemos, com uma fusão de emoções no refrão e na ponte, com alguns gritos. Sempre tentamos brincar com o que funciona, com a música e a dinâmica dos vocais que Chester e Mike traziam. Engraçado também, porque as primeiras músicas eram tão importantes na época – e então lançamos Crawling, que é para o lado mais suave do que fazemos. Eu acho que se você ouviu o álbum você entende, mas as pessoas que não ouviram estavam tipo “O que essa música tem a ver com a outra?”

MIKE: Nós ganhamos um Grammy com a Crawling, de melhor performance de hard rock e na época eu nem sabia a diferença entre “música de hard rock” e “performance de hard rock”, já que existia uma premiação para cada uma dessas categorias. E eventualmente eu pensei, “Este é um Grammy para o vocal de Chester.” Tipo, foi uma ótima gravação, mas se quisermos ser honestos, o motivo pelo qual recebemos aquele Grammy foi por causa da atuação de Chester, ele naquela música foi uma loucura! Acho que nunca o ouvi cantar assim. E é aquela ferocidade extra em seu vocal que capturamos naquele dia. Isso acontecia apenas de vez em quando, sabíamos que quando a voz dele estava assim, nós tínhamos que gravar o máximo de coisas possíveis. [risos] Era tipo, podemos fazer umas cinco músicas nesse dia?

RUNAWAY

MIKE: Runaway era originalmente chamada “Stick and Move” e as letras eram banais, mas era uma música super animada e divertida de tocar. Em nossos primeiros shows, essa era basicamente nossa grande música – as pessoas que vinham aos nossos shows pela primeira vez, conversávamos com elas depois e elas mencionavam essa música. Então pensamos, essa é uma música importante para gravar no estúdio. E assim que as outras músicas começaram a tomar forma, pensamos, “Ah não, uma de nossas melhores músicas agora é uma de nossas piores músicas.” Achávamos que tínhamos essa joia e agora ela está se tornando uma bagunça.

Nós desmontamos completamente a música e a reescrevemos. Nós mantivemos os acordes e algumas das batidas de bateria, mas adicionamos um monte de coisas novas e reescrevemos todas as letras e ela se tornou Runaway.

HAHN: Definitivamente havia algo que estávamos fazendo repetidamente, apenas tentando dominar as estruturas da música, indo da calmaria para alcançar o clímax e voltar para a calmaria. Essa música representou aquela fórmula que dominamos antes de começarmos a explorar diferentes maneiras de escrever músicas. Se você separar os elementos, é muito mais simples do que algumas das músicas posteriores.

MIKE: Runaway é engraçada, porque algumas pessoas pensam que era um single do álbum, mas isso é apenas porque um monte de rádios começaram a tocá-la sem a gente ter promovido ou fazer um vídeo. Foi apenas uma época em que todos estavam tão apaixonados pelo álbum e pela banda que eles simplesmente tocavam as músicas que não eram singles. Foi inacreditável.

BY MYSELF

HAHN: Essa foi uma das músicas que trouxemos das demos antigas. Lembro dela ter uma vibe muito boa, que começava em uma tranquilidade e ia para a barulheira, de um quase sussurro para os gritos. Eu acho que ela tinha muita convicção e quando tocávamos ao vivo, definitivamente tinha aquela vibe que as pessoas ficavam empolgadas de ouvir.

MIKE: By Myself foi nossa tentativa de fazer os versos mais suaves e todas as outras partes da música serem sons desagradáveis e os mais altos que podíamos fazer.

Lembro de fazer as demos para essa música em meu apartamento na região de Los Angeles e meu vizinho simplesmente me odiava. As paredes eram finas como papel, Chester gritava o refrão, e eles devem ter pensado que estávamos assassinando alguém na sala. Nós dois estávamos apenas gritando, e eu disse, “Não, MAIS ALTO!” [risos] E meus vizinhos batiam na parede às dez da noite todas as noites para nos dizer que era hora de ir para a cama, basicamente. E assim, gravaríamos até as 10, e então você ouviria uma batida na parede. A gente estava com os fones de ouvido, fazendo nossas coisas, e eles estavam literalmente socando a parede, tentando chamar nossa atenção e nos dizer para calar a boca.

HAHN: O álbum está cheio desses momentos como aquele em que Mike está dizendo “By myself” e depois Chester diz “MYSELLLLLF!” Isso é o que foi meio mágico sobre Mike e Chester como co-vocalistas – ter aquele tipo de momento “o bem e o mal”. Esses vocais realmente nos fizeram destacar de todos os outros.

IN THE END

MIKE: Nós tínhamos um monte de faixas que a gente gostava, mas sabíamos que precisávamos de coisas que fossem no próximo nível. E eu sabia que era por minha conta, eu tinha que encontrar isso. Eu me tranquei em nosso estúdio de ensaio em Hollywood and Vine – na época em que Hollywood and Vine tinham vários viciados em drogas em todos os lugares, então nem dava vontade de ficar entrando e saindo de lá. Quando eram mais ou menos 19 horas, eu entrei lá, tranquei a porta e passei a noite. Não tem janelas nem nada, não sabia que horas eram. Escrevi a noite toda e terminei com In The End pela manhã.

Nosso baterista Rob foi o primeiro a aparecer naquela tarde e eu toquei a canção para ele, e ele se empolgou muito. Ele disse algo como: “Eu estava sonhando, imaginando que a gente precisava de uma música melódica que nos levasse para o próximo nível, onde o refrão era apenas o inegável. Esta é a música. Você fez a música que eu tinha imaginado.” Ele foi o primeiro que apoiou e, depois disso, todos para quem tocamos ficaram empolgados com a música.

HAHN: A gente sabia que precisava de mais melodia. Tínhamos que completar o que estávamos fazendo. As pessoas não querem algo gritado o tempo inteiro – bem, algumas pessoas querem. Mas tudo, desde as melodias ao piano… nós escrevemos muitas músicas, e para cada álbum, provavelmente, há pelo menos uma centena de ideias de músicas, às vezes o dobro. Às vezes, acontece esses momentos mágicos em que todos os elementos se juntam perfeitamente ao mesmo tempo. Esta música é um daqueles momentos de ‘eureka’.

MIKE: A única parte que havia muito drama eram meus versos de rap – meus versos originais eram bons, mas nosso cara da A&R na época era um cara inseguro e ele ficava falando com todo mundo perguntando o que eles pensavam sobre os versos de rap dessa música. Ele tocava e dizia: “Não estão certos, não concorda?”. Foi ele quem sugeriu que eu não fizesse rap na banda, que eu fosse apenas o tecladista ou algo assim. Felizmente os caras e o Chester em particular vieram e me salvaram.

A PLACE FOR MY HEAD

MIKE: A Place For My Head costumava se chamar Esaul, e essa foi uma das primeiras canções – pode ter sido na primeira demo que eu e meu amigo Mark Wakefield fizemos, quando a banda era apenas nós dois. Passou por diferentes iterações até esta versão, mas sempre foi uma das favoritas. Acho que quando ela foi gravada no estúdio para o Hybrid Theory, foi um daqueles casos que já era uma música que a gente gostava, mas depois que foi gravada no estúdio, subiu ainda mais no conceito e a gente usava ela para encerrar os shows, ela e também, One Step Closer.

HAHN: Por um tempo, a gente fazia essas músicas que tinham essa fusão de energia, que faria as pessoas fazerem mosh. Acho que esse era o nosso objetivo: de alguma forma, liricamente e musicalmente, transmitir esse sentimento de frustração e tensão, quase como se você estivesse enchendo uma garrafa de emoções e, em seguida, sacudindo-a até explodir. Acho que essa música faz isso muito bem.

FORGOTTEN

MIKE: Forgotten foi outra demo que começou comigo e com Mark. Ela era chamada de Rhinestone na época. Ambas as demos estão no Hybrid Theory 20 em suas versões originais, e tivemos a aprovação relutante de Mark para colocá-las, com sua voz e tudo.

HAHN: Isso foi legal, porque naquela época, estávamos apenas juntando peças que se encaixavam. Quando ouço essa música, ouço os ingredientes, de uma forma que um chef pode comer um prato e separar os diferentes ingredientes, de uma forma muito simples mas elegante. Foi ótimo lançar um produto no final que representasse exatamente o que estávamos tentando fazer naquele momento.

MIKE: Como observação, com o lançamento do Hybrid Theory 20, não mixamos ou re-misturamos nenhuma das músicas. É apenas uma versão masterizada das demos em cassete original. As pessoas me perguntaram algumas vezes se a gente queria fazer uma remasterização, e a tecnologia de masterização não mudou muito entre o Hybrid Theory e agora. Lembro de dizer a todos que quisessem ouvir: “Tenho um subwoofer e um amplificador no porta-malas do meu carro, quero poder colocar esse álbum logo depois de um Timbaland ou Dr. Dre e ver que ele é tão bom quanto esses outros álbuns. Ele precisa ter o formato de um álbum de rap.

CURE FOR THE ITCH

HAHN: Mike teve uma ideia de batida muito legal, aqueles acordes que estavam na música. Nós realmente gostamos da sensação, mas não era uma música. Eu estava tipo, “E se colocarmos uma batida e uma introdução para que eu possa rabiscar?” Adotamos a abordagem de fazer disso uma jornada musical e fazer com que ela se pendesse mais para o lado DJ das coisas. Isso dá uma boa pausa na intensidade do álbum.

MIKE: Joe e eu amávamos DJ Shadow e Aphex Twin e muito do material eletrônico e trip-hop que estava saindo naquela época. Uma coisa que aconteceu quando a comunidade se opôs à comunidade de DJs é que havia um senso de humor que transparecia – equipes de DJs, quando faziam seus sets, colocavam pequenas coisas que faziam você rir. É por isso que Cure For The Itch é um pouco mais leve. É uma espécie de flexibilização em termos de produção de batida, mas tem um pouco de senso de humor. Queríamos dar a Joe uma faixa de destaque. Achamos que seria divertido para ele e que os fãs iriam adorar, então é uma experiência bem Joe Hahn nessa música.

PUSHING ME AWAY

MIKE: Pushing Me Away foi tipo, ficamos muito felizes com a forma como Crawling saiu, então pensamos, “Vamos fazer outra música melódica como essa!”

HAHN: Essa é mais uma daquelas canções de balada, é como uma daquelas conversas … Nos últimos anos, nós a trouxemos de volta ao nosso set ao vivo, como uma versão a cappella / acústica, porque ela nunca foi single mas a gente amava essa música. Acho que isso tocou todos os fãs que amavam o Hybrid Theory.

Fonte: Billboard

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